A compaixão fingida.

1182 Palavras

Pessoas em cadeiras de rodas rindo. Crianças com próteses coloridas brincando. Homens e mulheres sendo treinados por fisioterapeutas, por robôs, por paciência. Um jovem passa ao nosso lado com uma prótese de braço que parece saída de um filme de ficção científica. Ele me dá um sorriso. Eu retribuo, sem saber como. Porque aqui... tudo me desmonta. — Por que nunca falou disso antes? — pergunto, quase num sussurro. — Porque não faço por marketing — ele responde. — Faço porque sei como é perder. E porque ninguém deveria ser definido pela ausência de uma parte. Eu olho para ele. E por um instante, Khaled não é mais o homem do palácio. É o homem do campo de batalha. Do silêncio. Da dor. Do depois. É bonito. Mas não é só bonito. É fundo. É torto de um jeito que faz sentido para minha própri

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