O silêncio que se seguiu foi diferente de tudo que eu já havia experimentado naquela casa. Não era o silêncio tenso da expectativa, nem o vazio da solidão. Era um silêncio preenchido, pelo calor dos nossos corpos ainda colados, pela respiração ofegante que gradualmente se acalmava, pelo cheiro de sexo e suor e algo mais profundo, mais difícil de nomear. Dante ainda estava sobre mim, seu peso uma âncora quente, seu rosto enterrado na curva do meu pescoço. Seus lábios se moveram contra minha pele, não um beijo, apenas um contato, como se precisasse confirmar que eu ainda estava ali. — Você está pesado — sussurrei, mas minhas mãos apertaram suas costas, sem vontade nenhuma de que ele se movesse. Ele riu baixinho, um som rouco e cansado que vibrou contra mim. — Reclamação anotada. Mas nã

