CAPÍTULO 2

3240 Palavras
Assim que Kaleb abriu os olhos, desejou não ter feito isso por toda a sua vida. A luz branca invadindo seus olhos o fez questionar sobre toda a sua existência. Ficou olhando o teto branco, imaginando que tudo o que aconteceu na noite anterior foi apenas um sonho. Sonho não, pesadelo. É claro que ele não salvou o moreno que levara um tiro, é claro. Puff! Sentou-se na cama devagar sentindo sua cabeça rodar. Olhou em volta e teve certeza; não foi um sonho. O quarto que ele estava não era o dele, e muito menos um quarto conhecido por si. O quarto era de madeira, pintado com tons neutros, entre branco, preto e cinza. Estava em uma cama grande com lençóis cinza de cetim. Havia uma porta em frente a cama e outra na parede ao lado. Com certeza um banheiro e um closet. Olhou ao redor do quarto e viu seu bloquinho em cima da cômoda, pegou e colocou em volta do seu pescoço e se levantou com cuidado da cama. Estava com medo de tropeçar e quebrar algo valioso. — Que bom que acordou. — Ele quase caiu para trás ao escutar uma voz falando consigo. Virou o corpo rapidamente para o lado e viu a ômega da noite anterior em pé na porta do lado da parede, que identificou ser o closet. — Ficamos preocupados com você, já faz três dias que estar dormindo. Três dias? A ômega andou até Kaleb, olhou de cima a baixo e tocou em sua testa. Acho que ela está vendo se estou com febre, pensou. — Você nos deu um grande susto Kaleb — falou suspirando — Me chamo Jolie. — Se apresentou abraçando o ômega, esse que apenas continuou olhando para Jolie sem saber o que fazer. Se ele está ali e ainda não morreu significa que Kane está vivo, certo? "Kane está bem?" — Escreveu em seu bloquinho. — Oh sim! — Deu um sorriso aliviado para Kaleb, esse que também sorriu pela empolgação da morena. — Nem parece que ele estava a ponto de morrer, se acordou algumas horas depois que desmaiou e viajou, foi resolver umas coisas com outra matilha. — Finalizou suspirando. Sentou na cama e bateu ao lado para Kaleb sentasse também. Ele caminhou acanhado e sentou-se ao lado da morena, ele não estar fazendo a menor ideia do que aconteceu e do que esta acontecendo. Ele pode ficar ali ou terá que ir embora? Rezava para não ter que voltar e dar de cara com sua mãe e ser obrigado a contar tudo o que aconteceu. Ele sabe muito bem que do jeito que ela é, pode interna-lo em um manicômio. Sua mãe já não gosta muito de si, então seria a razão perfeita para ela se livra dele de uma vez por todas. Já faz três dias que ele fugiu de casa, isso significa que sua mãe já sabe e seu pequeno ômega também. Tinha medo que Téo  ficasse com raiva dele e não quisesse mais o ver em sua frente. Ele tinha pavor só de imaginar que seu irmão poderia estar com raiva de si. Sua mãe? Bom... essa deve está pulando de alegria por Kaleb ter ido embora de sua vida, como muitas vezes mandou. Ele tenta, mas não lembra a última vez que teve carinho dela, que ela o defendeu quando alguém fez m*l a ele com palavras. Kaleb ama sua mãe. É claro que ama, é a sua mãe afinal. Mas, se depender dele, ele nunca mais quer chegar perto dela. Ela tira todas suas energias. Lembra-se das vezes que ficava sozinho em casa, enquanto seu irmão estudava e sua mãe ia trabalhar. Passava o dia assistindo, estudando e principalmente cozinhando. Uma das coisas que Kaleb mais gosta de fazer é cozinhar. Então passava o dia todo inventando ou recriando receitas que lia ou, assistia em programas de Televisão. Quando sua mãe chegava em casa era como se sua empolgação, alegria