O JANTAR

1149 Palavras
Flor Comprei algumas coisas, como acessórios para poder usar hoje. Eu não ia pegar mais nada, porque já gastei 5.000 mil só em um vestido, mas a Carol disse que tinha que comprar, então fui e comprei. Chego na casa do Lee Hoo e está em um total silêncio. - Vou colocar suas coisas no quarto - a Carol diz subindo as escadas. - Cheguei - Apareço na cozinha e falo com as meninas que estão lá. - Como foi as compras? - Berna pergunta. - Foi boa, não comprei muitas coisas... mas o que eu comprei já foi o suficiente, a Carol me ajudou muito - A Felipa está fazendo bolo, e está com a mesma cara de nojo de sempre. - Comprou o vestido bem bonito pra tombar com todo mundo hoje? - a Leila diz e dou risada. - Comprei um babado pra hoje, vou descansar um pouco que nestante vou começar me arrumar. - Não está com fome não? - a Leila questiona. - Não, eu a Carol comemos no shopping. - Virou amiguinha - ouço a Felipa resmungando, e nem dou atenção e vou para o meu quarto. Subo e a Carol está ajeitando os acessórios na parte do meu closet, que não tem nada ainda, vejo que o vestido já está pendurado no cabide. - Nem precisa Carol - falo me aproximando. - Tem que organizar, a senhora sabe se maquiar? - Vocês insistem em me chamar de senhora né, acho que nunca ouvir tanto “senhora” hoje, me chama de Ana, temos quase a mesma idade. E respondendo a sua pergunta, o que eu sei é isso aqui - aponto pro meu rosto. - Eu posso lhe arrumar hoje? - Claro, se não for lhe atrapalhar - Não, não vai - diz sorrindo. - Então umas 18:30 você vem pra cá - Tá bom, agora vou deixar a senho… - olho pra cara dela - Você descansar - fala e sai do quarto. (…) Falo com minha vó no telefone e depois durmo um pouco. E acordo com alguém batendo na porta e grito para entrar. - Ana? - olho e é a Carol - Já são 18:40 - Misericórdia - levanto - eu paguei real - Eu esperei 10 minutos do horário combinado, você não me chamou aí eu vim. - Vou tomar banho rapidinho - falo correndo pro banheiro. Já tomei banho e estou sentada com a Carol me maquiando. Ela não exagera na maquiagem, mas faz uma pele com caprichada, e contorna meus olhos, e na boca um gloss. Ela deixa meu cabelo solto, mas coloca um laquê na parte da frente deixando ele fora do rosto, e jogado nas costas, para deixar o b***o a mostra. Ela me ajuda a vestir meu vestido e calçar meus saltos. - Você tem muito talento com isso - falo me olhando no espelho. - Eu trabalhava com isso antes, só que eu acabei sendo demitida, porque o salão onde trabalhava fechou, aí eu fiquei sem fazer nada e vim parar aqui. - Quando eu precisar sair pra eventos assim, você vai me arrumar tá bom? - Sério? - ela diz sorrindo - Você gostaria? - Sim, com certeza - Aí combinamos um valor para cada arrumação. - Eu faço até de graça - diz sorrindo. - De graça não, a gente combina um valor e eu pago você por fora do que você já recebe - eu vou receber um bom dinheiro do Lee Hoo, eu vou conseguir pagar. - Tá certo então, eu trouxe uma coisa - trás uma sacola. - O que tem aí? - É um perfume da empresa do senhor Lee Hoo, ele sempre dar perfume, cremes… coisas da sua marca, esse aqui eu nunca usei não, e acho que combina bastante com a vibe que a senhora está hoje - eu dou risada, porque mesmo eu falando, acho que eles nunca vão parar de me chamar de senhora - Se você tiver aqueles chiques importados, tudo bem. - Se é do Lee Hoo é chique - ela sorrir - Realmente, esses perfumes são caros. - Acho que ele vai gostar de sentir, pode passar Ela passa o perfume em mim e vemos que já é 20:00 da noite, ou seja atrasados. Desço as escadas com uma certa pressa, e o Lee Hoo está sentado, devidamente arrumado, com um terno preto, com a blusa por dentro preta, o cabelo no lugar e o seu perfume forte exalando na sala. Ele quando me ver, me mede de cima a baixo lentamente, e respira fundo. Ele odiou será? sua cara é sempre essa, nunca se sabe se tá bom ou r**m. - Já estou pronta - falo ficando perto dele, que não me responde, só vai em direção ao carro e vou atrás. O Felipe não vai levar a gente, ele mesmo pega o carro para digerir, eu entro no banco da frente e ele continua em silêncio. Ele dá partida no carro, e não passa 4 minutos ele abre os vidros, sendo que o ar estava ligado, mas ele abre todos os vidros do carro. Será que passei muito perfume? E está sufocante desse jeito. Se passaram 15 minutos e ele ainda não me dirigiu a palavra. - Você vai me ignorar mesmo é? - falo o encarando e ele continua concentrado na estrada - Sério isso? - ele segue pleno como se eu não estivesse ali - pra um velho você está sendo bem infantil. Seguimos em silêncio até chegar no lugar, e que lugar, parece um castelo, algumas luzes brilham na frente, e muitos carros chique estacionando. O Lee Hoo desce, abre a porta pra mim e entrega a chave ao manobrista. Chegando na entrada do evento, a moça que está na frente confere o nome dele e entramos. - Olha se não é o grande Lee Hoo - o homem que deve ter quase seus 60 anos se aproxima da gente, e automaticamente o Lee Hoo coloca a mão minha cintura. - Iai Dante - ele diz sério e eles trocam um cumprimento de mão. - E quem é essa? - me olha de cima abaixo - tirando minha futura nora, essa é a mulher mais linda que já vi na minha vida, e olha que eu estou quase indo de arrasta viu - diz e rir. - Ana Flor - me apresento sorrindo e ele pega minha mão e dá um beijo, sinto o Lee respirar fundo. - O nome combina completamente com a dona, fique a vontade tá bom Ana Flor?! aqui somos todos uma grande família. - Obrigada - falo ainda sorrindo. - Depois preciso falar com você - diz dando um tapinha no ombro do Lee Hoo - Até mais - diz se retirando, e nesse momento o ogro tira a mão da minha cintura e se afasta de mim.
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