Acordei com o lado da cama vazio e frio. A luz cinzenta da manhã filtrada pelas cortinas dizia que o dia já estava avançado, mas a ausência dele era o despertador mais eficaz. Estendi a mão para o travesseiro ao lado, ainda tinha o cheiro dele, mas o calor havia se dissipado há horas. Desci para o café da manhã e encontrei apenas Amy, arrumando silenciosamente a mesa da copa. — Onde ele está? — perguntei, já sabendo a resposta. — No escritório, senhorita. Desde as cinco da manhã. Pediu para não ser interrompido. Cinco da manhã. Ele não dormiu mais de duas horas. Passei a manhã tentando ler, tentando comer, tentando não olhar para a porta fechada do escritório no fim do corredor. Às onze, passei por ali com um copo de água. Ouvi a voz dele, tensa, profissional, alternando entre italiano

