07 Scarlett

3291 Palavras
Hoje eu ando pela cidade refletindo sobre minha vida, a cidade é linda e nos faz pensar coisas melancólicas. O que é estranho, já que a vista da janela do táxi é bonita, agradável e muito alegre. Castiel costumava falar sobre algum dia viajar eu e ele, e que viajaríamos justamente para essa cidade. Eu sempre acreditei nele e levava a sério, pois ele até comprou uma casa para ficarmos hospedados. Me pergunto se os sinais estavam sempre lá e eu nunca havia notado, porque me lembrando de como era nosso relacionamento não me parecia que ele não me amava. Pelo contrário, eu me sentia a mulher mais amada do mundo quando estava com ele. — O tempo costuma ser sempre frio assim? — Questionei para o motorista do táxi. — Está no inverno, senhora. — Ele respondeu como se fosse óbvio. — Ah, claro! Está no inverno. — Repeti sua frase tentando disfarçar do quanto me senti ridícula. Acho que hoje todo mundo se juntou para fazer eu me sentir ridícula. Quando paguei a corrida, desci do carro e vi em minha frente uma enorme casa com as paredes brancas e detalhes de madeira. O chão de pedras brancas e pretas. As janelas de vidro cobertas internamente por cortinas brancas. Na frente da casa havia uma área com duas grandes palmeiras e um gramado lindo, a garagem aberta em tons amadeirados com um carro cinza estacionado lá. Castiel deve ter o comprado para nos locomover por aqui quando viéssemos. Caminhei pelo chão de pedra arrastando minha mala me sentindo uma nova mulher. Nem parecia que eu me despedi dos meus pais, conheci uma fã, voei até aqui, peguei um metrô, fui assediada no metrô, um cara muito antipático me defendeu e fomos até a delegacia. Eu necessito de um descanso. Toquei a campainha e fiquei à espera de que alguma secretária viesse atender. Estranhei quando não veio. Toquei a campainha mais algumas vezes e nada. — Mas que diabos! — Resmunguei comigo mesma. Castiel devia ter contratado alguém para ficar cuidando da casa enquanto não vínhamos, não tem lógica a casa estar abandonada. Depois de quase quebrar o botão da campainha um táxi parou em frente à casa, fiquei observando uma senhorinha descer do mesmo muito sorridente. Ela caminhava muito m*l, andava quase mancando até que finalmente me notou. — Pois não? — Ela me olhou com curiosidade no olhar mas o seu sorriso não existia mais, havia desaparecido. — Sou Scarlett, ex mulher do Castiel. — Forcei um sorriso simpático mas a mulher continuava me olhando torto. — E?... — Ela falou mais como uma forma de me induzir a prosseguir minha fala. Não entendi, o que ela queria que eu dissesse? Uma senha? — O que a senhorita faz aqui então? — Ela questionou depois que fiquei em um longo silêncio. — Eu vim passar minhas férias aqui, essa casa é minha! — Arqueei uma sobrancelha para ela ainda muito confusa. — Mas você não é a ex? Essa casa é do Senhor Castro, você veio buscar suas coisas? — Ela insistia. Não perda a paciência, Scarlett. Não perda a paciência, Scarlett. Não perda a paciência, Scarlett. — Estamos divorciados, mas essa casa é minha, meu anjo. — Falei lentamente como se ela fosse burra, mesmo que eu tenha minhas dúvidas de que ela realmente não seja. — Essa casa está no meu nome, é minha! E eu vim passar minhas férias aqui. Na minha casa. — Mas o Senhor Castro não avisou que a senhora viria, não preparei nada. — Ela falou como se não estivesse ouvindo o que falo. Estou lutando para não perder a paciência. — Minha senhora, eu e ele não estamos mantendo contato, pois nos divorciamos. Eu viajei de muito longe até aqui, passei por tanta coisa que você nem imagina, então por favor, vamos entrar. Preciso descansar. A senhorinha me olhou estranho por