Saí da loja ainda com o coração batendo no ritmo de um motor desregulado. Não tinha como negar — eu estava ferrado. Giuseppe e Giuliana estavam de volta. As crianças me chamavam de “papai” como se nunca tivesse existido pausa alguma. E agora, por obra do destino (ou por uma travessura internacional), eu estava prestes a reviver o papel que quase destruiu minha sanidade. “De novo, Beto”, pensei. “De novo.” No caminho pra casa, o Djalma ainda me mandou mensagem: Djalma: Boa sorte com a famiglia. Eu: Cala a boca. Djalma: Se sobreviver, traz cannoli. Ri sozinho, meio nervoso. Mas não tinha volta. Eu sabia que precisava aparecer na mansão antes que as coisas saíssem totalmente do controle. Só que, dessa vez, eu ia preparado. No meio do trajeto, parei diante de uma loja de grife —

