capítulo 05 - Dom

1003 Palavras
Eu já estava querendo invadir a sala e ver com meus próprios olhos o que estava acontecendo, Enquanto a noite avançava, o clima no posto de saúde era tenso, cada minuto que passava a angústia aumentava, minha coroa chegou desesperada e falou que ficaria com meu irmão, meu pai avisou que já tinha dado assistência aos crias que se feriram graças a Deus estava todos bem. Eu e minha mãe nos sentamos em um canto, com as mãos unidas em um gesto de apoio. Ela tentava manter a calma, mas eu podia ver a preocupação em seu olhar, meu Coroa estava abraçado a ela tentando conforta lá. A cada barulho que vinha da enfermaria, meu coração pulava, esperando que fosse uma boa notícia. Finalmente, após algumas horas que pareceram uma eternidade, um Médico apareceu e nos chamou. — Ele está se recuperando bem da cirurgia.— E vai acordar quando estiver pronto, disse o médico com confiança. Isso trouxe um pouco de conforto para nós. — Ele já está no quarto e está estável. — Disse ele tentando nos tranquilizar. E continuou: — A bala atingiu o ombro e a outra foi de raspão na perna, porém ele perdeu muito sangue e está sedado para repor as energias, mas vocês já podem entrar para ficar com ele. Fomos até o quarto, e ao entrar, vi meu irmão deitado na cama, com um semblante tranquilo, apesar dos monitores ao seu redor. Respiramos aliviados, Minha mãe se aproximou dele, acariciando sua cabeça enquanto as lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Eu estou aqui, meu filho, Ela dizia repetidamente, como se sua presença pudesse trazê-lo de volta à consciência. Eu me aproximei também, segurando sua mão fria e tentando transmitir toda a força que eu tinha. As horas passaram lentamente enquanto ficávamos ali, eu me culpava, porque eu tinha avisado sobre a invasão se eu tivesse ficado calado ele não teria voltado e aquele filho de chocadeira não teria atingido ele. Depois de algumas horas, finalmente vi seus olhos começando a abrir lentamente. Meu coração disparou! — Irmão! — Eu gritei com alegria. Ele olhou em volta confuso por um momento antes de focar em mim e na nossa mãe. A expressão dele mudou de confusão para alívio ao perceber onde estava. — Oi, o que aconteceu? — Ele murmurou com uma voz fraca. Contei tudo o que eu vi e o que eu fiz com o Bota, — Você está seguro agora! —Te amamos tanto! Enquanto eu falava, minha Coroa beijava sua testa. A sensação de alívio era indescritível, ele estava de volta conosco, mesmo que ainda precisasse de cuidados. — Irmão, preciso te contar uma coisa, vejo ele respirar fundo e olhar para todos nós. — Fala, mano, não venha me dizer que vai querer férias! Rir porém ele continuou sério e me deu a pior notícia da minha vida. — Foi a Polina que deu o disparo na minha perna, ela estava tendo um caso (BOTA) que estava com a arma apontada para mim, por isso que às 2 vezes que os BOTAS invadiram a comunidade ela estava no asfalto. Não acreditei que ela tinha sido capaz de fazer uma coisa dessas comigo, Passei seis meses iludido com uma filha da put@ que estava me traindo e eu nunca desconfiei de nada pois ela se fazia de boa moça prestativa, não desconfiei das saídas pois ela trabalhava em uma clínica de fisioterapia no asfalto, ela não queria só acabar comigo queria ferrar com o comando também, Fiquei transtornado meu pai se encarregou de averiguar tudo isso. Os dias que se seguiram foram uma montanha-russa de emoções. A Polina sumiu, a raiva fervia dentro de mim, e a traição de Polina me deixava em um estado de confusão e desgosto. Meu irmão estava se recuperando em casa, a casa sempre estava cheia, eram meus pais e minha avó, minha tia também, mas a dor que ele sentia ia além das feridas físicas. Ele também havia sido traído, pois ele tinha a Polina como uma irmã, os dois conversava bastante eram unidos. Estamos determinados a descobrir a verdade, coloquei gente atrás dela e nada, ela parecia ter sumido da face da terra, comecei a fazer perguntas discretas entre os conhecidos da comunidade. Eu queria entender o quanto Polina estava envolvida com os Botas e se havia mais coisas escondidas sob a superfície. A cada informação, meu coração se apertava mais. Era como se uma rede de mentiras estivesse sendo desvendada, e eu não sabia até onde isso chegaria. Certa noite, enquanto meu irmão estava sob efeito dos remédios, meu padrinho mandou eu dar um chego no QG pois tinha um presente pra mim e que Polina era o nome do presente, me levantei rapidamente e fui para o QG a ponto de bala precisava confrontar Polina. Não podia ficar esperando que as coisas se resolvessem sozinhas. Eu queria ouvi-la, entender o que tinha passado pela cabeça dela. O ódio me consumia, mas havia uma parte de mim que ainda queria acreditar que tudo isso era um m*l-entendido, e a outra queria ir a forra cara ela tá a aqui de X-9 Isso eu não vou aceitar ela metia os cornos em mim e se fazia de boa moça eu sabia que esse encontro poderia acabar em algo explosivo. Quando chegamos no QG, vi Polina rindo, como se nada tivesse acontecido. Quando Polina me viu, seu sorriso desapareceu instantaneamente. — Fala tú X-9, mulher de cana, o que passou pela tua cabeça ao me tirar e trair o comando? — Tás ligada que o que você fez com meu irmão vai ter troco né? Ela hesitou por um momento, seus olhos refletindo uma mistura de medo e desprezo. — Eu. — Você não entende. — Entender o quê? — Que você estava traindo não só a mim, mas o comando à comunidade? — Que você colocou todos em risco por causa de um caso? A cada palavra que saía da minha boca, a raiva crescia.
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