Leandro pouco pode visitar Teresa o trabalho o impedia de ver com frequência a sua amada.
Sempre que podia ele passava para dar um oi a Teresa acariciar seus cabelos e ficar uma hora admirando ela dormir. Dona Marta permanecia muito m*l desde o acidente, ficava dia e noite velando o sono da sua filha com uma face abatida e triste notava que ela estava entrando em depressão.
Os amigos de Leandro também visitavam Teresa e desejavam melhoras. Sempre que podiam também faziam companhia para dona Marta e tentavam alegrar ela. Fosse com mensagens de melhoras ou poucas palavras trocadas entre eles.
Naquele dia Leandro acordou com o celular despertando às seis da manhã. Ele seguiu para o banheiro e tomou um banho relaxante escovando os dentes em seguida como fazia diariamente. Seguindo para o guarda roupa pegou um terno preto e uma camiseta social branca.
Teria que ser forte por Teresa e por si também. Depois desceu para a sala e foi para a cozinha preparar um café reforçado acompanhado de pão francês com queijo e um café sem açúcar. Tão amargo como sua vida ainda se mantinha.
Depois de terminar a refeição ele retorna para sala onde olhava o estante com uma televisão de 40 polegadas quase cheia de poeira devido ao pouco uso.
Livros de vários estilos para os momentos de lazer em uma prateleira, livros de direito, troféus do colégio, medalhas dos esportes que fez, e principalmente um porta retrato dele com Teresa juntos.
ao lado de fotos dele com os amigos em quadros espalhados. A falta que sentia dela era grande demais para fazer ele dar um sorriso mas mantinha pelo menos a sua face neutra na empresa.
Na empresa ele ficava o dia todo em frente ao computador mexendo com documentos e arquivos.
Naquele dia não foi diferente do comum, fazia três meses que não pegava um caso difícil como aquele.
Diferente da agitação da semana, não teve imprevistos ou conversas paralelas na subida para seu andar, então poderia ter paz para fazer o que precisava enquanto Leandro não chegava.
Não que ele não conseguisse resolver sozinha, mas duas cabeças sempre pensam melhor que uma, a dúvida era quem poderia o ajudar? Em um caso tão complicado o que valia era toda ajuda possível. Os Papéis e informações eram checadas três vezes seguidas enquanto digitava rapidamente cada uma em seu computador.
Leandro demonstrava uma obsessão pelo caso que o fazia parecer um louco. E falava sozinho mentalmente.
— pelo que eu li do caso a comissão será muito boa. — Leandro faz seu comentário brevemente. O caso em si era de uma separação com um acordo de separação de bens.
Oliver que o contratou estava casado a dez anos com a pandora.
— Sim, essa parte pode ser muito boa. Tudo pode fazer diferença em uma apresentação do caso. — relembra Leandro coçava a barba rala que ameaça apontar em seu rosto. Aos poucos Leandro se parecia menos com o rapaz de antes e agora tinha uma Mini barba rala. Além de ser menos contente e alegre e fazer piadas para gerar alegria nos outros, até isso foi morrendo. Com a perda de Teresa para o coma. Ele se lembrava também do sentimento de perda.
Somente quem já passou por uma separação dos pais sabe o sentimento que é as perdas da pessoa que ama.
Muitas vezes as ausências e presença deles em sua vida podem causar uma sensação de desamor, como também te fazer perder uma parte de você.
Não ter o apoio dele nas datas importantes muitas vezes sentiria falta de seu abraço, as palavras de conforto, explicação em relação a dúvidas sobre a vida ou até mesmo poder contar a ele sobre sua vida.
Tudo deve ser pensado em uma separação, mas não devemos aceitar viver em um relacionamento que não nos cabe mesmo por nossos próprios filhos.
Ver o que o divórcio poderia oferecer Leandro via o quanto aquilo deveria ser pensado.
Não existem pessoas ideais ou relacionamentos totalmente felizes. Ele sabia disso. Ele principalmente se
Lembrava de Tereza que valorizava a família em primeiro lugar principalmente por ter visto de perto um caso assim de uma vizinha.
Algo que favorecia ainda mais o seu ponto de que tudo deveria ser planejado com cuidado.
Leandro tinha como comprovante tudo que Oliver adquiriu, casas de luxo, hotéis, carros, iates e principalmente ações.
— sobre a esposa do cliente na ficha diz que ela é uma mãe solteira. Possui dois filhos com Oliver.
Além de ter um emprego registrado em uma empresa de automóveis. Seu cargo era de secretária.
O relacionamento de Oliver e Pandora começou no escritório quando a garota tinha seus 18 anos e ele 20.
Os dois seguiram em um relacionamento de altos e baixos onde eles se separavam algumas vezes.
Não existem informações de más condições para as duas crianças.
Mesmo assim ele tem uma renda superior o que pode fazer com que em sua defesa apresentadas tais informações garantam uma vitória interessante para a parte da acusação.
Junto com o fato da traição de Oliver. Algo que prejudicaria principalmente por ter uma cláusula da qual quem trair teria que pagar uma quantidade para o “corno (a) da relação".
Pandora tinha muitos motivos para trair seu marido, como a relação deles não passa de um relacionamento de fachada com o passar do tempo.
Não existia mais contato ou interação entre eles, mas antes de ter traído a esposa dele, ele deu entrada nas papeladas para o divórcio.
Facilitando para que a cliente tenha um aumento da pensão alimentícia que é um direito dos meninos filhos biológicos da parte defendida.
Que devido a suas contas ter um valor superior pode ser ajustado sem muita dificuldade.
Uma coisa ao qual deveria ser pago de qualquer forma. — Leandro apontava as informações sem pausas respiratórias enchendo a mente dele de informações as quais sabia devido a leitura da ficha de seu cliente. Devido ao assunto ficou em silêncio novamente em seus pensamentos.
Leandro m*l almoçou com o caso de Oliver na mente o perturbando. Eram questões demais para resolver e estratégia e pontos difíceis para fazer uma vitória.
Mesmo assim, ele insistiu em como poderia se tranquilizar. Maju era a única por perto que o suportaria por estarem na mesma situação por assim dizer. Assim ele faria algo a respeito posteriormente.