Não É Súbito O Meu Interesse

1610 Palavras
Narrado por Ethan "Aceita o que é, deixa ir o que foi, acredita no que será" Quando dei por mim, já estava a bater na porta da casa da Maggie. Uma senhora bonita abriu a porta e presumo que seja a sua mãe. — Boa tarde, em que te posso ajudar? — ela pergunta simpática. Parecia uma boa ideia vir aqui, mas agora já não me parece nada uma boa ideia. Mas eu estava a pensar no quê, para vir aqui a casa da Maggie? As minhas inseguranças voltaram m*l bati na porta da casa dela. — Eu, eu… — raios as palavras até me fugiram. — eu gostaria de falar com a Maggie, por favor. Pronto, está dito. — E tu és? — a senhora pergunta. — Sou o Ethan, um colega da escola. — Entra. Eu entro para um hall de entrada bonito. — Vem, espera aqui na sala, eu vou chamar a Maggie. — Sim, senhora. Ela sai da sala e eu olho ao redor. É uma casa modesta, vê-se que não tem riqueza, mas está bem decorada, limpa e cheirosa. É uma moradia com 2 andares, bem bonita e acolhedora. — Já a chamei, vou buscar uns biscoitos e um sumo para vocês! — ela fala toda simpática. — Não quero incomodar. — Não incomodas nada, eu volto já. E volta a desaparecer da sala. Ouço a voz dela e me viro para o som da sua voz. — Vocês não vivem mesmo sem mim. Ela vem com um sorriso tão bonito e radioso, que sinto até o meu coração falhar uma batida. Mas ela m*l mete os seus olhos em cima de mim, o seu lindo sorriso desaparece. — O que tu queres aqui? Ela está bastante surpresa de me ver aqui, não é para menos. A mãe dela entra nesse instante e a chama a atenção — Maggie? Isso lá são maneiras de se tratar as visitas? — Olá Maggie! — eu sorrio envergonhado. — Filha? Os modos! A mãe a chama de novo à atenção. E ela finalmente fala. — Olá, Ethan. — Bem, vou deixar-vos conversar, têm aqui um lanchinho. Se precisarem de mim, estou lá fora no jardim. E com o seu sorriso mega simpático nos deixa sozinhos. Depois de um breve silêncio, ela pergunta. — Afinal o que tu queres aqui, Ethan? Não entendo o que fazes na minha casa! — ela pergunta desconfiada. — Calma Maggie, eu não sou nenhum inimigo. — Inimigo! Podes não ser um inimigo, mas também não és meu amigo. — Porque tu não queres! Ela me olha surpresa. — Não quero o quê? — Que sejamos amigos! — falo sério. Ela ri. — E porque tu haverias de querer ser amigo, justo da garota mais esquisita da escola? — Tu não és esquisita, Maggie, deixa-te disso! Ela encurta o seu olhar para mim. — O que vocês andam a aprontar para cima de mim, Ethan? Eu me espanto. — O quê? Por favor, Maggie, acredita em mim, eu não estou a aprontar nada. — Não? Não andas a aprontar merda nenhuma com a maluca da Daisy e das suas amigas? — ela pergunta desconfiada. — Eu não tenho nada a ver com as merdas dessas três parvas. — Então já sabes o que aconteceu ontem na escola? — Sim, o meu irmão estava furioso e contou-me o que se passou. — O teu irmão estava furioso? — Sim estava, não gostamos que tratem m*l os outros, pelo menos eu não gosto, o Ethan… — faço uma pausa. — Bem, adiante. — Sei! — ela fala fazendo uma pequena careta. — Então agora, vais aceitar sair comigo? — a convido. Ela dá um pulo do sofá, ficando de pé. — O quê? Mas tu estás a delirar? — Porquê, Maggie? Que m*l tem dois amigos saírem para tomar um sorvete? — Eu não acredito que um garoto como tu. — ela aponta para mim. — Queira sair com uma garota como eu. — faz sinal para ela mesma. Eu levanto-me também do sofá, ficando bem na sua frente. — Tu não devias fazer isso, Maggie? — digo sério. Ela me olha levantando uma sobrancelha. — O que eu não devia fazer? — Te menosprezar. — dou um passo na sua direção e ela não se mexe, mas percebo que está em pânico com a minha proximidade, eu estou em pânico com a minha atitude. — Tu não devias esconder o que tu és, quem tu és, todos somos bonitos e especiais à nossa maneira. — falo tudo isto quase a sussurrar. Vejo ela engolir em seco e dá um passo para trás. — Eu, eu vou pensar, mas se por acaso aceitar, nada de gracinhas, Ethan, eu ainda estou muito desconfiada deste teu súbito interesse em sair