MELISSA A noite termina com o ar fresco que só o outono deixa e o perfume floral de Dora impregnado nas minhas roupas. Saímos para jantar as duas, uma tentativa de clarear a cabeça depois de dias de rotina, curativos e trabalho. Dora diz que precisávamos de "uma noite de mulheres", embora eu suspeite que o verdadeiro propósito dela fosse avaliar se eu ainda conseguia manter uma conversa sem mencionar o filho dela. — Não foi tão r*uim assim. Ela diz enquanto estaciona em frente à minha casa. — Embora o garçom não soubesse o que era um vinho encorpado. Se eu pedisse um mais leve, ele me traria água benta. — Acho que ele queria te impressionar. Respondo. — Então fracassou. Os homens que querem me impressionar deveriam começar por ouvir. Sorrio. É impossível não fazê-lo. Dora tem aquele h

