Capítulo 18
Karina narrando
Era de manhã cecod e eu estava na mesa tomando café junto de Samanta.
— Eu preciso te pedir uma coisa – eu falo e ela me encara
— O que seria minha menina?
— Eu tenho um trabalho de escola para fazer, eu tenho uma dupla.
— Mneina?
— Sim – eu respondo
— Ela pode vir até aqui – ela fala
— Eu queria saber se eu poderia ir até a biblioteca da escola na parte da tarde fazer o trabalho.
— Porque não aqui em casa Karina?
— Você sabe, aqui tem muitos seguranças, as pessoas vão comentar depois.
— Mas se ela é sua amiga, não vai sair comentando o que ver aqui.
— Você sabe como é, pode até mesmo levantar suspeitas. – eu olho para ela.
— Tudo bem, Gregorio te acompanha e fica de olho em você.
Eu tinha achado bem estranho esse novo motorista, o seu olhar para mim, ele também era mais novo doq eu os outros e mais bonitos, parecia.
— Almoça na escola – ela fala – e depois já fica por lá. Durante o almoço perto de Gregorio.
— Pode deixar.
Eu chego na escola mas vejo que Amanda não tinha vindo para escola, mando mensagem mas não entra, então tinha dado errado o meu dia fora.
Quando chega o final da aula, eu vou em direção ao carro e Gregorio me encara.
— Achei que ficaríamos na escola hoje – ele fala.
— É a minha dupla não veio, infelizmente terei que voltar para casa.
— Então, entre – ele abre a porta
— Obrigada.
Ele fecha a porta depois que eu entro, eu coloco o cinto de segurança e ele entra no seu lugar, liga o carro e começa andar.
— Eu posso te pedir algo? – eu pergunto para ele.
— O que seria? – ele pergunta
— Samanta confia em você, não?
— Acredito que sim – ele responde
— Então ela deve imaginar que estaremos na escola – eu falo para ele e ele me olha pelo espelho.
— Sim – ele responde
— Me leva para outro lugar, longe da escola e de casa, onde eu possa respirar ar puro. – eu falo e ele me encara – comer algo que não seja controlado por Samanta.
— VocÊ não gosta dela?
— Amo ela , mas estou cansada das pessoas mandarem na minha vida – eu falo para ele.
— Pode deixar – ele fala – eu te levo.
Eu abro um sorriso de canto mesmo com medo de pedir isso a ele e sem saber se ele tinha concordado apenas para me dar a corda para me enforcar e no final me levaria para casa e entregaria a Samanta que eu queria mentir a ela.
Eu amo Samanta, tenho uma paixão enorme por ela, mas cada dia que passa, eu sinto mais vontade de ter liberdade e poder comandar a minha própria vida, era isso que Maria Luiza sempre me dizia diariamente, que um dia eu iria ter que tomar coragem para lutar pela minha liberdade e pela minha vida.
Capítulo 19
Grecco narrando
Era de manhã cedo quando vejo Samanta colhendo laranjas do pé.
— VocÊ quer ajuda? – ela me encara
— Adoraria – ela responde sorrindo
— Você é uma mulher muito bonita – eu falo pegando as laranjas – não é casada?
— Já fui – ela responde – mas depois que comecei a trabalhar aqui, meu casamento acabou.
— Eu sinto muito – eu respondo – você trabalha aqui a muito tempo?
— Há 16 anos, comecei a trabalhar aqui exatamente no dia que Karina nasceu – ela me responde
— E você tem quantos anos, me desculpe perguntar.
— 33 – ela responde sorrindo.
— VocÊ vive apenas para o seu trabalho, quem sabe um dia – ela me interrompe.
— Estamos aqui para trabalhar e proteger a Karina, não para conversar – ela fala – aliás, Karina vai ficar na escola hoje, fique de olho nela, não quero ela de converaa com ninguém estranho.
— Pode deixar, eu ficarei – eu respondo.
Ela estava usando um vestido amarelo, um vestido bem retro, ela se vestia como as mulheres de antigamente que trabalhavam em casas de homens ricos e poderosos, ela tinha um ar estranho e misterioso. Eu não sei, mas eu não confiava nessa mulher e nem mesmo nesse seu sorriso inocente e nessa boa vontade de cuidar tão bem de Karina.
(...)
Eu vejo Karina vindo em minha direção após tocar o sinal da escola.
— Achei que ficaríamos na escola hoje – eu falo para ela que me encara.
— É a minha dupla não veio, infelizmente terei que voltar para casa.
— Então, entre – eu falo abrindo a porta para ela.
— Obrigada.
Eu fecho a porta e entro no meu lugar e começo a dirigir.
— Eu posso te pedir algo? – ela pergunta e eu a encaro pelo espelho.
— O que seria?
— Samanta confia em você, não?
— Acredito que sim –
— Então ela deve imaginar que estaremos na escola
— Sim
— Me leva para outro lugar, longe da escola e de casa, onde eu possa respirar ar puro. comer algo que não seja controlado por Samanta.
— VocÊ não gosta dela?
— Amo ela , mas estou cansada das pessoas mandarem na minha vida – eu falo para ele.
— Pode deixar ,eu te levo.
Eu olho ela pelo espelho vendo ela pensativa e de braços cruzados, seu olhar estava distante e era difícil decifrar o que ela tanto pensava.
Eu paro o carro em um vilarejo que ficava a beira da praia, com vários restaurantes e casas de pescadores, um lugar simples, mas de total descrição. Onde ninguém iria nos ver.
— Esse foi o lugar mais tranquilo que pensei em te trazer – eu falo abrindo a porta do carro – comida boa, pessoas que nunca nos viram e um lugar tranquilo para você respirar;
— Está ótimo.
— A gente tem pelo menos umas duas horas e meia até samanta começar a ligar – eu falo para ela.
— Vamos comer algo, estou morrendo de fome – ela fala me olhando