uns segundos. Senti uma grande vontade de revirar os olhos toda vez que ela me olhava de cima a baixo descaradamente. Agora pronto. Eu tenho que ser tratada m*l na minha própria casa? Essa casa realmente é minha, Castiel me deu ela. Ele me deu de presente, e essa casa não vai fazer a menor falta para ele. A senhora abriu a porta com sua própria chave, na qual vou ter que fazer uma cópia se ela não já tiver uma disponível para mim. Ela se dirigiu para dentro da casa e eu a acompanhei logo em seguida. Fiquei hipnotizada com a beleza interna daquela casa. Sofá branco, escada em modelo amadeirado, um lustre maravilhoso e magnífico. Esses eram os detalhes que mais chamavam a minha atenção alí dentro. Observei os vasos de plantas bem posicionados, da porta mesmo era possível notar duas cadeiras e um balcão também amadeirado escondidinhos no lado direito, alí deveria ser uma cozinha. Ou até mesmo uma areazinha de conversa. — Pretende ficar por quanto tempo? — A senhora questionou seca. — Não sei, o tempo que eu puder ficar. — Respondi simples. Eu realmente não tinha certeza de quanto tempo eu iria ficar, is depender do meu trabalho. Caso eu precisasse voltar mais cedo a trabalho, ou se eu já tiver desopilado o suficiente para voltar à rotina normal. — Me chamo Cíntia, só venho trabalhar uma vez na semana já que ninguém mora aqui. Não morava pelo menos. Tem sorte de ter vindo justamente no dia em que eu vim trabalhar. — Ela falou em tom de bronca. Acho que a Cíntia ainda não aceitou que eu sou sua patroa agora. Se tivesse aceitado, não estaria falando assim comigo. Como se tivesse i********e. Mas não que eu me importe, mas m*l a conheço e não dei essa liberdade. — É um prazer conhecer você, Cíntia. — Forcei um sorriso mínimo sem mostrar os dentes. — Igualmente, Scarlett. Me chamou pelo nome!? Mais uma vez, eu não me importo. Mas por que ela chama o Castiel de "Senhor Castro" e a mim chama de "Scarlett"? — O Castiel não tem mais nada haver com esta casa, sou eu que tomarei conta a partir de agora. — Tentei explicar gentilmente que agora... Eu sou a patroa! A dona! A proprietária! Desta casa. — Já entendi. Ficamos nos encarando por longos segundos. Ergui a sobrancelha e ela ergueu de volta, mas... É a forma de se comportar das pessoas que moram nessa cidade? Não é possível que sejam tantas coincidências as pessoas me tratarem com desdém hoje. — O meu quarto. — Quebrei o silêncio e Cíntia me encarou como se não entendesse. — Qual é o meu quarto? Onde fica? Me mostre. — Ah! Claro. Achei que já soubesse, já que você é dona da casa. Perdão. — Não sei bem se ela falou com deboche ou ironia, mas com seriedade eu sei que não falou. Cíntia gesticulou com as mãos para a escada e começou a subi-las segurando no corrimão dourado, tão lentamente que me perguntei se eu não tivesse pedido para ela me mostrar, eu poderia ter encontrado sozinha bem mais rápido. Ela procurava um molho de chaves nos bolsos enquanto caminhávamos pelo corredor dos quartos. A área era toda em tons amadeirados, tinha muitas frestas de luz, o piso também de madeira. Parece que cada detalhe dessa casa foi Castiel que escolheu pensando em mim. Cíntia gesticulou para um dos quartos e girou a maçaneta que não destrancou, ela enfiou uma chave alí na fechadura e girou fazendo ecoar o som da porta sendo destrancada pelo corredor misturado com o som das mil e uma chaves se mexendo juntas no processo. — Pronto! Aqui está. — Ela fez um gesto engraçado que dava a entender que era para mim entrar no quarto. Caminhei para dentro dele arrastando minha mala e fazendo o som das suas rodinhas arrastando no chão de madeira sólida ecoar pelo resto da casa. Observei o quarto por