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Sinopse

Nós é uma história além do que se vê. Por mais que ele fuja, ou ela se esconda, os seus encontros são sempre sem avisar, sempre intensos e cheio de nós...

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Cap 1
Capítulo 1 O sol da manhã entrava pela janela da cozinha, iluminando o espaço com uma luz quente e suave. Margarete, com seus cabelos castanhos ondulados caindo soltos sobre os ombros, brincava sentada no chão enquanto sua mãe, Maria, lavava a louça. Maria trabalhava na casa dos Guimarães, uma mansão antiga de paredes brancas e janelas amplas, onde os cômodos eram grandes e silenciosos, tão diferentes do pequeno lar que Margarete e sua mãe chamavam de casa. Naquele dia, como em tantos outros, ela acompanhava a mãe enquanto Maria cuidava de cada detalhe para que a casa ficasse impecável. Margarete gostava do silêncio da casa grande, embora soubesse que não lhe pertencia. Aos sete anos, ela já era uma menina observadora e sonhadora, com olhos amendoados que sempre pareciam analisar o mundo ao seu redor. Para ela, cada peça, cada quadro e cada móvel ali tinham uma história escondida. *** O cheiro de café fresco se misturava ao perfume suave de lavanda que tomava conta da grande casa. Margarete olhava para o céu, seu queixo apoiado no parapeito da janela da cozinha, onde a mãe trabalhava. Lá fora, o dia parecia tão vasto quanto os sonhos que ela começava a formar. Com cabelos castanhos ondulados e olhos amendoados, Margarete era uma menina de presença tranquila, mas seu olhar atento revelava uma curiosidade intensa pelo mundo ao redor. Aos sete anos, ela entendia bem o papel que ela e sua mãe ocupavam na casa. Sua mãe, Maria, era a responsável por manter cada detalhe em ordem, desde os pisos reluzentes até os arranjos de flores nas janelas. Margarete já conhecia cada canto daquela casa grande, onde os sussurros e passos ecoavam pelas paredes altas. Mas o que ela mais adorava era ver o jardim ao fundo, com suas árvores altas e flores coloridas, como um refúgio secreto para a sua imaginação. Foi num desses dias que ela encontrou pela primeira vez o olhar curioso de Ângelo, o filho dos patrões. Ele apareceu de repente, com seus cabelos loiros e um sorriso fácil que imediatamente despertou a curiosidade de Margarete. Os olhos verdes de Ângelo pareciam sempre buscar algo novo, algo divertido, e naquele dia o "algo" era ela. — Oi! — ele disse, com um sorriso tímido, enquanto olhava para Margarete com um misto de interesse e surpresa. Margarete, inicialmente hesitante, observou-o em silêncio. Sabia que ele era filho dos patrões e que o papel dela ali era diferente, mas, naquele instante, isso pouco importava. Ele parecia alguém que vinha de um mundo totalmente diferente, e, ao mesmo tempo, tão próximo. Ângelo se aproximou devagar e sentou-se ao lado dela na grama. — Você vem aqui sempre com a sua mãe? — perguntou ele, com a naturalidade de quem nunca pensou em diferenças entre pessoas. Margarete assentiu. — Sim. Ela cuida da casa, e eu venho junto... Ela disse que a dona da casa deixa que eu brinque aqui fora — respondeu, com um sorriso tímido. Os dias que se seguiram foram marcados pela presença constante de Ângelo ao lado de Margarete. Entre risos, corridas pelo jardim e brincadeiras sem fim, eles descobriram que tinham mais em comum do que poderiam imaginar. Ângelo era curioso, destemido e sempre cheio de ideias novas para explorar o mundo ao redor. Já Margarete era mais introspectiva, mas, ao lado dele, ela se sentia segura para ser exatamente quem era. Em um desses momentos, enquanto estavam sentados debaixo de uma árvore, Ângelo olhou para Margarete e disse, quase em um sussurro: — Sabe, acho que nós somos como um nó. A gente se junta e se prende de um jeito que não dá para separar. Margarete sorriu, pensando na força daquela pequena amizade que nascia ali, no meio de diferenças tão grandes. No fundo, ela sabia que, de alguma forma, ele tinha razão. Ela e Ângelo eram como um nó, que talvez o tempo e a vida fossem incapazes de desatar. *** Era mais uma comum manhã, Margarete estava no jardim, distraída com um grupo de borboletas que dançavam no ar. A casa parecia envolta em silêncio, mas ela não se deu conta de que esse silêncio era diferente. Ângelo havia saído para uma aula particular, então, sozinha, ela vagava pelo quintal, sem perceber o que acontecia lá dentro. De repente, o som de passos apressados e vozes elevadas chamou sua atenção. Viu a mãe passar pela varanda rapidamente, com os cabelos desfeitos e o rosto ruborizado. Atrás dela, o Senhor Guimarães saía do quarto em passos desajeitados, tentando fechar os botões da camisa. Antes que Margarete pudesse entender o que estava acontecendo, uma figura surgiu, irada e descontrolada, vinda do corredor. Era a Senhora Guimarães. — Maria! Como você ousa?! — a voz da senhora soou afiada, carregada de choque e fúria. Seus olhos queimavam com um misto de incredulidade e desprezo. Maria, agora imóvel, se encolheu, a cabeça abaixada. Tentava falar, mas as palavras não vinham. — Senhora... me perdoe, eu... — começou ela, a voz embargada, mas foi interrompida. — Não há perdão! — gritou a Senhora Guimarães, o rosto contorcido de ódio. — Na minha casa! Eu confiei em você, acolhi você e sua filha. E é assim que me agradece? O Senhor Guimarães olhava fixamente para o chão, evitando encarar a esposa. Margarete, assustada, olhava da mãe para a patroa, tentando entender. Ela nunca tinha visto a mãe naquele estado. Ângelo, que acabara de chegar da aula, apareceu no corredor, olhos arregalados. Ele não sabia o que fazer. Via Margarete de um lado e os pais do outro, a tensão entre eles palpável. — Mãe... — Ângelo tentou falar, mas foi interrompido pelo olhar severo da mãe. — Entre, Ângelo! — ordenou ela, sem desviar a atenção de Maria. — Isso não é algo para uma criança ver. Mas Ângelo continuou ali, sem mover um músculo. Seus olhos se fixaram em Margarete, que agora tinha o rosto molhado pelas lágrimas. A Senhora Guimarães voltou-se novamente para Maria, apontando em direção à porta. — Você está demitida! Saia daqui agora mesmo e leve essa... essa sua filha com você! E nunca mais ponha os pés nesta casa! — cuspiu ela, as palavras cortando o ar. Maria soluçava, sua vergonha e dor expostas diante de todos. Segurando a mão de Margarete, ela puxou a menina em direção à saída, tentando esconder o próprio rosto. — Vamos, Margarete... — disse Maria, a voz trêmula, enquanto se despedia do lugar onde havia dedicado tantos anos de trabalho. Margarete olhou para Ângelo, que continuava parado, em choque. Os dois se encararam, um último olhar silencioso e carregado de dor. Ela queria correr até ele, mas sabia que não podia. Maria a puxava, desesperada para sair dali. Ângelo, incapaz de dizer qualquer palavra, apenas observou Margarete e a mãe desaparecerem pela porta. Era a última imagem que teria dela por um longo tempo: um rosto marcado por lágrimas, e a sombra de uma separação que ele ainda não entendia por completo.

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