Layla Fim de tarde – O quarto Deito-me na cama sem vontade. Olho para o teto como se ele fosse responder alguma coisa. O vestido ainda está no corpo, mas já não me veste. Sinto a pele quente. O coração irregular. As mãos inquietas. Ando pelo quarto. Abro a janela. Fecho. Sento-me. Levanto-me. Penso em tudo e em nada. Suspiro alto. Angustiada. O toque da mão dele ainda está grudado na minha. As palavras ainda ecoam no meu peito. "Desde o acidente, ninguém me tocou." "Você me faz querer tudo isso de novo." "Não quero mais me esconder." Droga! Como é que alguém fala esse tipo de coisa… e depois te deixa na porta do quarto como se nada tivesse acontecido? E se ele estiver jogando comigo? E se tudo não passa de um jogo? Reviro os olhos. Mas não engano ninguém. A verdade é que

