Mais um dia aparentemente comum para aqueles que estavam prestes a se despedir. Acordar antes do despertador pela primeira vez não foi por causa de uma boa noite de sono, mas porque o corpo já não conseguia relaxar como antes. O quarto se apresentava igual a todos os outros: a mesma luz entrando pela janela, os mesmos sons distantes do morro começando a acordar, e a sensação desconcertante de que nada sugeria que algo significativo estava prestes a acontecer. Ela se sentou na cama, pausando por alguns segundos e respirando profundamente. Não havia euforia. Não havia medo aparente. Havia uma calma peculiar, quase artificial. A mesma calma que se instala após uma decisão já tomada, onde o corpo não precisa mais debater com a mente. Na cozinha, sua mãe preparava café como sempre. O aro