e motivação sumisse assim que ela abrisse a porta. Quando Kaleb estava perto dela não adiantava o quanto Téo  fizesse graça ou elogiasse sua comida, ele não conseguia dá um sorriso sincero. Ele tinha medo. Medo de apenas sorrir e liberar a fera que sua mãe era. Tinha medo de olhar para ela e por algum motivo ela pensar que ele estava o desafiando e acabasse apanhando. Como já houve muitas vezes. Tinha medo até de respirar perto dela em algumas ocasiões, sempre preferiu ficar o mais longe que conseguisse dela. Fazia de tudo para sempre ficar perto de Téo  e muito, muito longe dela. Muitas vezes quando acordava no meio da noite e ia beber água ou comer alguma fruta, escutava sua mãe chorando em seu quarto. Um choro sofrido. Sempre teve o desejo de entrar em seu quarto e abraçá-la forte, mas na primeira vez que faz isso ela o expulsou do quarto como se Kaleb fosse a última pessoa que ela quisesse ver. Era sempre assim. Quando ele tentava se aproximar dela, ela o afastava. Como se ele fosse o culpado pelo seu sofrimento. Depois de anos, Kaleb apenas ficou no seu canto, ouvia ela chorar, mas fingia que não era nada, mas doía nele também. — Sabe... — ele parou de pesar em sua mãe quando ouviu a voz da ômega novamente — Amo meu irmão — ela virou-se para si — Mas eu não entendo ele, não entendo o porquê dele fazer essas coisas, colocando sua própria vida em risco. É tão desesperador ficar em casa sem saber se as pessoas que você ama voltará, ou se pelo menos voltará com vida. — Ela olhou para Kaleb, frustrada. O ômega não sabia o que falar para ela. Nunca passou por essas coisas. Não sabia o que líderes de matilhas fazia, então não podia nem se quer pensar na frustração da ômega. Hesitante, levou sua mãozinha gorda até as costas dela e fez um carinho reconfortante ali. Se desesperou ainda mais ao ver uma lágrima descer por sua bochecha, mas ela simplesmente limpou como se não fosse nada e se levantou. — Tome um banho, o banheiro é aqui — apontou para a porta que fica em frente à cama. — Suas roupas estão no closet. Arrumei lá para você, espero que não fique com raiva de mim por mexer em sua bolsa — falou rápido. Kaleb abriu um sorriso miúdo para ela e negou com a cabeça. Mostrando que não era nada. "Porque arrumou minhas roupas? Não vão me mandar embora?" — Escreveu. — Ainda não sei Kaleb — suspirou. Jolie foi a pessoa que cuidou de Kaleb nesses três dias que ele ficou desacordado. Algumas vezes, durante o dia, ele abria os olhos e ficava olhando o teto, nesses momentos Jolie dava água a ele por um canudo, depois de um tempo ele voltava a dormir. Quando ele abria os olhos ela pensava que ele acordara, mas ele nunca se mexia. Era como se só sua mente tivesse acordado, mas seu corpo ainda estivesse cansado para se mexer. Nesses três dias que ela cuidou dele, ela criou um apresso muito forte por si. Pelo seu rosto de anjo adormecido, pelos seus cabelos que ela percebeu ser branco de nascença, pois não há indícios na raiz do couro cabeludo que ele pintou. Por seus dedos gordinhos ou até por suas bochechas rechonchudas. Afinal, se não fosse por ele seu irmão poderia ter morrido. Ela não queria que ele fosse embora, que Kane o mandasse ir embora. Se Kaleb quisesse ficar, ela fará de tudo para que ele conseguisse isso. — A ordem que Kane deu foi que não deixasse você sair até que ele voltasse. — Segurou as mãos gordinhas de Kaleb — Mas se você quiser ficar aqui e ele não deixar, eu te ajudo tudo bem? — Perguntou. Kaleb assentiu e abriu um sorriso sincero. Estava muito