A claridade já entrava pelas frestas da janela quando abri os olhos. O som primeiro foi o de Caique resmungando. O choro vinha baixinho, ainda sonolento, mas já era aviso de que precisava de mim. Me levantei devagar, o corpo pesado da madrugada interrompida, e o peguei no colo. — Bom dia, meu amor... — murmurei, encostando o nariz na cabecinha quente dele. Troquei a fralda ali mesmo, sobre o pano limpo que deixava sempre preparado. O cheiro de pomada e leite se misturava ao ar da manhã. Ele se debatia, reclamando, até que terminei e coloquei ele no berço do quarto dele. Suspirei, ajeitando o cobertorzinho leve. — Agora você sossega um pouco pra mamãe fazer café, hein? — brinquei, sabendo que ele não entendia, mas mesmo assim sorrindo ao ver os olhos escuros piscando pra mim. Fui pra co

