Capítulo 10
Grecco narrando
Eu procuro Maria Izabel por todo canto e encontro um pedaço do lenço que ela tinha no chão, olho para a porta encostada.
— Maria Izabel? – eu pergunto entrando na sala.
— Grecco – ela fala chorando
— Maria Izabel, vamos sair daqui agora.
— Eu não vou sair com você – ela fala me olhando – eu não quero me envolver com você, vai embora.
— Abaixa a arma filho da p**a – Jean fala com a arma na minha cabeça.
— Não abaixo – eu falo para ele.
— Então você vai morrer c*****o – ele fala e eu me viro para ele.
— Me mata – eu falo olhando para ele – você não vai sair vivo daqui de dentro. – ele começa a rir
— Você que acha – ele fala e destrava a arma – eu vou sair vivo da mesma forma que eu entrei.
— Ah não vai, seu filho da p**a – eu falo para ele.
— Vou sim – ele fala sorrindo.
Sinto uma paulada na minha cabeça.
— Grecco – Maria Izabel grita e eu caio no chão.
Minha vista escurece toda e escuto uma discussão de longe, abro os meus olhos e começo a ver vultos, sinto um tiro e vejo Maria Izabel caindo no chão.
Jean sai de dentro da sala correndo e eu me rastejo até ela.
— Maria Izabel – eu falo pegando ela nos braços ainda bem zonzo.
Eu pego meu rádio com dificuldade.
— Jean fugiu – eu falo – Jean fugiu, matou a Maria Izabel, peguem esse cretino.
Eu começo a vomitar sangue.
Eu demoro para conseguir voltar em si e quando me dou conta estou com ela sem vida já em meus braços. As lagrimas desce sobre o meu rosto sem parar.
— O que aconteceu aqui ? – Jacaré chega perguntando
— Vamos atrás daquele filho da p**a – eu falo
— Ele fugiu – ele fala
— Vamos atrás dele, nem que seja da filha, mas nós vamos – eu falo me levantando com raiva.
Eu olho pela ultima vez para Maria Izabel com meu coração despedaçado por ter metido ela em um plano que levou a morte dela, ela só tinha sofrido na mão dele, eu jamais me perdoaria pela sua morte e agora iria até o fim do mundo para m***r o filho da p**a do Jean.
Capítulo 11
Karina narrando
Eu estava preocupada não conseguia falar com Maria Izabel desde ontem, ela não me atendia e nem recebia as minhas mensagens, estava ficando tão preocupada que só conseguia olhar pela janela e ver seu carro estacionado lá fora.
— Ainda não foi deitar? – Samanta pergunta
— Estou preocupada – eu falo para ela – Maria Izabel não volta desde ontem e meu pai está viajando.
— Ela deve estar bem – ela fala – vai descansar menina, amanhã você tem aula cedo.
— Tudo bem – eu falo – se ela chegar, você pede para ela vir auqi?
— Sim – ela fala sorrindo – fica tranquila.
Samanta era nossa governanta desde que eu me conheço por gente, era um amor e sempre cuidava de mim, igual como Maria Izabel. Eu estou tão nervosa que não consigo dormir, eu desço para tomar água e encontro meu pai.
— Vamos Karina – ele fala nervoso
— Para onde?
— Estou mandando você ir – ele fala
— Para onde? – eu pergunto
— Anda – ele fala – é agora.
— CaDê a Maria Izabel? – eu pergunto para ele.
— Morta – ele fala – ela está morta.
— Voicê a matou?
— Não – ele fala me encarando – pessoas ruins a mataram e vão vir atrás de você.
— Porque ela está morta? – eu começo a chorar
— O que está acontecendo aqui? – Samanta pergunta
— Anda as duas para o carro, agora! – ele fala nervoso – levem elas.
— Pai – eu falo
— Anda – ele grita.
Eu sou levada pelo segurança junto de Samanta para o carro, eu começo a chorar muito e Samanta me abraça.
— Ele pode estar mentindo – Samanta fala
— Como ela está morta? – eu pergunto para ela – como mataram ela? Ela era tudo que eu tinha.
— Vai ficar tudo bem – ela fala – eu estou do seu lado pequena e não vou te abandonar nunca.
Eu começo a chorar muito, eu podia perder todo mundo menos ela, ela que cuidava de mim, que sempre esteve do meu lado.
A viagem foi longa e chegamos em uma cidade e em uma casa que eu não conhecia, nem sinal do meu pai por aqui e provavelmente eu demoraria para ver ele novamente.
Capítulo 12
Grecco narrando
2 meses depois....
— Grecco – Ester me chama e eu a encaro
— Oi – eu falo para ela percebendo a sua barriga que já estava grande.
— Todo mundo olha primeiro para minha barriga depois para o meu rosto – ela fala – antes olhavam para a minha b***a, agora até isso perdi – eu começo a rir.
— Essa gravidez vai te deixar ainda mais maluca, já que seus filhos vão pegar o que resta de miolos – eu falo rindo
— Engraçadinho – ela fala rindo – estou sabendo porque veio ao morro.
— Sampaio já abriu a boca.
— Fui que eu fui atrás da informação – ela fala me encarando – fui que eu encontrei Karina.
