Capítulo 36

1117 Palavras

Dia seguinte. Vinte e quatro desculpas para não admitir que as coisas estão me afetando mais do que deveriam. Desde ontem, não consigo mais me aproximar de Samanta, nem olhar para ela sem que meu coração dispare. Só quero ajudar. Ensinar. Mostrar o caminho. É isso que repito para mim mesmo. Que é só isso. Que ela precisa aprender a ler, e eu… eu posso ensinar. Mas não é simples. Não está sendo simples. Samanta não é simples. Ela me tira do sério e me faz rir no segundo seguinte. Erra tudo, fala tudo errado, troca as letras, inventa palavras que não existem e, no fim, me olha com aquele sorriso torto como se tivesse vencido o dia. E, de algum jeito estranho, ela vence mesmo. A parte mais difícil foi pegá-la no colo e levá-la até o meu escritório, e depois para o quarto novamente, já

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