Flor
Fomos o caminho inteiro em silêncio, ele né, a cachaça me fez ter memórias e as vezes eu ria sozinha, tentei puxar conversa mas ele não respondeu.
Sua feição está séria e parece está com raiva, agora raiva de que ? ele me escolheu pra está com ele, vai me pagar fortuna e está achando r**m eu querer ele? eu realmente não entendo a cabeça dos homens, e nem sei se quero entender.
Chegamos em casa e continua tudo em silêncio , eu tirei meu salto durante o percurso, desço e deixo meu salto lá mesmo.
O Lee Hoo entra na frente e vou logo atrás, igual uma sombra.
- Posso dormir com você hoje? - pergunto ainda lhe seguindo.
- Não - responde de forma seca e vai subindo as escadas.
Vou logo atrás, ele entra no seu quarto e eu vou pro meu... que homem chato.
Tiro minha roupa e vou direto pro banheiro, estou precisando de um banho.
...
Depois de quase 20 minutos com a cara no chuveiro, o álcool do meu corpo já saiu. Vou na minha bolsa e pego um pijama, eu preciso urgentemente arrumar todas as minhas roupas aqui, afinal vou precisar.
Visto meu pijama, penteio meu cabelo, passo meus cremes e tenho uma ideia maligna... fico dando risada sozinha com meus próprios devaneios.
Abro a porta do meu quarto e a casa esta toda escura, vou para a porta do quarto do Lee Hoo e vejo se a porta está aberta, e para a minha sorte, ela está.
Abro o mais lento possível e vejo a cena menos controladora possível, o Lee Hoo está deitado de bruço, sem camisa e vejo que tem uma tatuagem enorme em suas costas, o que parece ser um dragão, o lençol está apenas cobrindo sua cintura pra baixo, o que será que tem ali?
Me aproximo sem fazer barulho e deito do seu lado, puxo levemente a coberta e me cubro também, e ele simplesmente não se mexe, não mostra um sinal de vida, não vou acordar ele, me cubro e acabo dormindo.
(...)
Acordo com a claridade no meu rosto, e a cama está vazia.
Levanto e vou em direção a porta para poder ir pro meu quarto pra escovar os dentes, e a porta é aberta, acho que é o Lee Hoo mas me engano a Felipa entra no quarto, simplesmente entra, sem bater.
- Você entrar no quarto do seu chefe sem ao menos bater? - falo
- Não achei que tinha ninguém aqui - me olha com a cara supresa, qual é dessa menina.
- Se o Lee Hoo está lá embaixo, e eu não desci... adivinha onde eu estou?
- Volto depois, só vim pegar as roupas dele para passar - diz de forma indiferente.
- Não precisa, já estou de saída... da próxima vez bate na porta - saio do quarto dele e já entro no meu.
Escovei meu dente e troquei de roupa e fui tomar café...
O Lee Hoo está sozinho sentado na mesa, super concentrado no seu café.
- Bom dia - falo sentando na mesa, e claro ele não responde.
- Não faça mais isso - diz ainda concentrado no que está comendo .
- O que? da bom dia? - me faço de sonsa.
- Não seja estúpida, você sabe o que fez
- Você me notou lá? - falo rindo e ele rir, não achando graça nenhuma.
- Você acha que vai entrar no meu quarto, puxar minha coberta, deitar do meu lado e eu não vou perceber? - diz agora me olhando.
- É muito bonita - ele me olha sem
entender - sua tatuagem... ela é muito bonita.
- Você pode ir pra casa hoje - diz mudando de assunto.
- Porque?
- Já cumpriu os dias e vou viajar
- Viajar? Pra onde ? Eu não posso
ir? - questiono.
- Eu vou ir trabalhar - responde de forma seca.
- E você sempre viaja a "trabalho" assim? - falo analisando ele que está com uma cara de tédio.
- Não sei se você sabe, mas eu sou capitão da marinha - diz de forma irônica.
- Vai ficar quanto tempo fora?
- 15 dias
- E a empresa? Como fica ?
- Do mesmo jeito que ficou nesses
6 anos - responde direto.
- 15 dias é muito tempo pro dono ficar longe da sua empresa - falo já insinuando.
- Você quer o que? - volta a me olhar
- Deixa eu trabalhar pra você? - falo e ele rir.
- O que você vai ganhar não é o suficiente? - diz de forma irônica e ainda rindo.
- Não estou falando de dinheiro... me contrata, posso ser sua assistente pessoal - falo e ele revira os olhos - Eu vou ficar em casa esse tempo todo? Na minha casa no caso.
- Você continua fazendo sua rotina, a diferença que não vou está aqui.
- Olha a unção vindo - falo no tom de brincadeira.
- Vou deixar o cartão aí, caso precise de alguma coisa.
- Você vai ficar incomunicável? - questiono.
- Não, mas não vai ser do mesmo jeito que tivesse aqui... eu vou está no meio do mar.
- Você vai fazer o que lá? Eu nunca conheci um capitão de lugar nenhum, acho que nem sei o que um capitão da marinha faz - não menti.
- Você parece criança curiosa né, chega ser irritante... fazer patrulha - ele quer me responder, mas tem que se mostrar indiferente, eu estou aprendendo a sua senhor Lee Hoo.
- Não me disse nada com " fazer patrulha", o que é exatamente que faz lá?
- Patrulha, Fragata, ZEE, Porto aliado, Reabastecimento, Exercícios - diz sem paciência
- Espera, traduz
- Zona Econômica Exclusiva, exercícios de prontidão, reabastecimento de rotina - diz como se fosse para uma criança de 3 anos, acho que agora eu entendo - Tradução simples: vou ficar quinze dias no mar, cuidando de que ninguém faça besteira perto da costa, e depois volto.
- Mas o exercício que você fala é tipo
malhar? - dou risada e ele me olha incrédulo.
- Lógico que não né, exercícios de prontidão são ensaios de guerra, simulações de ataque, defesa, comunicação com navios aliados.
- Como você é CEO de uma empresa e capitão da marinha que faz missões? - pergunto curiosa.
- Eu não sou CEO da empresa - olho pra ele com uma grande interrogação - não oficialmente, pra marinha eu sou herdeiro e m****o do conselho.
- Que s****o - ele rir, sim ele riu do que eu falei, sem ironia, eu fiz o ogro Lee dar risada.