míseros segundos mas foi o suficiente para me apaixonar perdidamente por ele. Óbvio que o piso também era de madeira, uma madeira mais clara. Tinha muitos detalhes na parede também, acho que alí eram prateleiras. Uma poltrona branca ao lado das cortinas brancas da janela. A luminária dourada e super delicada, absurdamente muito linda. Os lençóis da cama tinham tons brancos e cinzas. Debaixo da cama um enorme tapete também em tom amadeirado que se camuflava muito bem no piso. Fiquei admirando e tocando em alguns detalhes do quarto que me chamavam atenção naquele quarto. — A cama tem um detalhe... — Cíntia começou a falar mas se repreendeu. — Fale. — A dei liberdade. Ela estava me tratando com tanta indiferença agora a pouco, e agora está se sentindo m*l em falar sobre um detalhe da minha cama? Hipocrisia. — A cama tem uma luz, muito bonito. — Ela aproximou um pouco e tocou em algum lugar da cabeceira e realmente acendeu uma luz embaixo da cama. Dava impressão de que a cama estava flutuando, fiquei hipnotizada por um longo período de tempo. — Aí está. — Que lindo! Nunca havia visto um detalhe assim. — Sorri animada igual uma criança com uma cama que possui uma luz embaixo dela. — Eu descobri quando fui fazer faxina. Acabei apertando o botão sem querer enquanto limpava a cabeceira, tomei um baita susto. — Cíntia confessou e eu ri. Também teria tomado um susto de leve. — Se precisar de alguma coisa pode me chamar. Eu assenti. Cíntia abaixou a cabeça e saiu batendo a porta. Ela não era tão seca como imaginei, foi só uma mísera primeira má impressão. Pensei em deitar na cama mas eu estava imunda. Joguei a mala em cima da cama e procurei uma roupa confortável para dormir. Fui até o banheiro, abri os armários a procura de uma toalha. Tomei um banho quente. Sequei o cabelo com o secador, quase desmaiando de sono no processo. Quando ele já estava seco o suficiente deitei e dormi. Com aqueles lençóis quentinhos e macios não foi nem um pouco difícil pegar no sono. Senti a cama afundar. Abri os olhos de imediato e olhei para baixo. Assustei quando vi Jack alí em cima da minha cama se aproximando de mim enquanto me encarava com aquele olhar neutro. Estranhei por aquele olhar neutro não ser mais um olhar neutro, agora ele tinha... Não sei, tinha algo estranho. — O que você está fazendo aqui? Como entrou aqui? — Questionei ficando apoiada nos cotovelos. Ele não dizia nada, era óbvio. Adorava demorar um bom tempo para responder uma mísera pergunta, esqueci que seu cérebro era lento. Jack se aproximou mais, de uma maneira suspeita. Uma perna de cada lado do meu corpo, o seu peito já estava quase encostando no meu. Minha respiração fracassou. Ele enfiou a mão pela lateral do cabelo da minha nuca erguendo minha cabeça para cima expondo meu pescoço. Ele aproximou seu rosto do meu queixo, e depositou um beijo no meu pescoço. Minha pele arrepiou, minha respiração acelerou e meu peito estufou involuntariamente. Seus lábios tocaram meu queixo e deixaram uma mordida alí. Apertei os olhos com força e meus lábios escaparam um suspiro longo. Meu celular tocou, me assustando e fazendo com que eu abrisse os olhos em seguida. Meu olhar procurou Jack pelo quarto, mas tudo o que encontrei foi o quarto vazio do mesmo jeito de quando eu fui dormir. Foi só um sonho... Olhei para o lado e encontrei meu celular vibrando em cima do criado mudo. O peguei e verifiquei quem estava ligando. Britiney. Apertei o botão verde e coloquei o celular no ouvido ainda sonolenta demais tentando me recuperar. — Scarlett! Finalmente. Por que não ligou assim que chegou? Eu estava aqui roendo as unhas. — Brity praticamente gritou me fazendo afastar o celular do