Episódio 13

1130 Palavras
POV DE EDUARD Vou fazer um resumo da minha infância, adolescência e do que aconteceu depois. Eu era o que chamam de "prêmio da minha mãe". Ela engravidou numa noite de bebedeira. No começo, ela queria me matar, mas quando uma amiga lhe contou que o homem com quem ela tinha dormido era filho de um bilionário, ela decidiu me trazer ao mundo sem contar para o meu pai. Ela simplesmente esperou até eu nascer para contar a ele sobre a minha existência, na esperança de que, com um teste de DNA, o filhinho do papai me aceitasse e a vida dela melhorasse. Mas não foi assim que aconteceu. Meu pai me rejeitou desde o primeiro momento em que soube da minha existência. Nem mesmo com um teste de DNA comprovando que eu era seu filho ele me quis na vida dele. Ele jogou alguns dólares na cara da minha mãe para fazê-la sumir da vida dele, avisando que, se a visse de novo, ela pagaria caro. Com esse dinheiro, minha mãe e eu sobrevivemos por alguns meses. E quando tudo acabou, a vida ficou complicada para ela, porque com um bebê de apenas alguns meses e sem ninguém para cuidar dele, ela não conseguia encontrar emprego, já que a mulher que a aconselhou a me ter não lhe estendeu a mão quando ela mais precisou. E ela dizia ser sua melhor amiga. Acontece que a minha mãe se prostituiu. Começou a vender o corpo para me sustentar. Afinal, a vad*ia não era tão rui*m assim. Por que a chamo assim? Bem, porque ela não era exatamente uma boa mãe. Usava drogas, bebia e fazia se*xo na minha frente. E enquanto fazia se*xo, me dizia: veja o que eu tenho que fazer para te alimentar. Além disso, ela tinha namorados que só pegavam o seu dinheiro, vendiam as suas coisas de casa e a maltratavam. E depois ela descontava em mim. Tudo mudou quando eu fiz dez anos. Meu pai veio me buscar. Ele me comprou. Eu sei porque vi a mala cheia de dinheiro na frente da minha mãe. O Sr. Richardson precisava de um filho para herdar os milhões do pai. A sua esposa não podia lhe dar um, pois era estéril. Eles tentaram por anos, passaram por inúmeros tratamentos, e nada funcionou. Então ela se lembrou de que tinha um filho e veio me buscar para me apresentar ao Sr. Richardson mais velho, meu avô. No momento em que ele me viu, me acolheu e declarou orgulhosamente: ele é meu neto. Algo que meu pai jamais fez quando soube da minha existência. Meu avô me deu o amor que uma criança deveria receber, mas era tarde demais. O meu coração estava endurecido. Eu não conseguia sentir felicidade, muito menos amor. Aquela mulher me transformou em pedra, e meu pai me transformou no monstro que sou agora. A minha vida com ele não foi diferente da que tive com a minha mãe. Porque, depois que eu nasci, a sua esposa o deixou. Ela nunca o perdoou por ter um filho bastardo. Ele então se envolveu com outras mulheres, todas mães solteiras. Lembro-me dele levando-as para casa e, depois da meia-noite, indo para o quarto das adolescentes e tendo relações se*xuais com elas. Houve reclamações, mas nenhuma foi adiante porque ele era um Richardson, e esse sobrenome era lei neste estado. Algum tempo depois, ele arrumou uma namorada mais jovem, com quem se casou, e ela o traía com os funcionários enquanto ele estava no trabalho. Foi com essa mulher que perdi a minha virgindade. Lembro-me de que tinha treze anos quando fizemos isso pela primeira vez, e não paramos até meu pai nos encontrar. Eu tinha dezesseis. Ele estava viajando e, quando voltou para casa, me encontrou fazendo se*xo com a sua esposa na sala de estar da mansão. Tive que fugir. Ele me seguiu de carro, suponho, para me atropelar. No entanto, pulei de um barranco próximo e, como era muito tarde, acho que ele não me viu e não conseguiu parar a tempo. Então, ele se matou. Meu avô me mandou estudar no exterior e nunca mais ligou. Eu sabia que ele me culpava pela morte do filho; os funcionários tinham contado a ele o que eu estava fazendo com a minha madrasta enquanto meu pai estava fora. O que eu fiz dos dezesseis aos vinte e cinco anos é algo que prefiro não mencionar. Porque não pensem que eu só estudava. Eu fazia outras coisas, coisas que me davam satisfação. Vamos adiantar para quando conheci Babi. Foi no exterior; tivemos uma noite de paixão fenomenal. No fim de semana seguinte, voltei para a casa do meu avô. Eu já tinha terminado a universidade e não sabia o que fazer da vida. Fui lá para ver se ele me daria uma chance de trabalhar nas suas empresas, ou o que aconteceria com a minha vida, e foi lá que a encontrei. Era impossível não dormir com ela, porque ela tinha tudo o que eu gostava numa mulher, principalmente uma filha. Nunca precisei esperar tanto para ter as filhas das mulheres de quem gostava como amantes, como aconteceu com Brigitte. As mulheres com quem eu sempre me envolvia tinham filhas adultas e, enquanto elas fossem adultas, nunca houve problemas. Todos nós temos um hobby na vida, e o meu é este: fazer as mães acreditarem que são minhas amantes legais, ou melhor, fazê-las acreditar que são, e enquanto elas pensam que são donas do meu coração, eu durmo com as filhas delas. Mas quando conheci Barbara, Brigitte tinha apenas treze anos. Ela não podia ser minha submissa. Era muito nova para isso. Por isso, esperei pacientemente que ela crescesse e, quando chegou a hora, conversei com Barbara sobre isso. Ela estava ansiosa para ter filhos, e eu a fiz entender que ela já tinha uma e que era hora de compartilhar comigo. Babi acha que perdi a memória na briga que tive com o meu avô, mas a verdade é que me lembro perfeitamente do que aconteceu naquela noite. Lembrei-me semanas depois da morte do meu avô. Embora ela pense que me tem na palma da mão, fazendo-me acreditar que o meu empurrão matou o vovô, ela está enganada. A única coisa que me manteve ao lado dela nesses últimos cinco anos foi Brigitte Mitchell: agora eu a tenho e não pretendo deixá-la ir. Relacionamentos proibidos são mais emocionantes, e eu os aprecio. ‍​‌‌​‌‌​‌​‌​‌​‌​​​​​​​‌​​‌​​​‌‌​​‌​​‌​​​‌​​​‌​​‌​‌​‌‌‍
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