CAPÍTULO 13

2300 Palavras
Durante os três dias seguintes, os dois rapazes atravessaram a floresta quase inteira, usando o tempo livre (o que tinham de sobra) para foderem várias e várias vezes. Ambos eram completamente insaciáveis e nenhuma das vezes era como a anterior. Depois da primeira noite, as coisas começaram a ficar ainda mais quentes. Tapas, xingamentos e fodas brutas tornaram-se tão frequentes quanto à vontade de comer, e Amon simplesmente adorava quando o príncipe fazia com ele o que quisesse. Já passavam das 4:00 da tarde quando finalmente chegaram à um pequeno vilarejo, à sudoeste da cidade de onde saíram. Os boatos sobre o príncipe ainda não haviam chegado no lugar, mas todo cuidado era pouco, então Amon trocou de roupa com Benjamin, tornando-o o mais "camponês" possível. As roupas ficaram um pouco apertadas, mas era inegável que o moreno ficava absolutamente gostoso vestindo qualquer coisa. Para Amon, bastou esconder o cabelo com o capuz do casaco, então os dois rapazes entraram no vilarejo, pretendendo atravessa-lo o mais rápido possível e voltar para as florestas, já que os dois não precisavam comprar absolutamente nada (pois a bolsa que Mamon lhes deu tinha bastante comida, água e até um cobertor extra). Eles cruzaram o vilarejo sem falar com ninguém, evitando passar muito próximo das casas. Viajantes provavelmente eram bastante vistos por aquelas redondezas, mas dois homens viajando sozinhos quando os guardas do rei estavam procurando justamente dois homens viajando sozinhos era bastante suspeito. Os dois só não resolveram contornar o vilarejo porque demoraria bem mais tempo. — Quanto tempo você acha que demorará até o próximo vilarejo? — Benjamin perguntou, quando finalmente chegaram na floresta, que ao contrário da primeira, tinha bem menos árvores e mais arbustos. — Se não me engano, vamos encontrar uma cidade agora. Não fica muito longe. — Amon lançou um olhar rápido para o príncipe, que agora tinha várias marcas arroxeadas de chupões pelo pescoço. Encarar aquelas marcas fez Amon abrir um pequeno sorriso, lembrando de que todo o seu dorso por debaixo do casaco também estava cheio de chupões. — O que você tá olhando? — Benjamin cruzou os braços e levantou uma das sobrancelhas, fingindo incorporar uma súbita arrogância, apesar de possuir um pequeno sorriso nos lábios que Amon tanto beijou nos últimos dias. — Nada não. — O bruxo negou levemente com a cabeça, também lançando um sorrisinho sacana para o outro. Benjamin soltou um grunhido e avançou com rapidez até Amon, empurrando-o contra uma das árvores e fazendo-o soltar a bolsa de suprimentos que Mamon havia lhes dado. O príncipe pressionou seu corpo musculoso contra o de Amon, de modo com que sentissem cada centímetro do corpo um do outro. O moreno esfregou a sua virilha contra a do bruxo, criando uma fricção gostosa que deixou ambos completamente excitados em questão de segundos. — A-ah... — O som manhoso de Amon foi cortado quando a boca de Benjamin encontrou a sua, ao mesmo tempo que suas mãos entravam por debaixo das roupas do bruxo, agarrando a sua cintura fina e indo em direção à sua b***a logo em seguida. Benjamin estava completamente viciado naquela b***a redonda e macia, querendo fodê-la de cinco em cinco minutos. Ele esperava que o desejo sobrenatural diminuísse à medida que eles fodiam, mas a vontade intensa de ter Amon para si crescia à cada vez que faziam aquilo. — P-para alguém que nunca havia ficado com um homem, você tá bastante animadinho esses dias. — Amon provocou, enfiando uma das mãos entre os seus corpos e apertando o p*u de Benjamin por cima da calça, fazendo o moreno gemer baixinho e morder o lábio do bruxo com um pouco de força, passando a língua repetidas vezes por aquele bendito lábio macio. — Eu aprendo rápido. E você não pode me culpar por querer mais de você. — Respondeu Benjamin, voltando à enfiar a língua na boca de Amon. O bruxo fechou os olhos e saboreou o beijo, movendo a sua língua contra a do outro, misturando as suas salivas, enquanto sons molhados ecoaram pela floresta. As suas mãos se fecharam no cabelo preto e sedoso do príncipe, que continuava apertando a sua b***a com força. — N-não podemos fazer isso aqui, mané. Estamos muito perto do vilarejo. — Amon sussurrou no ouvido de Benjamin, brincando com o nódulo da sua orelha e sentindo-o se esfregar com ainda mais vigor contra o bruxo. — Certo. — Benjamin concordou e soltou um grunhido de desgosto, mas não fez qualquer