VOCÊ É O PROBLEMA

1096 Palavras
Ana Flor O jantar está rolando e tem muitas mulheres bonitas aqui, e algumas simpáticas, outras apenas olham com desdém. Qual é o problema desse tipo de gente? como uma pessoa que você nem conhece te incomoda tanto. - Olá - um homem que não teve ter seus 40 anos ainda se aproxima, estou em pé bebendo um drink. - Olá - falo e dou um sorriso. - Sozinha? - Nunca, estou com o Lee Hoo - digo - Uau, aquele coreano teve essa capacidade eu não acredito - Diz sorrindo. - Isso é uma ofensa ou um elogio? - Oh me perdoe se passei a impressão, é um elogio com toda certeza, olha pra você Lee Hoo - Tudo certo com a encomenda? - o Dante me questiona. - Vou embarcar essa semana, fica tranquilo - Eu sempre fico tranquilo com você, você é o melhor - Não preciso que babe meu ovo Dante, já tenho quem faça isso - odeio quem fica me bajulando, seja quem for. - Falando nisso a ela em? - diz virando em direção a Ana Flor, quando olho vejo o Talles conversando com ela, e me sobe um ódio no corpo, que não consigo explicar. - Tem o que ela? - porque essa menina sorrir tanto pras pessoas, o que eles falam de tão engraçado. - É só de uma noite ou é pra casar? - Claro que pra casar, mas por enquanto só estamos namorando - minto. - Ela parece ser uma boa menina, ela tem aquele olhar... cuida dela. - Que olhar? - Questiono. - Tá vendo aquele menina ali? - aponta para uma menina de vestido rosa. - Sim - respondo o óbvio. - Ela é noiva do meu filho, o Alexandre - e Alexandre sabe que está noivo? - elas tem o mesmo olhar, olhar de inocência, de curiosidade... sem ganância e raiva, e é raro, mantenha eles assim, cuide da sua garota - O Dante me dando conselho, realmente o mundo está acabando. - Vou fazer isso agora, licença - saio de perto dele e vou na direção da Ana Flor - Algum problema aqui? - chego colocando a mão ao redor do seu corpo, só assim pra sentir ela perto de mim. - Não, o Talles e eu estávamos conversando sobre culinária - lembro da voz do Dante falando sobre a inocência, e realmente, o que o vagabundo do Talles não quer é falar sobre culinária, e sim achar um "prato". - Talles quer falar de comida é melhor falar com um chefe - falo encarando ele. -Calma Lee Hoo, a garota é toda sua - diz sínico. -Eu nunca duvidei disso - falo sorrindo pra ele, que se retira. Ana Flor - Para de ficar sorrindo pros outros - ele diz segurando meu braço, de forma "discreta". - Eu não sou você, sou simpática, agora me larga que tenho um champanhe para tomar - tiro à mão dele do meu braço, que não adianta muito, porque ele pega de novo . - Você está ouvindo né? quero ver você de dente aberto pra macho de novo - diz quase no meu ouvido. - Ou você vai fazer o que? - Susurro de volta - Vai me bater? Vai que eu goste capitão - ele solta meu braço e sai de perto de mim. Dou risada, eu não de dar em cima de homem nenhum, a minha vida inteira sempre fui a simpática, mas na hora de flertar eu era super tímida. Mas o jeito ogro do Lee Hoo me provoca esse lado, ver como ele desmorona toda essa marra dele quando falo essas coisas absurdas é muito engraçado. (...) Já bebi, umas 5 taças de champanhe e 2 drinks, já estou mais animada que o normal. Estamos todos sentados em uma mesa enorme e o jantar está sendo servido, tem no mínimo umas 20 pessoas aqui. O Lee Hoo está sentado do meu lado e o perfume dele está exalando no meu nariz, e com o álcool no meu corpo isso está mexendo com a minha cabeça. ( ...) Jantamos e agora o pessoal está conversando na mesa, e pra melhor minha situação, a bebida do jantar foi vinho branco. Olho pro Lee Hoo e sinto a temperatura do meu corpo subir, ele totalmente sério conversando, sem pensar muito pego minha mão e coloco em sua coxa, ele continuar conversando e só desce o olhar pra onde está minha mão, e com sua mão ele tira. Respiro fundo e cruzo minhas pernas, ou tento, isso é um bom truque de controle, eu acho. O Lee percebe o movimento e desce o olho pra minhas pernas, me olha de lado e volta a conversar, dou uma risada interna... pego minha mão novamente e arrasto até sua coxa novamente e dessa vez aperto, vejo o Lee Hoo respirar fundo. - E você Ana Flor, trabalha com que ? - o Dante me distrai - Eu trabalhava em um restaurante - não menti né. - Você é bem nova né? - questiona, enquanto presto atenção nele continuo passando a mão nas pernas do Lee Hoo, ele coloca a mão em cima da minha e tenta tirar, mas eu não deixo e encravo a unha em sua coxa, vejo ele incomodado, a ponto de explodir e eu contenho minha risada. - Sim, tenho apenas 21 anos - respondo sorrindo - Que sorte em Lee Hoo - ele fala. - Não é? - falo sinica - que sorte em - falo subindo um pouco a mão, o ogro passa a mão no rosto e respira fundo. - O jantar estava ótimo, mas precisamos ir agora - o Lee Hoo fala levantando - Dante, depois nos falamos, boa noite pra vocês - fala com o pessoal da mesa. - Boa noite, obrigada pelo jantar - cumprido eles e o Lee pega na minha cintura e me guia até a saída, ele dispensa o manobrista e vamos na direção do estacionamento. - Qual seu problema p***a? - fala assim que chegamos no carro dele, - Meu? nenhum - falo me encostando no carro, ele coloca a mão na cintura e me encara de cima a baixo, fica alguns segundos me encarando, até que ele respira fundo e passa a mão no rosto e no cabelo - agora eu que te pergunto, qual o seu problema? - questiono ele. - Meu problema é você - fala vindo com tudo pra cima de mim - meu único problema é você - diz logo se afastando, da volta e entra no carro.
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