feliz pelo fato dele ter pelo menos uma amiga ali. Kaleb nunca teve uma amiga ou amigo. Sempre foi ele e Téo. Então fica feliz de ter alguém disposto a ajudá-lo. — Agora tome um banho e desça. Pedirei para Jackson fazer algo pra você comer — soltou suas mãos e foi em direção da porta. — Se você tiver alguma pergunta, quando você comer nós conversa, tudo bem? — Perguntou assim que abriu a porta. Kaleb assentiu e ela saiu. Ele suspirou e foi em direção ao banheiro. Esperava que Kane considerasse que ele o salvou e não o mande ir embora. Sinceramente não quer voltar para casa e se, Kane não o deixar ficar, ele prefere viver na rua do que voltar para perto de sua mãe. [...] Assim que Kaleb abriu a porta do closet suas pernas tremeram, sentir todo aquele cheiro de Alfa lúpus em suas narinas o fez ficar tonto. Teve que segurar no trinco da porta porque realmente ficou com medo de desabar no chão. Só nesse momento que ele se tocou. Alfa lúpus. O cheiro é de Kane. Esse quarto é o de Kane! O que diabos ele estava fazendo no quarto de Kane? No closet dele. Dormindo na cama dele? Essa casa não tem outros quartos? Foram colocar ele logo no quarto do líder? Mas ele não pode negar que o cheiro era maravilhoso, um cheiro de uísque amadeirado. Kaleb nunca sentiu um cheiro igual esse. Sentiu o cheiro de Kane na noite em que o salvou, mas também tinha muito cheiro de sangue e, sem contar nos outros lupinos que estavam naquela sala. Mas ali, naquele closet, o cheiro era absurdamente forte. Com as bochechas coradas, sentindo vergonha de si próprio por te ficado tão molinho com o cheiro do moreno, Kaleb andou para dentro do closet, sentindo seu coração bater rápido contra o peito. Kaleb sentiu tanto medo de ter uma parada cardíaca que parou de andar e acariciou o peito. Seu coração estava, literalmente, quase saindo pela boca. Ele nunca se sentiu assim. Afinal, nunca teve contato com alfas, a não ser seus médicos, mas eles eram marcados. Agora Kaleb sentia-se com medo de ter um infarto, e sem saber o que fazer com seu lobo que dava várias cambalhotas dentro de si. Como se estivesse voltado para casa. Respirando fundo ele olhou em volta, observou todas as roupas que estavam ali e chegou a uma conclusão; Kane só gostava de coisas neutras. Como seu quarto e suas roupas. Viu suas roupas bem lá no cantinho, sentiu até vergonha de si próprio por ter poucas peças dentro daquele closet tão grande, mas não podia fazer nada, ele fugiu de casa e não viajou para levar uma mala cheia de roupas. Vestiu suas roupas rapidamente, querendo sair daquele espaço o mais rápido que conseguisse. Aquele quarto não era dele, e ele não podia invadir a privacidade das pessoas assim. Não fazia ideia se Kane sabia que ele havia dormindo em seu quarto. Saiu o mais rápido que conseguiu daquele espaço, pegou seu bloquinho e saiu do quarto. Andou com os braços colocados em seu corpo, com medo de esbarrar em algo valioso e acabar sendo expulso antes mesmo de fazer parte. Do jeito que se conhecia, senão tiver cuidado por onde pisa, pode destruir a casa em dois tempos do jeito que é desastrado. Desceu as escadas observando o quanto era grande aquela casa. Pode ser que essa casa seja a "mansão" que viu naquela noite. É bem provável que aquela grande casa seja a do líder. Kaleb perguntava-se mentalmente como podia ser tão lerdo, como não havia pensado que a casa do meio era a casa do líder? Quando chegou na sala escutou vozes abafadas. Talvez seja Jolie e o tal Jackson que estão conversando na cozinha, pensou. Quando andou