Lee Hoo
Estou arrumando minha mala para a patrulha, tem mais fardas para esses dias e alguns casacos para a noite, que eu nunca uso, mas sempre levo.
- Senhor? - olho e é a Felipa - Quer que eu arrume sua mala? - me questiona.
- Não precisa, já estou fazendo isso.
- Tá certo, precisando de ajuda é só
chamar - diz e sai, ela não pediu licença pra entrar no meu quarto ou foi coisa da minha cabeça?
Termino de arrumar a mala e desço pro café e não tem ninguém.
- Cadê a Ana Flor? - pergunto a Berna.
- Ainda não desceu senhor - o que essa menina tem que dorme tanto.
Tomo meu café sozinho, já que a bela adormecida não acordou... porém eu já preciso sair, vou ter que passar na empresa antes.
Bato na porta do seu quarto e ninguém me responde, verifico se a porta está destrancada, abro lentamente e me arrependo no segundo em que abro, a cena que eu vejo é ela deitada com um mini pijama, que não cobre nada sua b***a, e falando nela, ela está virada direcionada para mim, eu tento não olhar mas é impossível.
Finjo que estou tossindo e ela se mexe na cama, vejo ela abrindo o olho, e quando me ver sua primeira reação é se cobrir.
- Que susto você me deu... o que você está fazendo aqui? - pergunta sentando na cama.
- Eu estou de saída - falo colocando as mãos no bolso.
- Que horas é essa? - pergunta procurando o celular.
- São 08:00 da manhã
- E você já vai? - sua cara de sono, seu cabelo natural bagunçado, seu pijama com a alça caída no ombro quase mostrando demais, tudo isso faz ela ficar mais atraente... ah Lee Hoo você prometeu, seu objetivo é apenas um, cumpra.
- Sim irei passar na empresa antes, então preciso ir logo para não me atrasar - ela levanta da cama e vem na minha direção.
- Tá certo, foi m*l não ter acordado pra tomar café com você, bom trabalho, e tome cuidado vai que comece uma guerra do nada no meio do mar, vai saber como é essas coisas - sinto vontade de rir, mas seguro e continuo sério, essa menina é maluca.
- É... já estou indo, não esqueça que vou está longe, mas o acordo ainda é válido, então olhe bem o que vai fazer
- Está com ciúmes capitão? - diz vindo mais perto, sorrindo, essa menina vai ser minha maldição.
- A gente tem ciúmes do que é nosso, você não é nada minha, então não tem porque eu está com ciúmes - vejo a cara de decepção dela - só estou destacando que se descumprir o acordo, tem consequências .
- Vai me bater? - dou risada sem um humor.
- Se você tivesse lido as palavrinhas pequenas do contrato você saberia.
- Eu li todo contrato - diz de forma convencida.
- Então sabe o que acontece.. por tanto cumpra, já vou indo.
- Digo o mesmo pra você capitão - diz me abraçando pelo pescoço, e tiro seu braço do meu pescoço, porém não adianta nada, ela coloca o braço me abraçando de novo e dá um beijo na minha bochecha.
- Não vai se despedir de mim?- diz falando com o rosto quase grudado no meu ... Oh senhor.
- Eu não vou morrer, não preciso me despedir
- E você veio aqui porque? - fala me olhando nos olhos, m***a Lee Hoo, m***a, não era pra ser ela, não era.
- Pra nada, já estou indo embora - tento novamente tirar o braço dela do meu pescoço mas de novo, nada adianta.
- Se despede direito - seu rosto está literalmente a sentimentos do meu, olho pra baixo e só vejo o pijama colado no seu corpo, seu olhar, seu cheiro, sua voz... minha pele começa a arrepiar com os beijos que ela dá no meu pescoço, e sinto meu m****o endurecer. Melhor coisa vai ser passar esses 15 dias longes dessa diaba.
- Já estou indo - consigo tirar ela - fica ligada no celular que vou falar com você - vejo ela rindo.
- Tá bom, boa missão lá - saio dali de perto, eu realmente preciso ficar bem distante.
O Felipe já deixa o carro pronto e vamos em direção da empresa.
- Bom dia senhor - todo dia mesma coisa, porque as pessoas tem mania de ficar dando bom dias as pessoas, do nada? você está nem aí pra como vai ser o dia dela.
Vou direto pro elevador e aberto o último andar.
Vou direto pra sala do Rodrigo, sei que ele está aqui hoje.
- Bom dia meu querido, entra assim sem
bater - diz me olhando.
- E desde quando eu preciso bater?
- Veio sozinho? achei que ia vim com sua dama, não se fala de mais nada nessa empresa.
- Esse povo não tem o que fazer não? porque trabalho tem.
- Cadê ela? vou conhecer não?
- Pra que?
- Eu quero saber quem é ué, a mulher do meu primo e eu não posso saber? - pego meu celular e mostro a foto de perfil da Ana Flor - Essa mulher aqui quis você? não, você fez contrato, eu lhe conheço, mas porque?
- Você sabe que homem solteiro no meio da máfia, fazendo parte dela ou não, não é bem visto… não que eu deva nada a eles, mas juntei a fome com a vontade de comer.
- E está comendo?
- Óbvio que não
- Ué, porque? ela não te quer - diz rindo
- Antes fosse, iria ajudar bastante
- Ela te quer e você tá negando? não é possível, vamos fazer igual a empresa, você ganha os créditos e eu trabalho, faço com o maior prazer.
- Vai se fuder - jogo meu celular que acerta na testa dele.
- Filho da p**a do c*****o - levanta e vai na direção do banheiro - c*****o achei que tinha rachado minha testa, eu estava brincando - fala com a mão na testa.
- Eu também, devolve meu celular
- Vai ter que trocar a tela, rachou
- Grande bosta - pego meu celular de volta.
- E porque você não quer ela?
- A menina é quase de menor
- Tá maluco c*****o? virou j**k p***a?
- Ela não é de menor, tem 21
- p***a 21 é de maior até nos Estados Unidos, tá procurando história … vai ficar só desfilando com a menina pra máfia ver e sem nenhum proveito? e ainda a mina te querendo? você é gay, eu sempre desconfiei.