CARTÃO BLACK

1116 Palavras
Flor - E ja essa aqui é meio que um andar Fantasma, porque não vem muita gente pra cá, essas salas aqui é dos acionistas, e tem uma sala de reunião que quase nunca é usada, geralmente usam a do ultimo andar - estou adorando como ela está super empolgada me mostrando e explicando cada coisa, e eu como uma criança só concordando com a cabeça - só não é tão fantasma, porque tem alguns estúdios nessas salas e as vezes algumas foto de campanha são tiradas aí. - Você realmente conhece tudo né? - falo rindo - Sai muito anos aqui senhora - diz sorrindo - é o ultimo andar é o do seu Lee Hoo, lá tem a sala dele e uma mini copa e uma sala de reuniões. - Não vamos subir? - pergunto já que ela parou aqui. - Eu não aconselho muito e senhor Lee Hoo odeia que invadam seu espaço. - Aquele espaço é enorme, ele não vai nem notar nossa presença - falo -Senhora isso não é uma boa ideia - diz apreensiva. - Você não confia em mim? Vamos Subimos pro último andar, e está tudo em silêncio... - Onde é a sala de reunião? - questiono. - É aqui... ela fica um pouco afastada pra não ficar grudada na sala do senhor Lee Hoo - ela me mostra um sala inteira de vidro, muito bonita. - Ele não tem secretária? - vejo que tem um espaço no hool do andar. - Não mais, os compromissos e coisas do senhor Lee Hoo estamos resolvendo lá na recepção. - Deve ser uma loucura - falo - E é - diz rindo - Ana Flor - ouço a voz grave dele me chamando, e olho pra trás, vejo a Beatriz mudando completamente a postura - Beatriz pode descer - Sim senhor, até mais senhora - diz indo na direção do elevador de serviço. - Obrigada pela tour - falo antes do elevador fechar e vi ela sorrindo. - Qual seu problema? - ele me questiona. - Não entendi, estava conhecendo a empresa, não estava lhe incomodando. - A partir do momento que você está no meu andar de trabalho e eu estou lá dentro ouvindo sua voz, você está me incomodando. - Você está mentindo, eu falei - Mas o que falou me incomodou - dou risada. - Você não tem o que procurar né, que cara chato - Onde você está indo? - me pergunta enquanto vou na direção do elevador. - Você mandou eu ir no shopping chefinho esqueceu? estou só cumprindo suas ordens meu senhor - em questão de segundos sinto a mão dele no meu braço e me arrastando até sua sala e fecha porta e me prende atrás dela. - Você para de me desafiar você está ouvindo? - diz com o rosto quase colado ao meu e o dedo no meu rosto, literalmente na minha boca, abro a boca e passo a língua no seu dedo, e toda a postura corporal dele muda, ele tira a mão da minha boca e vai pro meu pescoço - Que vontade de o enforcar você - diz apertando meu pescoço. - Enforca, eu gosto - falo com o fio de voz que me resta. - Sai daqui - diz me soltando - sai da minha frente - dou risada e saio da sala e ele ficou lá passando a mão no cabelo. QUE p***a FOI QUE EU FIZ?! Aonde eu me meti, se ele me batesse? eu nem sei porque eu fiz aquilo, talvez seja instinto de sobrevivência, seila eu já vivo nessa instinto faz tempo. Desço no elevador e vou para a recepção, ligo pra casa do Lee Hoo e aviso para passarem aqui para me levar ao shopping. - Já está indo senhora? - a outra menina da recepção questiona quando me ver. - Já sim, vou precisar sair... só estou esperando o carro vim me buscar, mas da próxima vez venho com mais calma. - Tá certo, senhora será sempre bem vinda - ela fala depois rir - como se a empresa não fosse sua também - diz pra ela mesmo, mas ainda sim consigo ouvir. - Não é bem minha né, mas obrigado pelas boas vindas. - Desculpa por isso senhora - Nada... - Olho o nome dela no crachá - Viviane, realmente não é minha - falo rindo e ela sorrir sem jeito. - Precisa de algo senhora? - a Beatriz aparece. - Não, só aguardando minha carona chegar, obrigada pelo tour de hoje. - Por nada, fiz apenas meu trabalho. Não demorou muito e o Felipe chegou na porta da empresa, me despeço das meninas e saio. Entro no carro e a Carol já está no carro. - Oi - falo entrando. - O senhor Lee Hoo me pediu para lhe acompanhar. - Sim, eu que pedi - ela sorrir, ele queria aquela menina estranha, ela tem alguma coisa e eu vou descobrir - Pode ir Felipe. Chegamos no shopping e está quase vazio, mas também né a hora, isso é coisa de rico mesmo né, vim esse horário comprar roupa. (...) Já rodamos por algumas lojas e nada achar um vestido bonito, nem eu estava gostando de nada e nem a Carol, já que estou pedindo a opinião dela. - Olha senhora, esse - diz apontando para a vitrine - vai ficar perfeito - Vamos entrar para ver - O vestido é longo e elegante, ele é justo e tem um leve brilho acetinado, ele é vinho escuro, tem alças finas e um decote profundo, valoriza o colo. E região da cintura, tem uma faixa ou recorte levemente mais opaco, que realça as curvas e cria uma silhueta bem definida. O vestido desce ajustado até o quadril e segue reto até os pés. Eu vou para o provador e assim que eu visto, é ele… não tem como ser outro, saio para Carol ver. - Uau, esse realmente foi feito para a senhora, está perfeito. - É esse né? - questiono ainda me olhando no espelho. - Com toda certeza. - Eu vou levar - falo para a vendedora. - R$ 5.000 mil senhora - diz, gente um vestido? que tecido é esse que vale todo esse valor? - Qual vai ser a forma de pagamento? - um rim, será que o Lee Hoo vai se importar? Vejo a Carol me encarando esperando minha resposta. - Cartão de débito por favor - falo, espero que o Lee Hoo não me mate, e que esse cartão passe, se não a vergonha vai ser bem maior. - Pronto, obrigada pela compra e volte sempre - gente não é que passou mesmo?
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