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CONEXÃO ENTRE A DAMA E O TRAFICANTE

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Sinopse

Rosangela vai para o Rio de Janeiro em busca de um recomeço, longe da dor e das humilhações do passado. Lá, ela descobre um segredo que mudará sua vida para sempre. Enquanto tenta se adaptar a essa nova realidade, Rosangela cruza o caminho de Dominic, Vulgo Herdeiro, que comanda o morro e que esconde suas cicatrizes atrás de uma fachada fria. Herdeiro é um traficante, temido por todos no morro do Alemão. Desde jovem, ele aprendeu a comandar, tornando-se o braço direito do chefe do Comando Vermelho. Sua vida é marcada por desilusões e traições, levando-o a fechar seu coração para o amor. Em um romance intenso no morro, dois corações despedaçados se encontram. Ele, Dominic Torres, e ela, Rosângela Silva, vivem um amor intenso, com grandes reviravoltas. Descobrir o amor em meio a uma vida de desilusões nunca será fácil, mas é isso que deixa a história ainda mais envolvente e emocionante. Será o amor capaz de curar as feridas do passado e unir esses dois?

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Capítulo 01- Conhecendo Rosa.
Rosangela. Rosangela Silva, 18 anos, sempre me destaquei não apenas por minha aparência, com 1,55 de altura, olhos castanhos escuros e cabelos que refletiam a mesma cor, mas principalmente por minha força. Desde muito jovem, aprendi que a vida nem sempre é fácil. As dificuldades que já enfrentei moldaram meu caráter, me tornando uma pessoa honesta, gentil e corajosa. Apesar de ter vivido momentos sombrios, nunca deixei que a tristeza me dominasse. Sempre acreditei firmemente que tudo na vida acontece com a permissão de Deus. Essa convicção era uma luz que iluminava meu caminho, mesmo nos dias mais nublados. — Não que eu merecesse viver toda essa situação, pensava frequentemente, mas sabia que Deus tinha um plano para cada um de nós, mesmo quando não conseguimos entender. Sempre fui uma romântica sonhadora, sempre imaginando um futuro repleto de amor e conquistas. Em meus momentos de reflexão, sempre acreditei que cada desafio me ensinava algo valioso e que minhas experiências poderiam inspirar outras pessoas. Nascida em Gravatá, no Agreste Pernambucano, minha vida começou de uma forma c***l. Desde muito pequena, enfrentei o desprezo da minha própria mãe e fui criada por minha tia materna, que também não conseguiu me proporcionar amor e a proteção que toda criança merece. As humilhações e as dificuldades foram minhas companheiras constantes. Com apenas 7 anos, tive que aprender a dureza da vida. Em vez de desfrutar da infância, brincando e estudando, fui obrigada a trabalhar para conseguir um alimento mínimo. Imaginar uma criança tão nova, percorrendo cozinhas alheias para conseguir um prato de comida, é doloroso. O que deveria ser um momento de descoberta e aprendizado se transformou em uma luta diária pela sobrevivência. O alimento que eu recebia muitas vezes era apenas o resto das refeições dos outros, um lembrete constante da desigualdade que eu enfrentava. As roupas que eu vestia eram doações generosas dos vizinhos ou das irmãs da igreja onde frequentava. Nunca tive a experiência simples de usar uma roupa nova, Isso me fez crescer com uma sensação de falta e ausência, marcada pela revolta e injustiça. A minha história familiar era um mistério envolto em dor, sem saber quem era meu pai, me sentia como uma sombra dos erros dos outros. — O que eu tenho a ver? Era o que sempre Refletia em momentos de solidão. A frustração com a irresponsabilidade dos adultos, pesava sobre meus ombros. A falta de cuidados e prevenções não apenas resultou na minha condição atual, mas também impediu que eu tivesse o direito à vida plena que todas as crianças merecem. Essa realidade dura me moldou em uma jovem forte e determinada. Apesar das adversidades e das cicatrizes emocionais deixadas por uma infância difícil, encontrei dentro de mim uma força incrível para seguir em frente. Sempre apanhei da minha tia, não eram só tapinhas, eram agressões severas, a ponto de precisar de cuidados hospitalares por dias. Depois que fui crescendo, em uma discussão com minha tia, ela jogou o passado da minha mãe na minha cara. Falou que minha mãe era garota de programa, por isso não me quis. Aos 13 anos ouvi coisas horríveis, mas sempre mantive a esperança de dias melhores. O tempo passou, Quando fiz 16 anos, minha mãe apareceu decidida a me levar para viver com ela em Recife. Pensei, — Agora vou ser feliz! — Que tolinha eu fui! Minha mãe mandou pegar minhas coisas. Ao ver minha mochila, ela se impressionou e disse: — Rosa, pegue tudo, você vai ficar comigo e não voltará mais. Eu argumentei: Que todas as minhas coisas estavam ali. Então, naquele momento tenso, o ar parecia pesado. O olhar da minha mãe era uma mistura de surpresa e confusão, como se ela estivesse começando a perceber a realidade que eu vivia com a minha tia. A raiva da minha tia era palpável, e eu sabia que precisava ser cuidadosa. — O que você fazia com o dinheiro que eu mandava para você comprar as coisas dela? — Pergunta minha mãe. Aí descobri que minha mãe sempre enviava dinheiro para minhas necessidades, algo que nunca chegou até mim. Minha tia respondeu: — Comprava a alimentação dela. Nessa hora, me meti: — Compra alimentação? — Eu sempre comia o resto dos pratos de vocês. — Nunca tive um lanche. — A não ser as frutas da casa da vizinha que eu pegava por cima do muro.— Sempre tive que trabalhar para poder comer. Minha Tia me olha com ódio, mas tudo o que eu queria era sair dali, pois sabia que se ela tivesse a oportunidade, me mandaria para o hospital novamente. Minha mãe, por outro lado, parecia estar em choque. Eu sentia meu coração acelerar e Finalmente ela falou, mas sua voz estava trêmula: — O que você quer dizer com isso, Rosa? Respirei fundo e continuei: — Eu não tinha nada! — Não sei onde foi parar o dinheiro que você mandou, mas eu nunca tive nada que não fosse doado pelos vizinhos. A expressão da minha mãe mudou. Era como se uma luz tivesse acendido em sua mente. Ela olhou novamente para a minha tia, agora com um olhar mais firme. — Você me enganou durante todos esses anos? A tensão entre elas aumentava, talvez essa fosse a oportunidade de finalmente romper o ciclo de dor que me acompanhava. Minha tia começou a se defender: — Eu fiz o melhor que pude! — Você não sabe como é difícil cuidar de uma criança sozinha! Eu não podia acreditar na audácia dela. — Difícil? — Difícil é passar fome e apanhar! — Difícil é viver com medo todos os dias! Com essas palavras, senti uma onda de coragem, invadir meu corpo. Era como se um peso tivesse sido tirado das minhas costas. A verdade finalmente foi revelada. Minha mãe olhou para mim com um misto de tristeza e arrependimento, não sei se era isso mesmo ou isso era o que eu queria acreditar. Sentindo as lágrimas começarem a escorregar pelo meu rosto. — Eu só queria ser amada. Nesse instante, percebi que aquela conversa poderia ser um divisor de águas em nossas vidas. Ela se aproximou de mim e disse: — Vamos sair daqui.

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