Ele desliza a mão pela minha bochecha e eu solto um gemido interno. O meu estômago se contrai e o centro da minha vag*ina pulsa enquanto os seus dedos saltam do meu rosto para a minha garganta. O seu indicador rola pelo meu peito, parando bem na fen*da entre os meus sei*os. Olho para cima, encontrando o seu olhar, que me paralisa.
O meu peito sobe e desce, o meu coração dispara. O meu estômago se contrai enquanto o seu dedo rola para o lado esquerdo, traçando o contorno do meu se*io, e o seu polegar circula o meu ma*milo. Abro a boca e ele murmura.
— Você não pode gemer. Se gemer, isso acaba aqui. Os nossos olhos se encontram. Enquanto nos encaramos, o seu dedo continua a sua jornada pelo meu corpo, desta vez ao longo das curvas da minha cintura. Quando chega ao meu quadril, ele o desliza pela cintura da minha calça de pijama. Mordo o lábio para abafar um gemido porque o quero, quero que ele me toque, que sinta o quanto a minha calcinha está molhada.
Fecho os olhos enquanto o seu dedo desliza por baixo do elástico da minha calcinha, deixando a saliva escorrer pelas minhas bochechas enquanto a sua mão inteira está lá dentro. Ainda de olhos fechados, inclino a cabeça para trás, apertando os lábios com força para abafar um suspiro quando o seu dedo toca o meu clitó*ris. A sua respiração roça a minha orelha e ele solta um sussurro rouco.
— Você é virgem?
Não consigo falar. Estou hipnotizada.
— Não gosto de virgens. Gosto de vag*inas apertadas e úmidas, mas não fechadas. Ele desliza o dedo mais para baixo, parando no centro do meu clitó*ris, e pergunta novamente: você é virgem?
Balanço a cabeça levemente, já que perdi a minha virgindade aos quinze anos. Foi enquanto fazia um trabalho escolar com um amigo em casa — uma tarefa sobre se*xualidade — e ambos estávamos ansiosos para descobrir como era a sensação. Ele também era virgem, então ambos perdemos a nossa virgindade naquela tarde.
— Excelente! Diz ele, pressionando o dedo na minha boca. Estou prestes a gritar, mas a boca dele cobre a minha. Agarro-me aos seus cabelos enquanto ele devora a minha boca como um louco. Não sei como ele fez isso, mas antes que eu perceba, estou num quarto. Ele me levanta e me coloca em cima de um móvel enquanto me beija com fervor, descendo pelo meu pescoço. Com a suas mãos largas, ele desce as alças da minha blusa e, quando está prestes a abocanhar o meu se*io, tapa a minha boca. Ele vira o rosto para a porta e, ao ouvir a minha mãe, leva o dedo indicador aos lábios, sinalizando para que eu fique quieta.
Ele se afasta, alisa o cabelo e passa a mão sobre a boca. — Fique aqui. Não saia daqui por nada neste mundo.
Eu aceno com a cabeça, porque não quero causar mais dor à minha mãe. Ela já sofreu o suficiente com o que meu pai fez com ela. Agora eu entendo por que ele não me amava, porque nunca me deu o amor que um pai deveria dar aos seus filhos. Porque ele queria um filho, não queria uma filha.
Permaneço imóvel, soltando o ar lentamente, enquanto ouço Eduard lá fora consolando a minha mãe porque o resultado do último tratamento dela foi negativo.
— Vamos para casa. Ouço-o dizer. — Vamos para você descansar.
— Sim, eu vou, mas vim ver Brig. Aperto os lábios.
— Por que ela estaria aqui?
— A empregada me disse que ela estava procurando por você. Achei que ela viria...
— Não, ela não veio. Ele diz com tanta certeza. — Você sabe que quase nunca falo com ela. Por que ela teria vindo?
— Para te dizer que eu não estava me sentindo bem.
— Bem, ela não está aqui. Se você quiser, podemos procurá-la.
— Não, ela deve estar no quarto dela tomando banho. Eles ficam em silêncio por um minuto, então ele diz: vamos. Depois que eles saem, eu ouço a minha mãe perguntar: você não vai trancar a porta?
— Sim, vou trancar agora.
As chaves tilintam. Depois de alguns minutos, saio pelos fundos e corro pela parte mais escura do prédio para que eles não me vejam. Subo os degraus perto da piscina que levam ao segundo andar, mas não entro. Salto para a varanda perto da entrada e chego ao meu quarto. Assim que entro, vou para o chuveiro, ligo a água e me visto rapidamente. Depois do banho, me enrolo numa toalha e me jogo na cama, encarando o teto.
Droga, os pensamentos daquele momento atingiram-me como uma avalanche e me fazem sentir a filha mais miserável do mundo.
O que eu fiz não foi certo. Eu não posso desejar o marido da minha mãe. Como pude deixá-lo me tocar? Como eu cheguei a essa situação? Eu ne*go, e me recuso a acreditar que aconteceu. Eu sei que estou sendo uma filha ru*im por permitir que o marido da minha mãe se aproxime de mim daquele jeito. Não sei como vou conseguir olhar nos olhos dela daqui para frente.
A empregada me chama para o jantar. Eu digo que não vou comer porque não estou com fome. Estou, sim, mas vou descer para comer algumas frutas quando todos estiverem dormindo, porque agora não consigo encarar a minha mãe.
Fico me revirando na cama. Já passa da meia-noite, então decido descer. Está tudo escuro, as luzes estão apagadas. Minha mãe e ele provavelmente estão no quarto deles, descansando ou fazendo amor como o marido e a esposa que são. Não sei por que dói pensar nisso, sendo que aquele homem é o marido da minha mãe e não significa nada para mim.
Expiro e me dirijo à cozinha. Quando estou quase chegando, vejo uma sombra na sala de jantar. Paro abruptamente, pensando em gritar e correr, mas no instante em que o vejo, o meu corpo inteiro congela.
— Temos assuntos inacabados. Diz ele, aproximando-se de mim...
— Minha... minha mãe. Gaguejo quando ele para na minha frente.
— Não se preocupe com ela, está dormindo profundamente. Diz ele, colocando o polegar no meu lábio e puxando-o para baixo. — Ela só vai acordar amanhã, então temos a noite toda para nos divertirmos, Chapeuzinho Vermelho. Ele afunda os dedos no meu cabelo e fecha o punho, apertando-o com força. — Quer que este lobo a devore? Seu olhar lascivo me e*xcita profundamente.