ouvido. — Desculpa, estava muito cansada e acabei dormindo. — Abri a boca em um grande bocejo. — Fala para a mamãe que eu cheguei bem? — Claro, ela me ligou várias vezes muito preocupada. Pode descansar, falo com você outra hora. Depois me conta como foi tudo. — Claro! — Revirei os olhos rindo. — Fofoqueira. — Murmurei. — Gosto de detalhes, é diferente. — Britiney retrucou. Pude notar que ela sorria mesmo que não estivesse a vendo. — Tenho muita coisa para contar mesmo. Até depois. — Ah não, Scarlett! Fala agora! — Britiney resmungou. Desliguei a chamada e comecei a rir sozinha. Tadinha. Levantei da cama, peguei um casaco pois estava muito frio e caminhei até a cozinha. Desci as escadas com cuidado para não despencar lá de cima por causa do sono. Por causa das frestas de luz da janela, através das cortinas notei que estava escurecendo. Minha barriga fez barulho me lembrando de que eu ainda não havia comido nada. Encontrei com Cintia na cozinha. Ela estava limpando algo alí, ou fingindo estar limpando. Não entendo o que ela teria para limpar aqui, já que até agora tudo o que ela encontrou foi a casa vazia. Cocei a garganta e ela notou a minha presença. — Está com fome, Scarlett? — Ela questionou. E continua me chamando de Scarlett, mas eu gosto. Não tem problema, é como se criássemos um laço amigável. — Sim. Não comi nada desde que cheguei, estava tão cansada que só deitei e capotei no sono. Cíntia sorriu. — Você dormiu por um bom tempo. Normal. — Ela afirmou. — Fui no supermercado enquanto você estava dormindo, quer que eu prepare alguma coisa para você? Ela parecia ser legal, só estava me tratando indiferente quando cheguei por motivos que só ela sabe. Talvez seja só a maneira dela de agir, ou até mesmo de se expressar. — Claro. — Sorri minimamente para ela sem mostrar os dentes. — Você pode fazer macarrão ao molho? Fiquei com vontade de comer. — Posso. — Ela respondeu e saiu. Fiquei observando Cíntia ir até a dispensa e voltar com os ingredientes que precisaria. Me acomodei na bancada atrás do balcão e de frente para o fogão. Fico curiosa em saber um pouco sobre ela apenas em olhá-la. — Você trabalha aqui desde que Castiel comprou essa casa? — Questionei do nada. Cíntia demorou uns segundos para responder, até cheguei a pensar que me intrometi demais onde não me cabia. Mas eu só queria puxar conversa, construir um laço com essa mulher que me olha indiferente. — Sim. — Ela respondeu, mas pela forma que falou senti que ela queria dizer mais alguma coisa, mas ficou receosa. Mas depois de uns segundos ela tomou coragem e começou a falar. — Trabalho como empregada doméstica em várias casas, nunca tive filhos então sou sozinha e estou tentando me aposentar faz um tempo. Ela falou simples, mas eu conseguia notar que era óbvio que ela não gostava desse assunto. Talvez fosse doloroso de alguma forma. Não sei, mas acho que seja. — Você tem filhos, Scarlett? — Ela questionou, talvez querendo mudar de assunto. Notei que ela provavelmente está se sentindo mais à vontade comigo, até alguns instantes antes ela agia como se eu fosse superior, mas ao mesmo tempo como se ela não se rebaixasse facilmente. Uma mulher de princípios. Talvez ela achou que eu fosse uma rica mimada e esnobe. Meu maior medo é passar essa impressão, gosto de tratar todos como seres humanos. Nunca quis que me vissem com esse olhar horrível. — Não, acho que sou muito nova para isso. Tenho muitos sonhos e coisas para conquistar. — Respondi. — E você tem quantos anos? — Ela me encarou curiosa enquanto esperava a água do macarrão ferver. — Tenho 22. — Estranhei o seu espanto e acabei ficando um pouco desapontada. — Você achou que eu fosse mais velha? — Toquei meu rosto