Ana Flor
O jantar está rolando e tem muitas mulheres bonitas aqui, e algumas simpáticas, outras apenas olham com desdém. Qual é o problema desse tipo de gente? como uma pessoa que você nem conhece te incomoda tanto.
- Olá - um homem que não teve ter seus 40 anos ainda se aproxima, estou em pé bebendo um drink.
- Olá - falo e dou um sorriso.
- Sozinha?
- Nunca, estou com o Lee Hoo - digo
- Uau, aquele coreano teve essa capacidade eu não acredito - Diz sorrindo.
- Isso é uma ofensa ou um elogio?
- Oh me perdoe se passei a impressão, é um elogio com toda certeza, olha pra você
Lee Hoo
- Tudo certo com a encomenda? - o Dante me questiona.
- Vou embarcar essa semana, fica tranquilo
- Eu sempre fico tranquilo com você, você é o melhor
- Não preciso que babe meu ovo Dante, já tenho quem faça isso - odeio quem fica me bajulando, seja quem for.
- Falando nisso a ela em? - diz virando em direção a Ana Flor, quando olho vejo o Talles conversando com ela, e me sobe um ódio no corpo, que não consigo explicar.
- Tem o que ela? - porque essa menina sorrir tanto
pras pessoas, o que eles falam de tão engraçado.
- É só de uma noite ou é pra casar?
- Claro que pra casar, mas por enquanto só estamos namorando - minto.
- Ela parece ser uma boa menina, ela tem aquele olhar... cuida dela.
- Que olhar? - Questiono.
- Tá vendo aquele menina ali? - aponta para uma menina de vestido rosa.
- Sim - respondo o óbvio.
- Ela é noiva do meu filho, o Alexandre - e Alexandre sabe que está noivo? - elas tem o mesmo olhar, olhar de inocência, de curiosidade... sem ganância e raiva, e é raro, mantenha eles assim, cuide da sua
garota - O Dante me dando conselho, realmente o mundo está acabando.
- Vou fazer isso agora, licença - saio de perto dele e vou na direção da Ana Flor - Algum problema
aqui? - chego colocando a mão ao redor do seu corpo, só assim pra sentir ela perto de mim.
- Não, o Talles e eu estávamos conversando sobre culinária - lembro da voz do Dante falando sobre a inocência, e realmente, o que o vagabundo do Talles não quer é falar sobre culinária, e sim achar um "prato".
- Talles quer falar de comida é melhor falar com um chefe - falo encarando ele.
-Calma Lee Hoo, a garota é toda sua - diz sínico.
-Eu nunca duvidei disso - falo sorrindo pra ele, que se retira.
Ana Flor
- Para de ficar sorrindo pros outros - ele diz segurando meu braço, de forma "discreta".
- Eu não sou você, sou simpática, agora me larga que tenho um champanhe para tomar - tiro à mão dele do meu braço, que não adianta muito, porque ele pega de novo .
- Você está ouvindo né? quero ver você de dente aberto pra macho de novo - diz quase no meu ouvido.
- Ou você vai fazer o que? - Susurro de volta - Vai me bater? Vai que eu goste capitão - ele solta meu braço e sai de perto de mim.
Dou risada, eu não de dar em cima de homem nenhum, a minha vida inteira sempre fui a simpática, mas na hora de flertar eu era super tímida. Mas o jeito ogro do Lee Hoo me provoca esse lado, ver como ele desmorona toda essa marra dele quando falo essas coisas absurdas é muito engraçado.
(...)
Já bebi, umas 5 taças de champanhe e 2 drinks, já estou mais animada que o normal. Estamos todos sentados em uma mesa enorme e o jantar está sendo servido, tem no mínimo umas 20 pessoas aqui.
O Lee Hoo está sentado do meu lado e o perfume dele está exalando no meu nariz, e com o álcool no meu corpo isso está mexendo com a minha cabeça.
( ...)
Jantamos e agora o pessoal está conversando na mesa, e pra melhor minha situação, a bebida do jantar foi vinho branco.
Olho pro Lee Hoo e sinto a temperatura do meu corpo subir, ele totalmente sério conversando, sem pensar muito pego minha mão e coloco em sua coxa, ele continuar conversando e só desce o olhar pra onde está minha mão, e com sua mão ele tira.
Respiro fundo e cruzo minhas pernas, ou tento, isso é um bom truque de controle, eu acho.
O Lee percebe o movimento e desce o olho pra minhas pernas, me olha de lado e volta a conversar, dou uma risada interna... pego minha mão novamente e arrasto até sua coxa novamente e dessa vez aperto, vejo o Lee Hoo respirar fundo.
- E você Ana Flor, trabalha com que ? - o Dante me distrai
- Eu trabalhava em um restaurante - não menti né.
- Você é bem nova né? - questiona, enquanto presto atenção nele continuo passando a mão nas pernas do Lee Hoo, ele coloca a mão em cima da minha e tenta tirar, mas eu não deixo e encravo a unha em sua coxa, vejo ele incomodado, a ponto de explodir e eu contenho minha risada.
- Sim, tenho apenas 21 anos - respondo sorrindo
- Que sorte em Lee Hoo - ele fala.
- Não é? - falo sinica - que sorte em - falo subindo um pouco a mão, o ogro passa a mão no rosto e respira fundo.
- O jantar estava ótimo, mas precisamos ir agora - o Lee Hoo fala levantando - Dante, depois nos falamos, boa noite pra vocês - fala com o pessoal da mesa.
- Boa noite, obrigada pelo jantar - cumprido eles e o Lee pega na minha cintura e me guia até a saída, ele dispensa o manobrista e vamos na direção do estacionamento.
- Qual seu problema p***a? - fala assim que chegamos no carro dele,
- Meu? nenhum - falo me encostando no carro, ele coloca a mão na cintura e me encara de cima a baixo, fica alguns segundos me encarando, até que ele respira fundo e passa a mão no rosto e no
cabelo - agora eu que te pergunto, qual o seu problema? - questiono ele.
- Meu problema é você - fala vindo com tudo pra cima de mim - meu único problema é você - diz logo se afastando, da volta e entra no carro.