Rosangela.
O alívio tomou conta de mim enquanto eu assenti com a cabeça. Sabia que ainda havia muito a ser resolvido entre nós, mas aquela primeira conversa era um passo importante para deixar o passado doloroso para trás.
E assim, deixamos aquele lar marcado por tantas feridas e promessas não cumpridas para trás, caminhando em direção ao desconhecido, mas com a esperança renovada de um futuro melhor.
Fui Para Recife toda empolgada, ao chegar minha mãe me apresentou meu padrasto Luiz de 40 anos, minha irmã Gleice 15 anos, e o Carlos de 13 anos.
Mal sabia eu que tinha saído de um Inferno para ir para o outro. Minha irmã sempre me humilhava, por eu não ter pai, enquanto o dela era conhecido por todos. Ela recebia uma boa pensão, e nisso, ninguém ousava falar nada contra ela.
Eu, a gata borralheira, lavava, passava, arrumava, cozinhava e ainda tinha que cuidar do meu irmão. O que minha mãe e minha irmã faziam? — Nada. E quando meu padrasto chegava elas ainda tinham a cara de p*u de falar que elas tinham feito tudo.
Enquanto os dias passavam, a rotina só parecia piorar. Eu acordava cedo, antes do sol nascer, para preparar o café da manhã do Luiz já que ele saia cedo para trabalhar.
Gleice, por outro lado, dormia até tarde e sempre tinha uma desculpa quando eu pedia ajuda. Era frustrante ver como minha mãe parecia ignorar tudo isso, como se estivesse cega para a injustiça que acontecia dentro de casa.
Os meses se passaram, com seis meses aqui em Recife Conheci a Edna uma garota que veio do Rio de janeiro ela estava com 3 meses de gestação iria passar um tempo aqui em recife ela é super gente fina com o tempo foi passando eu comecei a ajudar ela e ela me ajudava como podia me ajudou a me matricular em uma escola pública aqui perto, minha rotina era pesada logo cedo os afazeres da casa da minha mãe, após terminar dava uma geral na casa da Edna depois de terminar me organizava para ir a escola era corrido mas gratificante pois no final do mês tinha dinheiro para comprar minhas coisas sem depender de ninguém até porque eu percebia que nada era de bom grado.
Um dia, após um longo dia de trabalho e com as tarefas acumuladas da escola, cheguei em casa e encontrei Gleice jogada no sofá, assistindo TV enquanto Carlos deixava brinquedos espalhados pelo chão. A raiva subiu dentro de mim. Eu respirei fundo e tentei manter a calma.
— Gleice, você pode me ajudar com as tarefas de casa? — Pedi, tentando ser gentil.
Ela me lançou um olhar desdenhoso. — Por que eu teria que ajudar você? — Você é a empregada aqui! — Não, eu!
Aquilo me cortou profundamente. Em vez de responder na mesma moeda, eu decidi que era hora de mudar as coisas. Se ninguém ia fazer nada por mim, eu mesma teria que encontrar uma solução. Comecei a juntar o que Edna me dava para que eu pudesse fazer algo futuramente.
Conseguir fazer o projeto avançar, fiz meu ensino médio em 1 ano e meio, agora é fazer cursos para poder ingressar no mercado de trabalho.
A bebê da Edna está com 11 meses, sou a madrinha dela, conheço a mãe da Edna a Cristiane ela já veio aqui duas vezes mas sempre tem que voltar por causa dos seus pacientes ela é psicóloga.
Faz três meses que fiz 18 anos, agora sou adulta, a rotina na casa da minha mãe não mudou nada, a dondoca não faz nada, minha mãe também não tem pulso firme, ela faz o que que e ninguém pode falar nada parece até que tem medo.
Comecei a namorar o Berg Mattos, ele tem 22 anos, é estudante de advocacia, ele quer ser Delegado e se depender da família ele vai alcançar seus objetivos pois o pai é juiz e a mãe delegada a família dele é bem estruturada. Em nenhum momento ele se preocupou com meu passado ele insistiu muito para que eu desse uma chance e eu aceitei faz 4 meses que estamos juntos inicio percebi os olhares da minha irmã pra ele mas devia ser pelo porte físico Berg é musculoso, alto, filhinho de papai, não vou perder meu tempo com ela.
Percebi que a duas semanas o Berg vem agindo estranho, minha mãe está paparicando mas que o normal deve ser coisas da minha cabeça depois de tanto coisa ela deve está tentando mostrar que é uma pessoa boa, até que um dia, ao chegar em casa, meu mundo caiu, flagrei minha Irmã e meu namorado tendo relação na minha cama. Estática, sem querer acreditar, acabei esbarrando na mesinha da entrada do quarto O tempo pareceu parar naquele instante. Meu coração disparou, e uma onda de desespero tomou conta de mim. Eu não conseguia processar o que acabara de ver. A traição estava diante dos meus olhos.
Gleice, com aquele olhar desafiador, parecia se divertir com a situação, como se estivesse dizendo: — Você nunca foi nada para ele. Berg, por outro lado, tentava se vestir rapidamente, mas sua expressão de culpa só aumentava ainda mais a minha raiva.
— Rosa, calma, eu posso explicar. — Diz Berg tentando se recompor
— Você acha que o que vocês fizeram tem explicação?
Gleice deu uma risada sarcástica e disse: — Você não é mais a única aqui. — Ele também gosta do que é interessante!
Aquelas palavras me cortaram como uma faca. A traição do meu namorado era uma coisa, a traição da minha própria irmã era outra completamente diferente. Eu sempre soube que ela não me suportava, mas ela não era só capaz de me humilhar, mas ali estava ela, pisando em tudo o que eu sentia.
— Você é uma traidora! — Gritei. — E você, Berg? — Eu não esperava isso de você!
Ele hesitou por um momento antes de falar. — Eu… eu sinto muito! Não sei o que aconteceu.
— Não sabe o que aconteceu? Interrompi, com a voz embargada. — Você estava na minha cama!