menção de se afastar do bruxo, que revirou os olhos e deu uma pequena cotovelada nas costelas do príncipe. — A-ai... Meus órgãos... — Benjamin cambaleou para longe, pressionando as mãos onde cotovelada o tinha acertado, claramente fingindo estar sentindo dor. Amon revirou os olhos e pegou a bolsa do chão, já começando a andar pela floresta novamente. — Bocó. — O bruxo disse quando Benjamin passou o braço por cima dos seus ombros. — Você não me achou um bocó em nenhuma das vezes que estava quicando no meu p*u, né? — O príncipe provocou, fazendo Amon rosnar e lhe dar outra cotovelada, bem mais forte dessa vez. Os dois continuaram caminhando, discutindo e se beijando por vários minutos, m*l ligando para o frio ou à nevasca que se aproximava. [•••] Estava prestes à anoitecer quando Benjamin parou bruscamente, fazendo Amon parar também, pois o bruxo ainda estava com seu corpo grudado ao de Benjamin, lado à lado. — Tudo bem? — Ele encarou o rosto do príncipe, que estava com o maxilar tensionado. — Acho que tô escutando alguma coisa. — explicou Benjamin, olhando para os lados rapidamente. Amon sempre achou curioso que o moreno sempre ouvisse qualquer coisa antes dele, como se tivesse uma audição sobrenaturalmente boa. E se Benjamin achava que havia ouvido algo, Amon tinha certeza de que não seria mentira, por mais que ainda não conseguisse escutar. — O que você acha que...? — Começou Amon, mas vou interrompido subitamente quando alguém gritou alguma coisa perigosamente perto deles. As coisas seguintes aconteceram de forma muito rápidas, enquanto vários vultos vestidos com roupas de guardas reais cercavam os dois rapazes e os atacavam de forma coordenada e certeira, mirando não para capturar, mas sim para matar os dois, focando principalmente no príncipe. Amon viu Benjamin dar uma rasteira em um dos homens que primeiro se aproximou, pegando a espada do soldado que caiu e empunhando-a contra os outros. sem sequer pensar antes, o bruxo jogou a bolsa cheia de suprimentos na cara de um soldado loiro. A bolsa foi completamente fatiada, mas pelo menos serviu para que Amon ganhasse um pouco de tempo antes de enfrentar uma espada. Haviam pelo menos quinze guardas, que formaram um círculo ao redor de Amon e benjamin, que estavam com as suas costas pressionadas uma contra a outra, para que assim conseguissem ter visão de todos os lados. O príncipe tinha uma escada, e apesar de não ter nenhuma arma física, Amon tinha a sua magia. Os dois poderiam estar incrivelmente em desvantagem, mas o ódio do bruxo pode ter sido tirado subitamente de um momento tão feliz com o seu companheiro o fez cerrar os punhos, pronto para dilacerar cada um daqueles homens. Amon estava tão irritado que invocou todos os padrões que conseguisse, então se concentrou apenas nos que realmente fossem úteis. Era como se ele gritasse "TUDO QUE EU TENHO DISPOSTO À TROCAR É SENTIDOS E DOR, SE VOCÊ NÃO É UM PADRÃO QUE QUER ISSO, VAZA DAQUI E DEIXA EU ME CONCENTRAR NESSES OUTROS QUE SE INTERESSAM!!!". Isso fez com metade de todos os padrões dourados sumissem da sua mente. Um dos guardas atacou o bruxo, mirando diretamente no seu coração com a escada, mas antes que o homem chegasse perto o suficiente para machucá-lo, Amon selecionou um padrão aleatório e o puxou com força, direcionando toda a magia do feitiço na direção do soldado, que saiu voando por vários metros e bateu contra uma árvore. O bruxo correu para pegar a espada que havia caído no chão, e na correria acabou se separando do príncipe, que estava lutando contra dois guarda de uma vez só, urrando de fúria. O barulho de metal contra metal era tão ensurdecedor que fazia os tímpanos de Amon protestarem, mas após dar metade da sua audição em troca de acabar com mais dois dos homens que estavam os atacando, Amon já não estava mais escutando direito o barulho metálico. Quando voltaram a ficar de costas um para o outro, o bruxo percebeu que o braço de Benjamin estava sangrando, manchando a neve com gotas gordas de sangue. Ele viu vários guardas caídos no chão, embora o bruxo não soubesse dizer se estavam mortos ou apenas desmaiados. A visão de Amon ficou subitamente embaçada e ele não sabia dizer se era por causa do ferimento grande de Benjamin ou por ter dado em troca boa parte da sua visão por algum feitiço que ele sequer se lembrava mais. Amon continuou selecionando padrões aleatórios e fazendo vários dos outros guardas serem lançados para longe. Seus braços começaram a ficar mais