Benjamin definitivamente não esperava encontrar com um demônio naquela noite. Na verdade, ele torcia para que jamais encontrasse um durante a sua vida ou depois da sua morte (se houvesse algo depois dela). Mas aquele homem que estava à poucos metros com certeza não era algo que o príncipe esperava de um demônio. Mamon (como Amon havia lhe nomeado), aparentava ter exatamente a mesma idade que Benjamin, apenas alguns poucos anos mais velho que Amon.
Ele era sobrenaturalmente bonito. Não um simples "Bonito" que você nomeava para alguém que via na rua de vez em quando. O demônio era bonito de uma forma completamente assustadora. Seu corpo musculoso e elegante era tão simétrico que o príncipe ficou perplexo, sem que um fio de cabelo estivesse fora do lugar, ou sua pele tivesse alguma manchinha.
Apesar de estar sendo carinhoso com Amon e claramente demonstrar se importar com ele, aqueles olhos verdes eram tão afiados que fez um calafrio subir pela coluna do príncipe. Era como se mesmo sendo gentil e legal, era impossível esconder a sua natureza demoníaca que se expressava através daqueles olhos. Se Amon não tinha absurdamente nada que se parecesse com a mulher que lhe gerou, a rainha, ele era assustadoramente parecido com o pai. Os dois possuíam as mesmas peles pálidas (apesar da de Amon corar com o frio, enquanto a de Mamon continuasse branca feito mármore), o mesmo cabelo alvo e liso, os mesmos olhos verdes, o mesmo rosto anguloso e elegante. Até o formato do nariz, dos lábios e das sobrancelhas arqueadas eram exatamente os mesmo. A única diferença era que enquanto o demônio fazia o príncipe querer sair correndo e nunca mais olhar para trás, a beleza de Amon era curiosamente humana, quente e delicada.
O olhar de benjamin percorreu o peito nu e musculoso do demônio, seguindo aquela trilha de pelos ralos que começavam no umbigo dele, desciam alguns centímetros e se alastravam pela sua pélvis, já que a calça colada tinha uma cintura tão baixa que só servia pra esconder o seu sexo, embora o tecido fosse tão fino que qualquer pessoa conseguiria ver o formato perfeito de tudo que havia ali dentro à quilômetros de distância. Benjamin ficou um pouquinho tonto de observar, sentindo o seu corpo responder de uma forma estranha.
— Deixa eu adivinhar: Você procurou pela rainha e ela fez pouco caso de você. Te tratou m*l e te disse algumas coisas. Provavelmente tudo que ela te disse é verdade, filho. — O demônio explicou, dando de ombros e encarando os dedos já curados do bruxo, que tremeu levemente com o peso das palavras do pai.
— P-por que você não me contou tudo isso antes? Você sabia o quanto eu queria conhecê-la, e mesmo assim não falou nada!! — Amon exclamou, sua voz falhando vez ou outra enquanto encarava os olhos verdes do pai, que possuíam pequenos pontos mais escuros por toda a sua extensão, e aqueles pequenos pontos pareciam orbitar ao redor das pupilas dilatadas, como se fossem um mini-sistema solar.
— Nós dois sabemos que você não acreditaria se eu falasse que ela jamais iria querer conhecer você. Você iria achar que eu estava mentindo e querendo te afastar dela. Então achei melhor deixar você descobrir por conta própria. — Explicou Mamon, com seu sorriso diminuindo um pouco mais à cada palavra dita, como se o simples fato de pensar naquela mulher lhe causasse certo desconforto. Amon abriu a boca para protestar, mas parou assim que percebeu que o pai estava completamente certo. O bruxo não confiava em Mamon o suficiente para acreditar caso ele tivesse dito isso alguns tempos atrás, e assim como o demônio havia acabado de resumir, Amon acharia que o pai estaria mentindo e tentando engana-lo.
— E-eu... Ela disse que você fez um pacto com ela, e em troca do que ela quisesse, você queria ter um filho aqui nessa dimensão. — Amon se embaralhou com as palavras, ainda sentindo as mãos quentes do pai nas suas.
