Narrado por Ethan
"Aceita o que é, deixa ir o que foi, acredita no que será"
Quando dei por mim, já estava a bater na porta da casa da Maggie.
Uma senhora bonita abriu a porta e presumo que seja a sua mãe.
— Boa tarde, em que te posso ajudar? — ela pergunta simpática.
Parecia uma boa ideia vir aqui, mas agora já não me parece nada uma boa ideia.
Mas eu estava a pensar no quê, para vir aqui a casa da Maggie?
As minhas inseguranças voltaram m*l bati na porta da casa dela.
— Eu, eu… — raios as palavras até me fugiram. — eu gostaria de falar com a Maggie, por favor.
Pronto, está dito.
— E tu és? — a senhora pergunta.
— Sou o Ethan, um colega da escola.
— Entra.
Eu entro para um hall de entrada bonito.
— Vem, espera aqui na sala, eu vou chamar a Maggie.
— Sim, senhora.
Ela sai da sala e eu olho ao redor.
É uma casa modesta, vê-se que não tem riqueza, mas está bem decorada, limpa e cheirosa.
É uma moradia com 2 andares, bem bonita e acolhedora.
— Já a chamei, vou buscar uns biscoitos e um sumo para vocês! — ela fala toda simpática.
— Não quero incomodar.
— Não incomodas nada, eu volto já.
E volta a desaparecer da sala.
Ouço a voz dela e me viro para o som da sua voz.
— Vocês não vivem mesmo sem mim.
Ela vem com um sorriso tão bonito e radioso, que sinto até o meu coração falhar uma batida.
Mas ela m*l mete os seus olhos em cima de mim, o seu lindo sorriso desaparece.
— O que tu queres aqui?
Ela está bastante surpresa de me ver aqui, não é para menos.
A mãe dela entra nesse instante e a chama a atenção
— Maggie? Isso lá são maneiras de se tratar as visitas?
— Olá Maggie! — eu sorrio envergonhado.
— Filha? Os modos!
A mãe a chama de novo à atenção.
E ela finalmente fala.
— Olá, Ethan.
— Bem, vou deixar-vos conversar, têm aqui um lanchinho. Se precisarem de mim, estou lá fora no jardim.
E com o seu sorriso mega simpático nos deixa sozinhos.
Depois de um breve silêncio, ela pergunta.
— Afinal o que tu queres aqui, Ethan? Não entendo o que fazes na minha casa! — ela pergunta desconfiada.
— Calma Maggie, eu não sou nenhum inimigo.
— Inimigo! Podes não ser um inimigo, mas também não és meu amigo.
— Porque tu não queres!
Ela me olha surpresa.
— Não quero o quê?
— Que sejamos amigos! — falo sério.
Ela ri.
— E porque tu haverias de querer ser amigo, justo da garota mais esquisita da escola?
— Tu não és esquisita, Maggie, deixa-te disso!
Ela encurta o seu olhar para mim.
— O que vocês andam a aprontar para cima de mim, Ethan?
Eu me espanto.
— O quê? Por favor, Maggie, acredita em mim, eu não estou a aprontar nada.
— Não? Não andas a aprontar merda nenhuma com a maluca da Daisy e das suas amigas? — ela pergunta desconfiada.
— Eu não tenho nada a ver com as merdas dessas três parvas.
— Então já sabes o que aconteceu ontem na escola?
— Sim, o meu irmão estava furioso e contou-me o que se passou.
— O teu irmão estava furioso?
— Sim estava, não gostamos que tratem m*l os outros, pelo menos eu não gosto, o Ethan… — faço uma pausa. — Bem, adiante.
— Sei! — ela fala fazendo uma pequena careta.
— Então agora, vais aceitar sair comigo? — a convido.
Ela dá um pulo do sofá, ficando de pé.
— O quê? Mas tu estás a delirar?
— Porquê, Maggie? Que m*l tem dois amigos saírem para tomar um sorvete?
— Eu não acredito que um garoto como tu. — ela aponta para mim. — Queira sair com uma garota como eu. — faz sinal para ela mesma.
Eu levanto-me também do sofá, ficando bem na sua frente.
— Tu não devias fazer isso, Maggie? — digo sério.
Ela me olha levantando uma sobrancelha.
— O que eu não devia fazer?
— Te menosprezar. — dou um passo na sua direção e ela não se mexe, mas percebo que está em pânico com a minha proximidade, eu estou em pânico com a minha atitude. — Tu não devias esconder o que tu és, quem tu és, todos somos bonitos e especiais à nossa maneira. — falo tudo isto quase a sussurrar.
Vejo ela engolir em seco e dá um passo para trás.
— Eu, eu vou pensar, mas se por acaso aceitar, nada de gracinhas, Ethan, eu ainda estou muito desconfiada deste teu súbito interesse em sair comigo, em falar comigo. — ela diz séria.