mais um pouco seguiu ouvir suas vozes, cochichando: — Eu não sei não viu, Hiroki tá muito estranho esses dias. Até Yohan, com aquela carranca na cara veio me pergunta se eu sabia o porquê. — Foi uma voz masculina que falou isso, deduziu ser o tal Jackson. Deduziu também ser ômega pelo cheiro doce. — Também não sei, conversei com ele esses dias — agora foi a voz de Jolie. — Mas ele disse que estava tudo bem e disse pra mim não se preocupar. — Suspirou. Nessa momento Kaleb adentrou na cozinha de vez, um pouco acanhado por esta interferindo na conversa alheia e está na casa alheia. Era estranho está na casa de pessoas que não conhecia. Nunca teve amigos para visitar suas moradas, ou até mesmo as casas de seus familiares. Era estranho e, em simultâneo, reconfortante. — Ah você foi rápido. — Jolie sorriu em sua direção. — Vem cá, deixa eu te apresentar esse traste aqui. — Ela o chamou com mão. Gargalhou ao que o outro levou a mão ao peito e fez uma cara indignada. Kaleb andou lento até Jolie, observando o tal Jackson limpar as mãos em um pano de prato e jogar em cima do ombro esquerdo. Ele pensou que fosse morrer ali mesmo com uma pessoa de tamanha beleza o olhando tão atentamente. Corou, pois não sabia reagir a essas coisas. Jackson ser um ômega não afetava sua beleza, e Kaleb jurou de pé junto que se casaria com ele só para passar o resto de seus dias apenas o admirando. — Jackson esse é Kaleb, mais denominado como anjo da guarda do senhor Joan — apontou de Jackson para Kaleb. Se Kaleb já estava corado aquele foi o estopim para ficar igual um tomate maduro. Então é assim que ele é conhecido? Anjo da guarda do senhor Joan? — Kaleb, esse é Jackson, amigo de todo mundo, fofoqueiro e cozinheiro da casa Joan nas horas vagas. — Gargalhou ao que Jackson deu uma t**a em sua cabeça. — Olha como fala de mim sua... sua.... — olhou para Kaleb indignado. — Não liga pra o que essa coisa fala Kaleb — falou com desdém fitando Jolie. Essa que deu de ombros ainda rindo. — Muito prazer Kaleb, espero que sejamos amigos, assim podemos fofocar da vida desses alfas nojentos. — Abraçou-o. Kaleb não aguentou e gargalhou também. Kaleb sentia-se bem. Estava feliz. — Sente aqui Kaleb — Jolie voltou a falar. Apontou para o banquinho do balcão, então Kaleb seguiu sua ordem e sentou-se ali. — Você passou muito tempo dormindo, precisa comer. Mandei Jackson preparar uma sopa de legumes e carne, tudo bem? — Perguntou. Kaleb estava começando a olhar para Jolie não apenas uma amiga, mas sim como uma irmã. Desde do momento que acordou até agora, ela tem o tratado com o maior carinho, coisa que nunca teve em casa, apenas de seu irmão. Mas era muito bom para si saber que tinha outras pessoas, sem ser seu irmão, que se preocupavam com si. Sorrindo sincero para Jolie, ele assentiu. Ele gostava de sopa de legumes com carne, pensando bem, era uma das coisas que ele mais gostava de fazer na cozinha. A primeira era descascar batatas, ele adorava fazer isso, para ele isso é terapêutico. Jackson voltou para o fogão, desligando o fogo que estava a panela de sopa, colocou em uma tigela e em seguida colocou em sua frente. Kaleb se sentiu tímido tendo os olhares daqueles dois em cima de si, mas pegou uma colher e levou um pouco de sopa até os lábios. Sorriu, estava ótima. — Está boa? — O ômega perguntou. Kaleb assentiu. — Que bom que gostou. Pelo menos alguém dessa casa gosta da minha comida — falou olhando Jolie de escanteio. Kaleb sorriu, esses dois são muito engraçados juntos, sempre jogando farpas. Jolie revirou os