A água quente escorria pelo meu corpo, levando embora os resquícios da noite; o peso das esmeraldas, o gosto do champanhe, o olhar de Alessandro. Dante estava atrás de mim, seus braços me envolvendo por trás, a cabeça inclinada sobre meu ombro. Nenhum de nós falava. A água sibilava contra a pedra do box, criando uma cortina de vapor e silêncio. Ele pegou o sabonete líquido, derramou-o na palma da mão e começou a espalhá-lo nas minhas costas. Seus dedos traçavam círculos lentos na minha pele, não com intenção s****l, mas com uma ternura meticulosa. Lavou meus ombros, meus braços, as costas das minhas mãos. Como se estivesse purificando não apenas o corpo, mas cada marca invisível que a noite havia deixado. Virei para encará-lo. A água escorria por seu rosto, achatando seus cabelos contra

