O silêncio após minhas palavras foi absoluto e cortante, como se o ar tivesse sido sugado da sala. O olhar de Alessandro Conti endureceu, transformando-se em puro ódio disfarçado de cortesia fria. Ele não olhou mais para mim. Dirigiu-se a Lorenzo como se eu tivesse desaparecido. — Como a sua casa lida com seus bens é problema seu, Valentini — disse, a palavra "bens" saindo como um cuspe. — Desde que os acordos sejam honrados. — São honrados — Lorenzo respondeu, sua voz final, encerrando o assunto. A reunião de negócios seguiu por mais alguns minutos, formalidades geladas sobre logística e fronteiras territoriais, mas o verdadeiro conflito havia terminado. Eles haviam perdido. Eu, com uma frase, havia transformado uma humilhação financeira em uma pessoal para Alessandro. Os Conti levan