pesados, e as suas pernas fraquejaram a medida que ele continuava usando o seu poder. Ele já não sabia quais eram os efeitos que usar tanta magia de uma vez só estava provocando nele, mas desconfiou até já tivesse perdido o olfato, um pouco do tato e da audição, além da sua força física. Amon desconfiou que só não estava sentindo dores por todo o corpo devido aos padrões porque a adrenalina que corria no seu sangue e o desejo de continuar vivo era tão grande que isso mantinha as dores mascaradas. Vinte minutos depois, eles já haviam se livrado de quase todos os guardas, embora os dois estivessem com ferimentos por todo o corpo e m*l sentindo os próprios membros. Benjamin passou o braço pela cintura de Amon, tentando mante-lo em pé. Os dois olharam ao redor e encontraram apenas um guarda que ainda estivesse vivo. Um olhar de puro ódio estava presente no rosto do homem ao ver seus vários companheiros caídos no chão. Ele deu um passo para a frente e fez com que os dois rapazes se preparem para o ataque, mas ao invés de correr até eles, o guarda simplesmente arremessou a espada, sabendo que caso se aproximasse, não teria chance alguma. Amon agarrou o único padrão que brilhava na sua mente e deu sua visão total em troca da morte do guarda. A surpresa nos olhos do homem foi a última coisa que Amon viu, antes de tudo ficar totalmente preto e ele não conseguir enxergar mas absolutamente nada, Mas Amon ainda conseguiu ouvir o pescoço do guarda se quebrando e o seu corpo sendo lançado para trás. O problema era que a espada que ele havia lançado continuava voando na sua direção. Amon foi empurrado para o lado com força, fazendo-o cair no chão em um bate surdo que fez cada um dos seus ossos protestarem. — B-BENJAMIN!! — ele gritou inutilmente, sem conseguir ver absolutamente nada, enquanto o frio da neve debaixo dele e a dor eram quase insuportáveis, mas não chegavam nem perto do medo súbito que fluía pelo seu corpo. Segundos seguintes foram tensos. Amon desejou com todas as forças que Benjamin tivesse desviado, mas ao ouvir um gemido engasgado de pura dor, Amon soube que isso não havia acontecido. Ele se arrastou às cegas na direção dos grunhidos de dor, passando por cima de corpos sujos de sangue, até chegar em Benjamin, que estava deitado no chão. — A-aguenta firme, Ben. — Amon implorou, tateando o corpo do outro até tocar no cabo da espada encravada diretamente no abdômen do outro rapaz, que soltou um urro de pura agonia. O bruxo começou a chorar e tentou se concentrar em algum feitiço, mas nenhum surgia na sua mente turva, fazendo-o ficar mais desesperado ainda, ouvindo Benjamin soluçar e se engasgar com o próprio sangue. — P-PAAAAAI!!! — Amon gritou com todas as forças que tinha, recorrendo à única pessoa que poderia ajuda-lo naquele momento. um medo genuíno de Mamon não aparecer fez o bruxo ficar ainda mais desesperado ainda, puxando.a cabeça do príncipe para o seu colo e tentando não machuca-lo. Longos segundos de puro terror se passaram, mas Amon finalmente sentiu a magia do chamado se alastrar ao seu redor, tão devagar que era quase como uma tortura. Amon sentiu a presença de Mamon por perto antes que o outro sequer falasse alguma coisa. — P-PAI! POR FAVOR... SALVA O BENJAMIN, RÁPIDO!! POR FAVOR!! EU FAÇO O QUE VOCÊ QUISER!! — ele gritou, se embaralhando com as palavras, completamente desesperado enquanto virava a cabeça inutilmente pera todos os lados, tentando descobrir em que lugar exatamente o demônio estava. Amon conseguia sentir a presença, mas sem sua visão e boa parte da audição, não teria como saber o local exato. — Se acalma, Amon... — C-CURA ELE LOGO!! FAÇA ISSO QUE EU VOU COM VOCÊ PARA A SUA DIMENSÃO. — Implorou o bruxo, interrompendo a voz do pai. Longos e insuportáveis segundos em que apenas a respiração rápida e curta do bruxo e os grunhidos fracos e quase inaudíveis de dor do príncipe ecoavam pelo ar se passaram, então Amon ouviu um suspiro do pai, que parecia soar incrivelmente satisfeito. — Já que é assim, seu pedido será atendido, filho. — O demônio confirmou, fazendo Amon quase chorar de alívio. Ele abriu a boca para agradecer, mas antes que as palavras saíssem pela sua boca, Amon foi pego por uma onda intensa de magia, que atingiu o corpo do bruxo sem dó alguma. O poder era tão intenso que Amon sequer conseguiu se manter acordado, perdendo a consciência como se o peso do mundo estivesse esmagado o seu cérebro.
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