— É verdade. Não espero que você entenda as minhas razões para ter um filho aqui na terra. Os meus motivos por ter feito de tudo para que VOCÊ nascesse, mas um dia você entenderá. — Mamon deu de ombros.
— E-eu... — Começou o bruxo, mas foi então que percebeu que o pai estava olhando por cima dos seus ombros e encarando Benjamin, que estava logo atrás dele, como se notasse a presença do príncipe pela primeira vez alí.
— Ora ora, vejo que temos companhia. Quem é o seu amigo? — Manon perguntou com curiosidade, com seu sorriso se alargando à cada segundo.
— E-ele é só um velho conhecido. — Amon apressou-se em explicar, embora não fosse uma verdade. O bruxo olhou para trás também, encontrando Benjamin com uma das mãos apoiadas na enorme árvore, enquanto seus olhos estavam alternando entre Amon e Mamon. Ele percebeu que o príncipe estava absurdamente corado, e que estava um pouco suado, com os olhos luminosos, que piscavam rapidamente cheios de um sentimento que Amon não conseguia identificar.
Foi então que o bruxo notou que Benjamin estava incrivelmente e******o, com seu p*u quase furando a calça cara que ele estava vestindo. O príncipe lambeu os lábios e desviou o olhar, embora estivesse gemendo baixinho e empurrando os quadris para frente, como se tentasse buscar um pouco mais de fricção do seu m****o contra o tecido da calça. Amon percebeu tarde demais o que estava acontecendo: Ele se lembrou que demônios eram seres incrivelmente sexuais, e que possuíam uma aura que fazia quem quer que estivesse no seu alcance ficar absolutamente e******o. O bruxo nunca havia dando importância ou percebido isso porque jamais havia acontecido com ele, talvez por serem pai e filho, tal aura do pai não funcionava sobre ele.
— É você que está fazendo isso com ele né, pai? Pare agora. — Amon exigiu, ouvindo Benjamin gemer baixinho novamente.
— Não é algo que eu possa simplesmente desligar, Amon. — Mamon deu de ombros e soltou uma risadinha baixa e rouca. Ele parecia estar se divertindo bastante com a situação.
— A-amon... — Benjamin grunhiu, dando um passo para a frente e encarando o bruxo, antes de voltar à encarar o demônio. A imaginação do bruxo fez o favor de criar uma série de imagens do seu pai e do príncipe fodendo logo alí na sua frente, e isso o deixou com um pouquinho de ciúmes e subitamente enjoado.
— Você tem que ir agora, pai. — Amon deu um leve empurrãozinho no demônio, que apenas soltou outra risada baixa e confirmou levemente com a cabeça.
— Ainda não resolvemos tudo que tínhamos pra resolver, filho. Me chame se precisar de ajuda ou algo do tipo. — Mamon se espreguiçou e jogou os cabelos longos por cima dos ombros largos, dando um passo para trás e se preparando para ir embora.
— Ele vai voltar ao normal assim que você for embora, certo? — Amon segurou o braço do pai, impedindo-o de ir embora logo de vez. Uma fumaça n***a já começava à se acumular aos pés do demônio, tornando quase impossível ver seus pés descalços.
— Vai demorar um pouco pro efeito passar, eu aconselharia você à ajuda-lo com isso. — O demônio explicou, seu sorriso estava absurdamente largo agora, e ele parecia bastante satisfeito com a situação que havia causado. Amon lembrou que nem tudo sobre o que os humanos sabiam sobre os demônios era totalmente mentira, e eles poderiam ficar bastante felizes até mesmo em criar pequenas situações de discórdia e embaraçosas.
— V-você quer dizer... Ajudar ele com magia? — Amon chutou, esperançoso de que fosse isso, mas o pai rapidamente negou com a cabeça e deu uma risada, umedecendo os lábios logo em seguida e alternando o olhar entre o filho e o rapaz moreno logo atrás dele.
— Sabe muito bem que tipo de "ajuda" quero dizer. Ah! E como a situação de vocês dois parece não ser das melhores no momento, eu posso dar uma ajudinha com isso. — O demônio disse, claramente de bom humor, antes de simplesmente estalar os dedos e fazer a temperatura de toda a pequena clareia mudar e ficar quentinha, apesar de que o calor não fizesse a neve do chão derreter. Além disso, uma bolsa de tecido escuro caiu aos pés do bruxo num passe de mágica, e ele não precisava abri-la para saber que estava cheia de comida e suprimentos.
