67. Elena

1567 Palavras

A luz do fim de tarde entrava pelas janelas do escritório, pintando o caos de papéis e pastas em tons de âmbar. Dante estava paralisado diante de mim, seus olhos escuros viajando pelo meu corpo como se tentasse memorizar cada centímetro de pele exposta pela renda vermelha. Sua respiração era superficial, irregular. — Você não sabe o que está fazendo — ele murmurou, a voz rouca, mas suas mãos já se erguiam, dedos pairando a centímetros da minha cintura. Hesitantes. Quase reverentes. — Sei muito bem — respondi, baixinho. Seus dedos finalmente encontraram minha pele. O contato foi elétrico, um choque suave que percorreu meus braços. Ele traçou a borda da renda na minha cintura, seguindo o recorte da calcinha, desenhando círculos lentos no quadril. Não era um toque apressado. Era um homem s

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