Vitório Narrando Eu passei a p***a da noite toda observando aquela russa. Pelas câmeras, pelo vidro fumê da boate, pelas sombras do corredor. Eu fiquei obcecado, olhando cada movimento da Caterine enquanto ela estava sentada, sendo devorada pelos olhos de homens que não chegam aos pés da sua linhagem. Ver ela ali, sendo observada como uma peça de exposição, me deixou louco. Não era apenas desejo; era uma fome de posse que eu achei que tinha enterrado sob camadas de cinismo e poder. Cada vez que ela ajeitava o vestido, cada vez que ela desviava o olhar, eu sentia um aperto no peito que eu não sabia explicar. Eu queria ser o único com o direito de olhar. Eu queria ser o único a saber o que se passava por trás daqueles olhos azuis que parecem o gelo da Sibéria. E então, ela me deu aquele t