desesperada com as mãos como se eu pudesse sentir as rugas em minhas mãos. — Não por causa da sua aparência, desculpa. — Ela gargalhou e eu fiquei sem entender. — Então por que? — Castiel é muito mais velho que você, desculpa por reparar. Então achei que você fosse aquelas mulheres cheias de procedimentos que deixam os filhos aos cuidados de babás. — Ela confessou. Respirei aliviada. Por meio segundo achei que estava cheia de cabelos brancos, a um passo da terceira idade. — Tudo bem. — Me referi ao fato dela ter reparado na minha diferença de idade comparada com a do meu meu ex-marido. — Todos reparam na minha idade e na dele. Alguns acham até que sou uma aproveitadora. — Murmurei. — Mas você pretende ter filhos? — Cíntia provavelmente tentou mudar de assunto. — Não sei, nunca parei para pensar sobre isso. Mas acho que não é algo que eu deva me preocupar agora, não tenho nem um namorado ainda. No momento certo eu penso sobre isso. — Falei me sentindo um pouco reflexiva. Realmente eu nunca havia parado para pensar sobre esse assunto. Castiel e eu nunca nem havíamos falado sobre isso formalmente. Talvez os sinais realmente estivessem debaixo do meu nariz e eu nunca tivesse me permitido enxergar eles de forma clara e madura. Eu devo ter preferido ignorar. — Você e o Castiel nunca fizeram planos de ter filhos? — Ela indagou. Fico impressionada como bastou um pouco de conversa para que já nos sentíssemos íntimas o suficiente para conversar sobre nossa vida pessoal. — Nunca falamos sobre isso. — Abaixei a cabeça dando um longo suspiro. — Agradeço eternamente por isso, ele não era o cara certo para ser pai do meu filho. Cíntia me olhou de soslaio como se estivesse pensando em algo ou até mesmo com vontade de falar algo mas estivesse sem coragem. Eu queria pedir para ela falar, eu não ia me importar mas achei que não fosse apropriado ir tão direta. Ela abriu a boca e me encarou mas fraquejou. Cíntia colocou vários fios de macarrão dentro da panela, colocou várias pitadas de sal mas não ousou falar o que sentia vontade. — Você... — Não consegue. — Fale, não tem problema. — Tentei passar algum tipo de conforto para ela. — Você não acha o Castiel o homem perfeito para ser o pai dos seus filhos? — Ela questionou com um pouco de indignação perceptível na voz. — Não? — Franzi as sobrancelhas sem entender o que ela quis dizer. — Por que ele seria? Não vejo mais motivos. — Ele tem uma... — Cíntia ainda está com receio. — Ele tem uma boa vida financeira, ia fornecer as melhores escolas e oportunidades para os seus filhos. Você também teria uma vida bem mais fácil. Encarei o balcão um pouco pensativa. Ela tem razão, mas não, ele não seria um bom pai. — Desculpa... Eu não devia... — Cíntia começou a se explicar depois do meu silêncio mortal. — Acho que meus filhos teriam tudo do bom e melhor, mas não teriam o carinho de um pai. Nunca vi Castiel animado com a idéia de ser pai, e muito menos parecia gostar de crianças. — Confessei. Acho que nunca havia falado disso assim tão claramente, eu tinha consciência disso mas nunca admiti. — Algumas coisas na vida são muito importantes como o amor, mas infelizmente o dinheiro é a base de tudo. Por mais que não seja justo abrir mão de uma coisa pela outra, não temos controle sobre isso. — Cíntia falou de costas para mim e de frente para o fogão mexendo na panela. Seus braços moviam de um lado para outro. — Não para mim, eu posso tentar fazer diferente. — Você tem razão, deve lugar pelo que acredita. Alguns segundos depois, ela colocou um prato em cima do balcão em minha frente. — Aqui está seu macarrão ao molho. — Falou e em seguida saiu.
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