Abaixo o meu olhar e digo.
— Não é súbito o meu interesse em falar contigo, só não sabia como te abordar. — confesso.
Caramba, ela tem o poder de me fazer falar demais.
Levanto o meu olhar e ela está muito surpresa com o que eu acabei de dizer.
— Desculpa, vou embora agora. — começo a andar para a porta. — Não te esqueças de pensar com carinho.
Olho bem dentro dos seus lindos olhos verdes.
— Eu juro que só te quero bem, Maggie.
E saio, antes que diga mais do que deva, até já falei demais.
Puxa a vida.
Na Padaria
Narrado por Lou
"Nunca deixe que ninguém te impeça de sonhar"
— Isso é sério? — pergunto estupefacta.
— Muito sério mesmo amiga. — Maggie responde séria.
— Não achas que é um golpe?
Vejo ela respirar fundo.
— Não sei, Lou, ele me parece muito sincero, mas nunca conhecemos as pessoas, não é?
— É verdade, mas se pensares bem, o Ethan é diferente do Ryan, parece muito mais, como direi, reservado.
— Também me parece! — ela coloca a sua cabeça entre as mãos. — Não sei o que fazer.
— Mag, é apenas um sorvete, também não é nenhuma coisa do outro mundo.
— Lou, tu por acaso já olhaste bem para o Ethan?
— Sim e depois!
— E depois? Lou, ele é um gato, como ele vai entrar na sorveteria ou onde quer que seja, comigo?
— Tu és mesmo muito desconfiada, ele é um gato e tu uma gata, deixa de te esconder, Mag.
— Tu achas que deva sair com ele?
— Mag, tu é que tens de decidir isso amiga, ninguém tem que te dizer o que fazer. Faz assim, segue o teu coração, sei que assim vais decidir a coisa correta.
Eu tenho muito medo que a Mag se machuque, mas ela também tem que viver a vida, sair daquela concha que ela fechou para o mundo.
Nos despedimos e vou ainda à padaria buscar pão.
Entro na padaria e m*l entro, vou contra um autêntico armário humano.
Ele se vira para trás e eu tenho a sensação que me vai dar uma coisinha má.
Ele olha para mim com os seus olhos cor de mel, cabelo castanho escuro e o sorriso mais fantástico que já vi na minha vida.
Meu Deus, de onde saiu este Deus, com certeza é um modelo.
— Peço desculpa, estou com um pouco de pressa! — falo envergonhada.
—Não te preocupes, eu dou-te a minha vez. — ele diz todo simpático.
A sua voz tão sexy faz eu ter sensações bem estranhas.
Que é isso Louise Bailey, estás maluca menina!
— Não precisa, mas agradeço.
—Eu sou o Thomas, mas podes me tratar por Tom.
— Louise, mas podes me tratar por Lou. — falo toda sem graça e devo estar corada de vergonha.
— O próximo por favor! — a empregada chama.
— Podes ir, eu tenho tempo.
O sorriso dele deixa-me sem ar.
Decido aceitar passar no seu lugar.
Faço o meu pedido e ao virar- me despeço.
— Obrigada, Tom, foste muito gentil.
— Não me custa nada ajudar. — ele diz amável. — Nos vemos por aí, Lou.
— Certo, nos vemos por aí.
Saio da padaria quase sem fôlego, Deus pai do Céu.
Talvez nem o veja mais, mas vou ficar com a sua imagem gravada na minha mente.
Aquele Filé Mignon
Narrado por Jennifer
"Se tu quiseres ser a minha estrela, eu prometo ser o teu céu"
— Bem que me podias ajudar Daisy! — peço mais uma vez.
— E o que tu queres que eu faça, Jenny, tu perto dele és uma criança.
— Mas eu quero ele, Daisy, meu deus ele é tão gostoso, imagino o que ele sabe fazer. — rio safada.
— Ai que nojo, Jenny, estás a falar do meu irmão, quero lá eu saber o que ele sabe fazer, nhac! — ela fala toda enojada.
Daisy se faz de puritana, mas é uma vagabunda, já deu tudo o que tinha a dar para o Ryan e depois põe-se com estas esquisitices.
Ah que invejosa, custa lá alguma coisa ajudar!
— Não é preciso tanto, Daisy, ele é homem já tem 23 anos, não é propriamente um garoto inexperiente, não é? — Sarah tenta me ajudar.
— Eu sei, mas não quero saber o que ele faz e como faz não é, sua a sua irmã.
— Pronto, está bem, mas podes ajudar aqui a tua amiga, certo? — peço.
Ela afina os seus lábios.
— Ok, vou ver o que posso fazer.
Bato palmas toda feliz.
— Aiiii, obrigada amiga.
Abraço-a feliz.
Aquele filé mignon do irmão dela ainda vai ser meu, ah se vai.