Flor
Lee Hoo volta ofegante e batendo a porta.
- O que houve? - questiono.
- Nada Ana Flor, nada - fala impaciente passando a mão no cabelo.
- Viu, vou na sala do Rodrigo - falo passando por ele, que segura meu braço, não deixando eu passar.
- Você não vai lá, vai fazer o que lá?
- Ué, ele precisa assinar isso aqui, ele é oficialmente o CEO dessa empresa né - falo e ele solta meu braço.
Saio como um um raio, e vou para sala do Rodrigo... bato na porta e ele manda entrar.
- Trouxe alguns documentos pra você assin... o que foi isso no seu olho? - tive que interromper minha fala, porque o Rodrigo está com um roxo no olho.
- Seu marido - diz pegando os documentos na minha mão - são todos esses?
- O Lee Hoo bateu em você? - pergunto chocada
- Meu olho já diz tudo, é pra assinar
todos? - questiona novamente
- Sim, todos esses, vocês discutiram ou ele só te bateu?
- Ele está louco de ciúmes de você Ana, esse homem tá cego por você - diz encarando o papel,
- Sério? - pergunto convencida e ele rir
- Esse é o momento de você ter o que quiser, ele está de quatro por você, e sendo bem sincero com você, eu nunca vi o Lee Hoo assim nessa obsessão toda.
- Gostei - falo sorrindo e ele rir.
- Agora cuidado viu, o Lee Hoo é imprevisível
- Eu sei ligar com pessoas imprevisível, terminou aí?- ele confirma com a cabeça.
- Toma - me entrega os documentos - mas te ligo pra irritar mais um pouquinho o Lee Hoo.
- Você gosta né - falo rindo.
- A vida dele tá muito calma, tá precisando de uma emoção.
- Concordo.
Volto pra sala do Lee Hoo e ele está concentrado no computador.
Guardo os documentos assinados mo envelope, e vou me retirando da sala.
- Vai pra onde? - ele pergunta.
- No financeiro - respondo - onde eu for você vai ficar perguntando é?
- Sim, vai pro financeiro porque se tem o numero e o e-mail de lá?
- Me erra Lee Hoo - saio da sala sem ouvir o que ele falou.
Vou pro elevador ir pro andar do financeiro.
- Bom dia - falo entrando no sala.
- Bom dia primeira dama - todo mundo que trabalha nessa empresa é gente boa, a energia do pessoal é boa, como eles são assim com o Lee Hoo sendo o chefe eu não sei. Mas acho que isso aqui tem grande influência do Rodrigo.
- No que podemos ajudar hoje? - o Estavam me diz, ele é o líder desse setor.
- Tem duas contas pendentes do mês passado, eu mandei pra vocês no e-mail, mas ninguém respondeu, aí eu vim aqui - ele olha pra equipe com a cara de “vou pegar vocês depois”.
- Mês passado eu tava de ferias, né possível que deixaram passar duas contas - falo trocando de computador - p***a o juros que entrou - diz conferindo a conta -o Lee Hoo viu isso?
- Não, eu que verifiquei seu e-mail, encaminharam o e-mail da cobrança pra vocês e pra ele, e acho que pro Rodrigo também.
- Oh inferno pra ter cão viu, pode deixar que vamos resolver.
- Vim falar pra não acumular ainda mais
- Que nada, você veio ver a gente - o Erick diz todo convencido.
- Sai pra lá rapaz, eu nem gosto de
vocês - falo brincando.
Depois de conversar um pouco com o pessoal do financeiro, voltei pra sala do chefe.
- Pega suas coisas que a gente vai almoçar - o Lee Hoo diz friamente, catando suas coisas e saindo na frente.
Pois pra pirraçar eu fiz tudo bem devagar, depois desço pra recepção e ele está lá em pé me esperando, bom assim. Reclama, mas faz.
Chegamos no restaurante que ele escolheu, ele escolheu minha comida também, eu não me importei, porque eu não saberia escolher, nem o nome que eles falaram eu entendi, rico inventa nomes para comidas que já tem nome, nunca vi.
( …)
Já são 21:30 da noite, a tarde depois do almoço foi bem agitada, terminamos de jantar… o Lee Hoo subiu, e eu estou fazendo brigadeiro sozinha.
- Você vai comer doce uma hora dessa Ana
Flor? - retira a parte do sozinha.
- Ué, tem o que? Ainda esta cedo - levanto o olhar e vejo ele de cabelo molhado, sem camisa e de calça moletom cinza, oh senhor… porque não ajuda tua filha, que homem gostoso.
- E perdeu o que aqui? - que inferno, ele percebeu.
- Ué, tava olhando pro chão - faço a sonsa e ele rir.
- Ah viu, o chão fica na minha calça
-Pra sua informação, nem foi pra isso que eu olhei
- E foi pra onde? - diz se aproximando, Oh senhor
- Pra lugar nenhum Lee Hoo, e eu nem reparo em você - ouço sua risada.
- Você acha que eu não reparo seu olhar de onça me olhando não né? - diz no meu cangote, senhor do céu.
- Pra que eu vou olhar pra você? - falo ainda focada no meu brigadeiro.
- Me diz você - sinto sua respiração na minha
nuca, ele pega na minha cintura por
trás - c*****o você estava só de calcinha esse tempo todo? - estou com uma blusa 4 vezes maior do que eu e de calcinha de menina s****a.
- Achei que você não ia reparar - coloco fogo
- Você vestiu para eu reparar? - seu corpo se encosta por inteiro em mim.
- Foi pra você sentir, você já sentiu agora pode sair
- Desliga esse fogo aí - diz da panela.
- O brigadeiro ainda não está no
ponto - respondo.
- f**a se o ponto
- f**a se nada, tem que está, se não fica
ru… - nem deu tempo de terminar a frase, ele me puxa e me coloca de frente pra ele.
- Você ta me deixando maluco - diz segurando meu rosto - f**a se o que eu mesmo criei - diz beijando meu pescoço, quando ele sobe pra beijar minha boca, eu viro o rosto.
- Você só encosta na minha boca, quando você implorar por ela - falo no tom baixo.
- Faz isso comigo não - diz sussurrando, tenta beijar minha boca novamente e viro.
- O nosso combinado não era, que… o que acontecesse fosse com consentimento? - falo com o rosto quase grudado nele.
- Deixa eu te beijar por favor, olha como eu
estou - fala quase me implorando com o olhar.
- Você pedindo ass… - ele não deixe nem eu terminar e já ataca minha boca.