Capítulo 03 - Rosa

1005 Palavras
Eu estava com raiva, queria distância daqueles dois mas no meio da nossa discussão chegou meu padrasto e minha mãe o que me chocou foi a capacidade da gleice se fazer de vítima e minha mãe defende lá. — Rosa, vamos conversar? — Fala Berg, mas uma vez. Não existe nada para conversarmos. — Suma da minha vida. Faça de conta que eu nunca existi. Ele insiste: — Não faz isso Rosinha. Sua irmã não significa nada para mim. — Não significa e você estava dentro dela, imagina se significasse. — Ironizei Nesse momento meu padrasto e pergunta: — O que está acontecendo? — Dá para ouvir os gritos do portão. Eu respondo: — Não é nada de mais, apenas flagrei meu ex-namorado tendo relação com minha irmã na minha cama. Nessa hora recebo um tapa no rosto dado por minha mãe. Ela diz: — Não fale mentiras a respeito da sua irmã . Eu questiono: — Então que me dizer que sua filhinha é Santa que ela não estava tendo relação na minha cama com meu namorado. — Rosinha, calma, vamos conversar! — Já mandei você sumir da minha vida! — Eu não quero nem ouvir tua voz, seu canalha. — Gleice, é verdade isso que sua irmã está falando? — Perguntou meu padrasto. — Ela está revoltada, inventando mentiras. O Berg acabou o namoro com ela. E falou que vai pedir minha mão em casamento. Tudo isso é raiva por ele ter me escolhido — Eu vou te pedir em que? — Você está louca? — Esbravejou Berg. — Rosa, pegue suas coisas e saia da minha casa. — Falou minha mãe aos gritos. — Que dizer eles me traem e de vítima eu passo a ser a vilã? — Eu nunca acreditei na bondade de vocês, Gente como eu fui burra a senhora foi me buscar pra me fazer de escrava nessa casa, no início quando apresentei esse traidor a senhora era cheia de coisa para que eu não namorasse, devido as coisas que a Gleice colocava na sua cabeça, agora a princesinha da casa estava transadø na minha cama e eu sou errada isso é inacreditável. — Já mandei você sair da minha casa! Aquelas palavras da minha mãe ecoaram na minha cabeça como um pesadelo. A sensação de traição e impotência se misturou em um turbilhão de emoções. Eu não conseguia acreditar que, em vez de me apoiar, ela estava defendendo Gleice e Berg. A raiva queimava dentro de mim, e a injustiça da situação parecia insuportável. — Como você pode fazer isso, mãe? — Minha voz saiu mais alta do que eu pretendia. — Eu sou sua filha! — Eu sou a vítima aqui! Gleice, com um sorriso sarcástico nos lábios, continuava a se fazer de coitadinha. — Você sempre foi dramática, Rosa! — Ninguém acredita em você. — Dramática? — Retruquei, sentindo a adrenalina subir. — Você é a única que está fazendo um show aqui! E quanto ao Berg. — Você realmente acha que ele vale alguma coisa? — Ele vale tanto que a mulher que ele dizia amar e usou a cama dela para transär com um tipinho como você, o meu sangue já estava fervendo e ela veio me peitar só que na hora meti a mão em sua cara isso aqui é pra você aprender a respeitar o próximo. Berg parecia nervoso, sem saber como reagir àquela confusão. Ele olhava de um lado para o outro, mas não tinha coragem de me encarar. O desprezo que eu sentia por ele estava se transformando em algo mais profundo: Uma determinação de não deixar que eles me dessem ordens ou me colocassem para baixo. — Eu vou deixar sua casa Dona Rosana, não se preocupe, vocês realmente se merecem porque eu não percebi antes, tudo interesse no dinheiro desse o****o. Meu padrasto tentou intervir novamente, mas eu fiquei tão furiosa que não o escutava mais. A cada palavra que saía da boca deles, eu sentia meu coração se partir mais um pouco. Como eles podiam ser tão cegos? A traição estava bem na frente deles e ainda assim preferiam acreditar nas mentiras de Gleice. — Rosa, por favor! — Vamos conversar em privado! — Pediu-me meu padrasto, tentando manter a situação sob controle. — Conversar? — Para quê? — Para você me dizer que estou errada! — Que tudo o que eu vi foi uma alucinação! — Não preciso disso! A tensão na sala era palpável. Gleice continuava com seu olhar provocador enquanto Berg se afastava lentamente, percebendo que a situação havia saído do controle. — Mãe, você realmente acredita em mim? — Ou prefere acreditar na mentira da Gleice? — Perguntei com a voz embargada. Ela hesitou por um momento, como se estivesse realmente pensando na resposta. Mas logo seu olhar endureceu novamente. — Eu já tomei minha decisão! Senti como se o chão tivesse sumido sob meus pés. A dor da traição e da rejeição era esmagadora. Mas naquele momento, percebi algo: Se eles estavam dispostos a me deixar para trás tão facilmente, talvez fosse hora de eu seguir meu próprio caminho. — Se você quer que eu saia, então vou sair! Mas saiba que não sou eu quem está errada nessa história! — Gritei antes de pegar todas as minhas coisas e sair pela porta. Assim que fechei a porta atrás de mim, uma mistura de alívio e desespero tomou conta do meu corpo. Eu estava sozinha agora, mas ao menos livre daquele pesadelo. Um novo capítulo estava começando na minha vida e eu estava determinada a reescrevê-lo sem aquelas pessoas tóxicas ao meu redor. Cheguei à conclusão de que precisava tomar uma decisão: afastar-me de todos e focar em mim mesma. Se eles não conseguiam me respeitar, eu não poderia permitir que fizessem parte da minha vida. Tenho que valorizar quem realmente sou. A dor ainda estava lá, mas agora eu tinha um propósito: Vou ser feliz por mim mesma e nunca mais deixar ninguém me fazer sentir menos do que mereço.
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