Capítulo 35

1003 Palavras

Levei Samanta nos braços até a varanda. O vento fresco da tarde soprou suave, fazendo com que ela fechasse os olhos e respirasse fundo. Escolhi uma das poltronas acolchoadas e a sentei com cuidado ali, antes de me acomodar na poltrona ao lado. Ela passou as costas da mão pelo rosto, limpando as lágrimas, ainda fungando baixinho. — Pronto. Disse, observando-a com atenção. — Agora respira fundo. Samanta puxou o ar tremido pelos lábios e olhou ao redor, tentando se acalmar. — Eu num tô chorano de tristeza, tá? Murmurou, com a voz rouca. — É que... é que ninguém nunca fez uma coisa dessas pra mim... Cruzei os braços, recostando-me na poltrona, sem tirar os olhos dela. — Se acostume. Agora você tem o meu pai. Disse, com um sorriso discreto nos lábios. Ela sorriu, ainda meio sem jeito, e

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