Flor
Comprei algumas coisas, como acessórios para poder usar hoje. Eu não ia pegar mais nada, porque já gastei 5.000 mil só em um vestido, mas a Carol disse que tinha que comprar, então fui e comprei.
Chego na casa do Lee Hoo e está em um total silêncio.
- Vou colocar suas coisas no quarto - a Carol diz subindo as escadas.
- Cheguei - Apareço na cozinha e falo com as meninas que estão lá.
- Como foi as compras? - Berna pergunta.
- Foi boa, não comprei muitas coisas... mas o que eu comprei já foi o suficiente, a Carol me ajudou muito - A Felipa está fazendo bolo, e está com a mesma cara de nojo de sempre.
- Comprou o vestido bem bonito pra tombar com todo mundo hoje? - a Leila diz e dou risada.
- Comprei um babado pra hoje, vou descansar um pouco que nestante vou começar me arrumar.
- Não está com fome não? - a Leila questiona.
- Não, eu a Carol comemos no shopping.
- Virou amiguinha - ouço a Felipa resmungando, e nem dou atenção e vou para o meu quarto.
Subo e a Carol está ajeitando os acessórios na parte do meu closet, que não tem nada ainda, vejo que o vestido já está pendurado no cabide.
- Nem precisa Carol - falo me aproximando.
- Tem que organizar, a senhora sabe se maquiar?
- Vocês insistem em me chamar de senhora né, acho que nunca ouvir tanto “senhora” hoje, me chama de Ana, temos quase a mesma idade. E respondendo a sua pergunta, o que eu sei é isso aqui - aponto pro meu rosto.
- Eu posso lhe arrumar hoje?
- Claro, se não for lhe atrapalhar
- Não, não vai - diz sorrindo.
- Então umas 18:30 você vem pra cá
- Tá bom, agora vou deixar a senho… - olho pra cara dela - Você descansar - fala e sai do quarto.
(…)
Falo com minha vó no telefone e depois durmo um pouco.
E acordo com alguém batendo na porta e grito para entrar.
- Ana? - olho e é a Carol - Já são 18:40
- Misericórdia - levanto - eu paguei real
- Eu esperei 10 minutos do horário combinado, você não me chamou aí eu vim.
- Vou tomar banho rapidinho - falo correndo pro banheiro.
Já tomei banho e estou sentada com a Carol me maquiando.
Ela não exagera na maquiagem, mas faz uma pele com caprichada, e contorna meus olhos, e na boca um gloss.
Ela deixa meu cabelo solto, mas coloca um laquê na parte da frente deixando ele fora do rosto, e jogado nas costas, para deixar o b***o a mostra.
Ela me ajuda a vestir meu vestido e calçar meus saltos.
- Você tem muito talento com isso - falo me olhando no espelho.
- Eu trabalhava com isso antes, só que eu acabei sendo demitida, porque o salão onde trabalhava fechou, aí eu fiquei sem fazer nada e vim parar aqui.
- Quando eu precisar sair pra eventos assim, você vai me arrumar tá bom?
- Sério? - ela diz sorrindo
- Você gostaria?
- Sim, com certeza
- Aí combinamos um valor para cada arrumação.
- Eu faço até de graça - diz sorrindo.
- De graça não, a gente combina um valor e eu pago você por fora do que você já recebe - eu vou receber um bom dinheiro do Lee Hoo, eu vou conseguir pagar.
- Tá certo então, eu trouxe uma coisa - trás uma sacola.
- O que tem aí?
- É um perfume da empresa do senhor Lee Hoo, ele sempre dar perfume, cremes… coisas da sua marca, esse aqui eu nunca usei não, e acho que combina bastante com a vibe que a senhora está hoje - eu dou risada, porque mesmo eu falando, acho que eles nunca vão parar de me chamar de senhora - Se você tiver aqueles chiques importados, tudo bem.
- Se é do Lee Hoo é chique - ela sorrir
- Realmente, esses perfumes são caros.
- Acho que ele vai gostar de sentir, pode passar
Ela passa o perfume em mim e vemos que já é 20:00 da noite, ou seja atrasados.
Desço as escadas com uma certa pressa, e o Lee Hoo está sentado, devidamente arrumado, com um terno preto, com a blusa por dentro preta, o cabelo no lugar e o seu perfume forte exalando na sala.
Ele quando me ver, me mede de cima a baixo lentamente, e respira fundo.
Ele odiou será? sua cara é sempre essa, nunca se sabe se tá bom ou r**m.
- Já estou pronta - falo ficando perto dele, que não me responde, só vai em direção ao carro e vou atrás.
O Felipe não vai levar a gente, ele mesmo pega o carro para digerir, eu entro no banco da frente e ele continua em silêncio.
Ele dá partida no carro, e não passa 4 minutos ele abre os vidros, sendo que o ar estava ligado, mas ele abre todos os vidros do carro. Será que passei muito perfume? E está sufocante desse jeito.
Se passaram 15 minutos e ele ainda não me dirigiu a palavra.
- Você vai me ignorar mesmo é? - falo o encarando e ele continua concentrado na estrada - Sério isso? - ele segue pleno como se eu não estivesse ali - pra um velho você está sendo bem infantil.
Seguimos em silêncio até chegar no lugar, e que lugar, parece um castelo, algumas luzes brilham na frente, e muitos carros chique estacionando. O Lee Hoo desce, abre a porta pra mim e entrega a chave ao manobrista.
Chegando na entrada do evento, a moça que está na frente confere o nome dele e entramos.
- Olha se não é o grande Lee Hoo - o homem que deve ter quase seus 60 anos se aproxima da gente, e automaticamente o Lee Hoo coloca a mão minha cintura.
- Iai Dante - ele diz sério e eles trocam um cumprimento de mão.
- E quem é essa? - me olha de cima
abaixo - tirando minha futura nora, essa é a mulher mais linda que já vi na minha vida, e olha que eu estou quase indo de arrasta viu - diz e rir.
- Ana Flor - me apresento sorrindo e ele pega minha mão e dá um beijo, sinto o Lee respirar fundo.
- O nome combina completamente com a dona, fique a vontade tá bom Ana Flor?! aqui somos todos uma grande família.
- Obrigada - falo ainda sorrindo.
- Depois preciso falar com você - diz dando um tapinha no ombro do Lee Hoo - Até mais - diz se retirando, e nesse momento o ogro tira a mão da minha cintura e se afasta de mim.