— O feitiço que deixa à clareia quente vai durar até o meio-dia de amanhã, mas vocês tem que ir embora antes disso. Os guardas ainda estão procurando por vocês, e agora que tem motivos, o rei não vai deixar o principezinho alí escapar tão facilmente. — Disse Manon, fazendo o bruxo se sentir um pouco e******o por tentar esconder a identidade de Benjamin inicialmente. O seu pai era um demônio, e era óbvio que ele sabia de quase tudo que acontecia alí no seu mundo também.
— Obrigado, pai. — Agradeceu Amon, vendo as sombras negras aos pés do demônio subirem como se fossem tentáculos, envolvendo as pernas de Mamon.
— Chame sempre que precisar. — Disse o demônio por fim, desaparecendo totalmente um milissegundo depois da última palavra sair por seus lábios. Amon soltou um suspiro e observou os dois buracos que os pés absurdamente quentes do pai haviam deixado na neve, indo tão fundo que aquele era o único ponto onde era possível ver a terra debaixo da espessa camada de neve.
A presença sobrenatural do demônio era algo que ia diminuindo aos poucos, e o calor que o feitiço fazia emanar pela clareira era tão gostoso que Amon soltou um suspiro de alívio, percebendo que o clima ali estava bastante próximo do que havia dentro do castelo que ele havia invadido noites antes.
Os pequenos gemidos de Benjamin fizeram amon virar rapidamente, lembrando-se do estado em que o príncipe ainda estava. O rapaz de pele morena havia sentado em cima do grosso cobertor em que estavam enrolados antes, com as costas contra o tronco da frondosa árvore. Os olhos do príncipe estavam focados em Amon, e ele ainda completamente e******o, com uma barraca nada discreta armada bem no meio das suas pernas. Amon percebeu que ele deveria estar um pouquinho dolorido, pois a calça era feita sob medida, e não havia muito espaço para o que havia dentro dela ficar duro e grande.
Amon engoliu em seco e lambeu os lábios, incerto sobre o que diabos deveria fazer para ajudar o príncipe.
— Eu não vou fazer nada com você enquanto você está nesse estado, cara. — Disse o bruxo nervosamente, não que ele não tivesse vontade de fazer alguma coisa com o príncipe. O problema era que as circunstâncias eram bastante estranhas, pois ele não sabia se Benjamin estava no controle da sua própria mente ou não, e talvez durante o dia seguinte, quando estivesse de volta ao normal, Benjamín iria ficar bastante irritado com ele.
Como se soubesse e exatamente o que Amon estava pensando, Benjamin explicou rapidamente:
— S-só pra você saber, eu estou no controle total d-da minha mente, Okay? O problema é que meu corpo não quer obedecer. — Ele apontou sutilmente para a ereção no meio das suas pernas, soltando outro pequeno gemido baixinho, mordendo o lábio e encarando Amon, como se implorasse por ele.
Amon engoliu em seco novamente e deu um passo incerto para a frente, sem desviar os olhos das bolotas escuras do outro. Aquilo era um convite, certo? Amon achava o príncipe bastante atraente, mas não tinha certeza se aquele era o momento certo para fazer alguma coisa.
— Você... Já vez isso com um homem antes? — Perguntou ele, alternando o olhar entre os olhos escuros e aquele monte dentro da calça do outro. Amon percebeu tarde demais que aquela situação também o havia deixado bastante e******o, e se amaldiçoou internamente por isso.
— N-não... Não com homens. — Explicou o príncipe, então o bruxo assentiu levemente com a cabeça. Benjamin não demonstrava estar nervoso, mas sim que desejava que Amon cruzasse logo a distância entre eles e fizesse o que tinha em mente.
— E você quer fazer comigo?
— Só... Vem aqui logo, Amon. — Implorou Benjamin, empurrando os quadris um pouco para a frente e abrindo ainda mais as pernas. Amon praguejou baixinho e foi rapidamente até ele.