O sol nascia tímido, dourando o horizonte da cidade, quando Sofia abriu os olhos. O quarto estava silencioso, exceto pelo som suave da respiração de Lucas ao lado. Por um instante, ela ficou apenas observando — a maneira como o peito dele subia e descia, o rosto relaxado, a sombra de barba. Havia ternura naquela visão, uma paz que ela raramente associava a ele. Sofia se aproximou devagar, pousando um beijo leve no ombro dele. Lucas sorriu, sem abrir os olhos. — Isso é um bom jeito de acordar — murmurou, a voz rouca. Ela riu, baixinho. — Se acostuma. Não pretendo repetir todo dia. — Então vou aproveitar enquanto dura. — Ele a puxou pela cintura, encostando o rosto no pescoço dela. Sofia sorriu, sentindo o coração bater mais rápido. Era estranho — estar ali, no mesmo espaço, sem brigas,

