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972 Palavras

Caterine Narrando - Continuação O silêncio que se seguiu ao estalo do meu tapa foi a coisa mais aterrorizante que já experimentei. Minha mão latejava, uma ardência que subia pelo pulso, provando que eu tinha colocado cada grama do meu ódio naquele movimento. Eu esperava que ele me batesse de volta. Esperava que ele me esganasse, que chamasse os seguranças, que me jogasse no chão. Mas o Vitório... ele não fez nada disso. Ele permaneceu com o rosto virado por alguns segundos, a marca dos meus dedos começando a desenhar um rastro avermelhado na pele clara e impecável dele. Quando ele finalmente voltou o rosto para mim, devagar, como um predador que não tem pressa porque sabe que a presa não tem para onde correr, o que vi nos olhos dele me deu mais medo do que qualquer arma apontada. Não e

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