olhos. — Deixe de ser chato Jackson. Por deus. — Empurrou o ombro do ômega, esse que massageou o local atingindo, forçando uma carreta de dor. — Vamos falar de coisas mais importantes, poxa. Entre a conversa deles, Kaleb apenas estava saboreando sua comida olhando se um lado para o outro, como se fosse uma disputa de Pingue-pongue. — Quando o senhor Joan volta? — Foi o ômega quem perguntou. Kaleb olhou para a ômega, também estava curioso. Afinal, é ele que falará sobre sua permanência ali. — Creio que hoje a noite ou amanhã logo cedo. — Suspirou. — Você sabe que ele não me conta as coisas, só sei que ele vem entre hoje e amanhã porque falei com Nick. — Kaleb percebeu a careta que Jackson fez apenas com a menção desse nome. — Não faça essa cara de desgosto da vida Jackson. — Não é desgosto da vida — olhou no fundo dos olhos da morena. — É desgosto desse seu irmão mesmo. — Deu língua, como uma criança birrenta. Jolie negou com a cabeça. Sinceramente não entende de onde vem esse ódio todo de Jackson com seu irmão Nick, a única coisa que sabe sobre isso é que; é recíproco. Dês de quando Jackson chegou na matilha, mesmo novinho, com apenas 16 anos, ele não se deu bem com Nick. Nunca gostou de ficar muito tempo perto dele e, sempre quando era obrigado a ficar perto não escondia o desgosto. No começo, Nick até tentou chegar perto dele, conversando como quem não quer nada, mas Jackson sempre dava um basta pra lá. Ele nunca ligou de ser banido da matilha do senhor Joan, por não gostar de Nick, irmão do líder. Se ele não gosta ele fala e pronto, não liga para as consequências. Depois de vários meses tentando chegar perto de Jackson, Nick começou a o odiar também. Então os dois vivem assim, se mordendo. Céus. — Seus olhos são lindos, Kaleb — Jackson chamou a atenção de todos que estavam no balcão. — Nunca vi pessoas com olhos cinza. — Analisou-o. Kaleb corou e sorriu pequeno, em agradecimento. — Conte mais de você Kaleb. — Jolie tomou a frente da conversa. — Quantos anos tem? "18 anos" — escreveu. — Nossa, tão novinho. — Jackson suspirou. Kaleb estava mais vermelho que pimentão, não era comum, pessoas bonitas iguais Jackson lhe olhar assim. — Quando completa ano? — Jolie perguntou. Revirando os olhos para Jackson. "13 de outubro" — escreveu. — Mas é daqui a duas semanas, Kaleb. — Jolie arregalou os olhos. — Precisamos correr para fazer uma festa legal pra você. — Kaleb tentou dizer que não precisava, eles nem sabe se Kane deixará ele ficar na matilha. Mas quando viu, Jolie e Jackson já estavam fazendo uma lista de tudo que iam precisar. Kaleb respirou fundo e continuou comendo sua sopa, olhando os dois em seu mundinho falando sobre a tal festa. Kaleb nunca teve uma festa, se teve não se lembra. Sempre em seus aniversários ele ficava em casa, esperando seu irmão voltar da escola para assistirem algum filme e comer muita pipoca com brigadeiro. Ao contrário dele, seu irmão também nunca teve uma festa, porém em todos os seus aniversários sua mãe comprava um grande bolo e comemoravam juntos. Kaleb não tem inveja do seu irmão, longe disso. Mas ele, sinceramente, não entende o porquê de sua mãe fazer isso. Os dois são seus filhos, então tem que cuidar dos dois do mesmo jeito. Se sua mãe não o queria, por que não o abortou ou lhe entregou para alguma família criar? Afinal, o corpo é dela, então ela tinha escolhas. Mas Kaleb não teve culpa de nascer. São muitas perguntas, e dependendo da sua mãe ele nunca terá as respostas. [...]
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