comigo, em falar comigo. — ela diz séria. Abaixo o meu olhar e digo. — Não é súbito o meu interesse em falar contigo, só não sabia como te abordar. — confesso. Caramba, ela tem o poder de me fazer falar demais. Levanto o meu olhar e ela está muito surpresa com o que eu acabei de dizer. — Desculpa, vou embora agora. — começo a andar para a porta. — Não te esqueças de pensar com carinho. Olho bem dentro dos seus lindos olhos verdes. — Eu juro que só te quero bem, Maggie. E saio, antes que diga mais do que deva, até já falei demais. Puxa a vida. Na Padaria Narrado por Lou "Nunca deixe que ninguém te impeça de sonhar" — Isso é sério? — pergunto estupefacta. — Muito sério mesmo amiga. — Maggie responde séria. — Não achas que é um golpe? Vejo ela respirar fundo. — Não sei, Lou, ele me parece muito sincero, mas nunca conhecemos as pessoas, não é? — É verdade, mas se pensares bem, o Ethan é diferente do Ryan, parece muito mais, como direi, reservado. — Também me parece! — ela coloca a sua cabeça entre as mãos. — Não sei o que fazer. — Mag, é apenas um sorvete, também não é nenhuma coisa do outro mundo. — Lou, tu por acaso já olhaste bem para o Ethan? — Sim e depois! — E depois? Lou, ele é um gato, como ele vai entrar na sorveteria ou onde quer que seja, comigo? — Tu és mesmo muito desconfiada, ele é um gato e tu uma gata, deixa de te esconder, Mag. — Tu achas que deva sair com ele? — Mag, tu é que tens de decidir isso amiga, ninguém tem que te dizer o que fazer. Faz assim, segue o teu coração, sei que assim vais decidir a coisa correta. Eu tenho muito medo que a Mag se machuque, mas ela também tem que viver a vida, sair daquela concha que ela fechou para o mundo. Nos despedimos e vou ainda à padaria buscar pão. Entro na padaria e m*l entro, vou contra um autêntico armário humano. Ele se vira para trás e eu tenho a sensação que me vai dar uma coisinha má. Ele olha para mim com os seus olhos cor de mel, cabelo castanho escuro e o sorriso mais fantástico que já vi na minha vida. Meu Deus, de onde saiu este Deus, com certeza é um modelo. — Peço desculpa, estou com um pouco de pressa! — falo envergonhada. —Não te preocupes, eu dou-te a minha vez. — ele diz todo simpático. A sua voz tão sexy faz eu ter sensações bem estranhas. Que é isso Louise Bailey, estás maluca menina! — Não precisa, mas agradeço. —Eu sou o Thomas, mas podes me tratar por Tom. — Louise, mas podes me tratar por Lou. — falo toda sem graça e devo estar corada de vergonha. — O próximo por favor! — a empregada chama. — Podes ir, eu tenho tempo. O sorriso dele deixa-me sem ar. Decido aceitar passar no seu lugar. Faço o meu pedido e ao virar- me despeço. — Obrigada, Tom, foste muito gentil. — Não me custa nada ajudar. — ele diz amável. — Nos vemos por aí, Lou. — Certo, nos vemos por aí. Saio da padaria quase sem fôlego, Deus pai do Céu. Talvez nem o veja mais, mas vou ficar com a sua imagem gravada na minha mente. Aquele Filé Mignon Narrado por Jennifer "Se tu quiseres ser a minha estrela, eu prometo ser o teu céu" — Bem que me podias ajudar Daisy! — peço mais uma vez. — E o que tu queres que eu faça, Jenny, tu perto dele és uma criança. — Mas eu quero ele, Daisy, meu deus ele é tão gostoso, imagino o que ele sabe fazer. — rio safada. — Ai que nojo, Jenny, estás a falar do meu irmão, quero lá eu saber o que ele sabe fazer, nhac! — ela fala toda enojada. Daisy se faz de puritana, mas é uma vagabunda, já deu tudo o que tinha a dar para o Ryan e depois põe-se com estas esquisitices. Ah que invejosa, custa lá alguma coisa ajudar! — Não é preciso tanto, Daisy, ele é homem já tem 23 anos, não é propriamente um garoto inexperiente, não é? — Sarah tenta me ajudar. — Eu sei, mas não quero saber o que ele faz e como faz não é, sua a sua irmã. — Pronto, está bem, mas podes ajudar aqui a tua amiga, certo? — peço. Ela afina os seus lábios. — Ok, vou ver o que posso fazer. Bato palmas toda feliz. — Aiiii, obrigada amiga. Abraço-a feliz. Aquele filé mignon do irmão dela ainda vai ser meu, ah se vai.
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