Capítulo 04 - Conhecendo o Dom

1018 Palavras
Salve Rapaziada, meu nome é Dominic Torres, mas conhecido como Herdeiro ou Dom, para os íntimos tenho 26 anos, sou Dono do Alemão, sou frio e calculista o que me faz ser temido por todos, Sou formado em Química, quando decidi seguir esse caminho acadêmico, muitos acharam estranho para alguém do morro. Mas eu sabia que o conhecimento era uma arma poderosa. A faculdade me deu uma perspectiva diferente e a capacidade de criar algo único como as balinhas que vendemos. Ajudo o meu irmão nas manipulações dos nossos docinhos, meu Irmão é formado em farmácia junto somos imbatíveis. Seguimos as leis do meu pai Sr. Rael o grande Coringa e isso não pretendo mudar, Cresci vendo o meu coroa liderando essa comunidade e hoje sigo seus passos, além de comandar o morro ainda sou o braço direito do meu padrinho que é Chefe do CV, (Comando Vermelho) o Sérgio mas conhecido como Terror, ele está me treinando para assumir seu lugar. Meu braço direito e Sub é o meu Irmão William Gabriel, mas conhecido WG. O WG sempre esteve ao meu lado, é meu parceiro em tudo. Ele é mais do que meu irmão, é meu melhor amigo e confidente. Juntos, criamos não apenas nossos negócios, mas também uma forma de expressar nossa visão de proteção à comunidade. Agora, enquanto olho para trás e vejo tudo o que construímos, percebo que cada desafio enfrentado moldou meu caráter e me preparou para o que está por vir. As sombras do passado ainda me assombram às vezes, mas sei que elas também fazem parte da minha jornada. A vida no morro não é fácil, mas as regras que estabeleci são claras: Aqui todos têm voz e todos são protegidos. Não tolero violência contra mulher, criança ou idosos seja ela física ou s****l, o caba que comete esse tipo de crime aqui vai direto Pra vala, dependendo do que aprontou, Quando é mulher que quebra as regras e merece uns corretivos, temos a Lila para fazer o serviço. Sou na minha, prefiro ficar quieto do que falar demais, minha história de vida é complicada, mas nem sempre foi assim vou contar um pouco a vocês. A Minha história começa em um lugar humilde, onde os sonhos muitas vezes pareciam distantes. Meu pai, Sr. Rael, sempre foi um homem de princípios. Ele me ensinou que a força não está apenas nos punhos, mas na mente e no coração. Cresci ouvindo suas histórias sobre como ele se tornou o Coringa, um verdadeiro estrategista. Aprendi que poder sem respeito não vale nada. Lembro das noites em que ele me contava sobre as lutas que enfrentou para proteger nossa comunidade. Ele dizia: — Dom, o verdadeiro líder é aquele que cuida dos seus. — Aqui, não é só sobre dominar, é sobre garantir que todos tenham voz. Essas palavras ficaram gravadas na minha mente e moldaram quem sou hoje. Então, como eu disse, minha história é complicada. Mas cada capítulo tem seu valor e estou aqui para compartilhar tudo com vocês. Eu era um cara que falava com todos, brincava não tinha tempo r**m, Minha vida mudou depois que eu conheci a Polina, eu era apaixonado arriado os quatro pneus por ela, tipo era Deus no céu e mina na terra ficamos juntos por seis meses, Durante esse tempo passamos por algumas invasões, Umas de facções tentando tomar o morro e outra dos BOPE essa baboseira de pacificação onde quem sofre só são os moradores pois muitos inocentes acabam perdendo a vida ou sua família por não entregar o comando. Estava no escritório que tenho em casa resolvendo uns assuntos do comando com meu pai e meu padrinho quando o menor da barreira me passou a informação de uma movimentação estranha na entrada do morro, Meu Pai já foi colocar minha mãe no cofre, eu na hora mandei passar o rádio que era para os moradores não sair de casa se protegerem a Polina estava no asfalto tentei ligar porém ela não atendeu quando os fogos anunciaram a invasão. Meu Irmão estava em Missão, avisei a ele sobre a invasão e fomos pra cima eu não fui atrás de ninguém não, tava de boa na minha e os alecrins dourados inventaram de mexer com quem estava quieto três horas de confronto muitos deles tinha sido abatido, alguns do nosso lado tinha sido atingido infelizmente, quando os fogos anunciaram que tinhamos vencido mais uma batalha fui fazer a varredura com os crias, quando meu mundo desabou encontrei meu irmão caido no chão ensanguentado e um Bota com uma arma apontado para a cabeça do meu maninho ele falava algumas coisas que não dava pra entender gesticulando com arma cara do WG, nessa hora vi tudo vermelho saque as duas pistolas que estava comigo e descarreguei no filho da Put@. A adrenalina pulsava nas minhas veias enquanto eu descarregava minha arma na direção do paü no cü que tinha apontado a arma para o meu irmão. Cada tiro parecia ecoar não só no ar, mas dentro de mim, como se cada disparo estivesse levando um pedaço da minha sanidade. O corpo do inimigo caiu no chão, mas a vitória não trouxe alívio, só aumentou a dor que eu sentia ao ver o meu irmão caído, ensanguentado. Corri até ele, sentindo o chão tremendo sob meus pés. O grito que brotou da minha garganta foi um misto de desespero e raiva. —Mano! — Por favor, não fecha os olhos! — Eu vou te levar pro hospital Tentei estancar o sangue com minhas mãos. Ele olhou para mim com uma expressão de dor e confusão, e disse: — Desculpa, Mano, a culpa é dela. Foram suas últimas palavras antes dele desmaiar. O mundo ao meu redor ficou em câmera lenta. O som dos tiros, os gritos dos meus amigos e até mesmo a sensação do calor do sol pareciam distantes. Os aliados vieram até mim, levamos meu Irmão desacordado para o posto aqui da comunidade que mais parece um Hospital do asfalto, meu irmão foi levado para o centro cirúrgico horas se passaram e ninguém da notícias.
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