O treino terminou com minha perna latejando e a mente ainda mais cansada que o corpo. Ivy não disse mais nada. Me deixou sozinha na sala dois, com o gelo preso ao tornozelo por uma faixa elástica e a música ainda tocando baixinho ao fundo. Fechei os olhos por um momento. Respirei fundo. Tentei me lembrar de quem eu era antes de tudo isso. Antes da queda, do quarto escuro, do olhar invisível que parecia me despir por dentro. Mas o silêncio não durou. A porta se abriu com um clique seco. Um homem entrou. Alto, imponente, terno impecável. Não era Dante, mas carregava a mesma aura perigosa. Um dos dele, eu soube de imediato. Talvez segurança. Talvez algo mais. Ele não falou muito. Apenas caminhou até mim, estendeu uma caixa preta com laço de fita branca e disse: — Ordem do chefe. Deixou