— Onde ela está? – eu pergunto
— Ela é uma menina e você sabe disso – ela me encara
— Ela é dois anos mais nova que você.
— Mas ela foi criada em uma bolha, dentro de casa, protegida por todos – Ester me encara – ela não tem culpa de quem é o pai dela.
— Eu não quero machucar ela – eu falo para ela e ela me encara – eu quero encontrar o pai dela, me vingar dele pela morte da Maria Izabel.
— Então não a machuca – Ester fala
— Eu não vou fazer isso.
— Você promete?
— Relaxa Ester – eu falo para ela e ela me encara ainda meio desconfiada.
— Aqui está a localização – ela fala me entregando – mas vou estar de olho, eu tiro essa garota de você. – eu abro um sorriso para ela.
— Se preocupa com sua gravidez Ester.
— Consigo me preocupar com várias coisas ao mesmo tempo – ela me responde.
— Até mais bolinha – ela franzi os olhos e eu abro um sorrios.
Eu volto para o morro e encontro Jeff e Jacaré na frente da boca.
— A gente estava atrás de você – Jeff fala
— O que aconteceu?
— O carregamento está para chegar – ele fala
— Beleza – eu falo – vou para boca organizae tudo.
— Conseguiu a localização?
— Está na mão – eu falo – agora vou fechar os detalhes do meu plano e vou colocar ele em jogo.
— Jean aquele filho da p**a, está no Brasil? – jacaré pergunta
— Não – eu falo – mandou a filha para ua cidade que não fica 120km daqui. Ele deve ter se mandado para fora do país, mas o que é dele está guardado.
Eu desço para boca e começo a organizar tudo para receber o carregamento de d***a que estava chegando, agora que nos livramos de Pedro Henrique , a gente conseguia receber as nossas próprias drogas e exportar sem problema nenhum, não era mais preso em lugar nenhum, só tinha que ter o aval de Sampaio que era o dono do morro do alemão e chef da facção, mas bem diferente de Pedro Henrique.
Eu pego o envelope que Ester me entregou e abro ele, vendo as fotos da menina, informações de onde ela estudava, ela passava a maior parte do tempo na escola.
Capítulo 13
Maiara narrando
— Fabiene – eu falo – eu não vou fazer a porcaria desse teste.
— Vai sim – ela fala
— Meu irmão vai me m***r.
— Você não precisa dizer de quem é o pai – ela fala me encarando – você mente.
— E você acha que ele não vai querer caçar? – eu pergunto
— E vai fazer o que? Tirar essa criança? Não vai mesmo – Fabiene fala me encarando – essa criança não pediu para nascer, sou totalmente contra.
Eu olho para ela e pego o teste de dna que ela me entrega, eu entro no banheiro e faço o teste, eu fico pensando no que seria de mim, ele estava morto e eu estaria grávida dele? Se meu irmão descobrisse que eu estava grávida de um dos seus inimigos, ele era capaz de me m***r, ainda mais com essa sede de vingança que ele estava por causa da morte da Maria Izabel, era capaz dele achar que eu era cumplice deles e me m***r junto.
Eu pego o teste e vejo o positivo bem grande, eu começo a chorar muito e Fabiene bate na porta.
— E ai? – ela pergunta – anda, abre a porta Maiara, deixa eu ver.
— Deu positivo – eu falo abrindo a porta
— Meu Deus – ela fala – você não vai tirar.
— Mas eu não vou criar essa criança – ela fala – eu não quero essa criança.
— Eu tenho uma ideia – ela fala
— Uma ideia? – eu pergunto para ela e ela me encara.
— É – ela fala – eu tenho uma tia Soraya, ela é freira de um convento e ela abriga mulherss grávidas e depois aceitam as crianças para doação.
— Deixar o bebê lá? – eu pergunto – como vou ficar lá tanto tempo?
— Você e Grecco tem família longe – Fabiene fala me encarando – pode dizer que quer passar um tempo lá, ele está tão intrigado com a vingança , que não vai se importar de você ir.
— VocÊ pode ter razão – eu falo
— Eu tenho – ela fala – vai por mim, conheço seu irmão o suficiente para isso, ele só sabe falar da vingança contra Jean.
Eu olho para Fabiene e ela me convence a ir até o convento, ela disse que iria comigo e me levaria, ele ficava na divisa com o Paraguai, era bastante tempo de viagem, mas ela se propôs a ir comigo.
Eu encontro meu irmão na boca e ele me encara.
— Oi – eu falo para ele
— Oi – ele fala
— Preciso falar com você.
— O que ouve? – ele pergunta
— Eu pensei em passar um tempo fora do morro.
— Onde?
— Na casa dos nossos tios – eu falo
— Minas? – ele pergunta – porque?
— Estou com saudade de quando a gente passava as férias lá – eu falo – tudo bem?
— Ok – ele fala – aqui tem dinheiro – ele me entrega um maço – compra as passagens e me avise.
— Ok. – eu olho para ele – está tudo bem?
— Sim , estou ocupado agora – ele fala – depois nos falamos.
Eu vejo que ele tinha um envelope em suas mãos , mas ele nem me deu muita bola, né que Fabiene tinha razão, ele estava tão fissurado em vingança que não estava nem aí para nada.