O vento da manhã soprava suave entre as montanhas da Capadócia, espalhando o aroma das flores que brotavam no jardim que um dia fora o refúgio de Laura e Malu. As pedras antigas, guardiãs silenciosas de tantas memórias, refletiam o brilho do sol nascente. Ali, o tempo parecia não correr — apenas respirar, pausado, reverente diante das histórias que aquele lar abrigava. Malu, agora com sessenta e cinco anos, caminhava lentamente pela varanda. Seus cabelos prateados estavam presos em um coque simples, e seus olhos — ainda profundos e serenos — traziam o mesmo brilho de quem aprendeu a viver com gratidão. Naquela manhã, ela preparava o café enquanto ouvia Esperança conversar com as crianças no jardim. O som das risadas infantis enchia a casa, e por um instante, Malu fechou os olhos e sentiu

