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Laços de Obsessão

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Sinopse

Ela é a herdeira de uma das famílias mais tradicionais da cidade, com um futuro brilhante à sua frente. Ele, um homem de negócios frio, calculista e distante, aceitou o casamento arranjado por sua mãe sem sequer pensar. O casamento entre Beatriz e Eduardo não passa de uma formalidade, uma união de conveniência entre duas famílias poderosas. Ela é apenas mais uma obrigação para ele, e ele nem se dá ao trabalho de tentar ser gentil. A atração que deveria existir entre eles, por causa da convivência, nunca apareceu.

Beatriz, porém, não aceita ser tratada como uma simples esposa de fachada. Ela se vê presa em um relacionamento sem afeto, e a solidão começa a apertá-la. Cansada dessa situação, ela começa a procurar sua própria liberdade, sem esperar que Eduardo sequer perceba. Até o dia em que uma “revelação divina” muda tudo. Após uma discussão intensa, Beatriz revela sua vontade de pedir o divórcio. Mas, ao invés de aceitá-la, Eduardo reage de forma completamente inesperada: ele se torna obcecado por ela, demonstrando um lado possessivo e intenso que ela jamais imaginaria. Agora, ela se vê em um jogo de manipulação e desejo, onde cada movimento deles se torna mais perigoso e inevitável.

Ele não vai mais deixá-la ir, e a busca por controle e posse vai se transformar em um jogo mortal entre os dois.

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Capítulo 1: O Jogo Começa
Beatriz sempre soubera que seu casamento seria uma transação, uma troca entre famílias. Ela e Eduardo nunca se conheceram antes do dia do casamento. Ele era apenas uma sombra distante, uma promessa que sua mãe fizera há anos, e que ela aceitara sem questionar, por mais que o desejo por algo mais estivesse enterrado nas profundezas de seu coração. A verdade era que, desde o primeiro dia, ela soubera que estava casada com um homem que m*l sabia o nome dela, quanto mais as suas esperanças e sonhos. Para Eduardo, ela era apenas mais um contrato, mais uma peça na engrenagem de um império familiar que ele deveria cuidar. Ele não se importava com a mulher que estava ao seu lado, e isso ficou claro desde o primeiro jantar após a cerimônia. "Bom, vamos à apresentação dos resultados trimestrais, Beatriz," ele dissera, como se ela fosse apenas mais um relatório a ser discutido. O tom distante, a voz impessoal. Era como se estivessem na mesma sala, mas em mundos separados. Ela ainda se lembrava de como o choque de sua indiferença a havia deixado sem palavras. E com o tempo, a indiferença se tornara uma rotina. Não que ela fosse uma mulher sem ambição. Pelo contrário. Ela possuía sua própria vida, sua carreira como designer de interiores, e não precisava da aprovação de Eduardo ou de sua família. Mas havia algo no vazio entre eles que a incomodava profundamente. Ela queria sentir algo, fosse amor, desejo ou até mesmo raiva. Qualquer coisa que tirasse a dor do vazio. Mas nada vinha. O dia havia começado como todos os outros. O café da manhã em silêncio, o olhar apático de Eduardo enquanto ele lia os e-mails no celular, e o som do relógio que batia com uma precisão quase c***l. Beatriz não tinha expectativas. Já havia se acostumado com a solidão do casamento. Mas naquele dia, algo mudou. Ela não sabia exatamente o que a impulsionou, talvez fosse o desespero de estar presa em um casamento sem futuro, sem paixão. Talvez fosse o vazio que ela sentia em seus ossos, como se a vida estivesse passando sem que ela realmente vivesse. Mas, naquele momento, quando Eduardo levantou-se para sair para o trabalho sem sequer dirigir-lhe uma palavra, ela falou. "Eduardo," disse ela, a voz mais firme do que imaginava. Ele parou, mas não a olhou. Estava pronto para sair, como sempre. "Eu não aguento mais." Ele olhou para ela, mas sem realmente vê-la. O que ela falara não o atingira, não de forma alguma. "Não entendi," ele respondeu, com um tom impessoal, quase desinteressado. "Eu... quero pedir o divórcio," ela disse, sem hesitar. As palavras saíram com um peso inesperado, como se ela finalmente tivesse dito o que estava guardando dentro de si por tanto tempo. O silêncio que se seguiu foi denso, mas ele ainda não reagiu. Ficou em pé, com a postura rígida, sem qualquer sinal de emoção. "Por que?" Ele perguntou, ainda sem demonstrar qualquer sinal de raiva ou surpresa. Estava tão... indiferente. Ele não parecia chocado, nem revoltado. Apenas... vazio. "Você sempre soube que esse casamento não era sobre amor, Beatriz. Não estou surpreso." Ela sentiu uma pontada de dor no peito, não pela resposta dele, mas pela constatação de que ele não sentia nada. Não por ela, nem pelo casamento. Ela olhou para ele, os olhos brilhando com uma emoção que ela mesma não reconhecia. Raiva? Tristeza? Desespero? "Porque não sou mais sua obrigação, Eduardo. Eu não sou só uma peça no seu jogo de poder. E você... você não me vê. Não me vê como mulher, como pessoa. Só vê o contrato que assinou." Suas palavras saíam com uma intensidade que ela mesma não sabia que possuía. Ele a olhou por um momento, e Beatriz sentiu algo passar pelos olhos dele. Não era raiva, nem frustração. Era algo mais profundo, algo que ela não conseguia entender. Mas logo ele se virou e, em silêncio, caminhou até a porta. Antes de sair, ele disse, em um tom baixo, quase sussurrado: "Você vai se arrepender disso." Ela ficou ali, paralisada. Aquela sensação de indiferença, de ser invisível para ele, parecia ter tomado uma nova forma. Mas o que ela não sabia, o que não podia prever, era que as palavras que ele havia deixado escapar não eram simples ameaças. Elas eram um aviso. Naquela noite, a casa estava silenciosa. Beatriz estava em sua sala de estar, a luz suave de uma vela iluminando o ambiente. Ela pensava no que havia dito para Eduardo. Pensava sobre como ele, de alguma forma, a havia feito se sentir ainda mais sozinha. Ela já não sabia o que esperar de seu casamento, mas estava decidida a seguir em frente. Até que, de repente, a porta se abriu. Ela olhou rapidamente e, antes que pudesse dizer algo, Eduardo estava ali, parado na porta, com os olhos fixos nela de uma maneira que ela nunca havia visto antes. "Você não vai me deixar, Beatriz," ele disse, com uma firmeza que fez o coração dela bater mais rápido. Mas não era uma firmeza comum. Era algo mais sombrio, mais profundo. Beatriz se levantou, sem saber se queria desafiar ou fugir. "Eduardo, eu..." "Eu não estou deixando você ir," ele interrompeu, e sua voz estava mais baixa agora, mais carregada de algo que ela não conseguiu identificar. "Você não sabe o que acabou de fazer, mas vai descobrir logo." Ele deu um passo à frente, e o espaço entre eles ficou menor, mais perigoso. Beatriz sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Algo estava acontecendo, algo que ela não compreendia, mas não podia negar. "Você nunca mais será livre, Beatriz." As palavras dele penetraram nela como uma lâmina afiada, e ela teve a sensação de que, naquele momento, seu destino estava selado.

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