capítulo 64

1217 Palavras

— “p**a que pariu…” — Rato repetiu, ajeitando o boné, quase tropeçando na própria língua. Rebeca surgiu no alto do beco. O sol batia nas pernas dela. O olhar, afiado. A boca cerrada. Ela subia sem pressa. Mas cada passo dela pesava igual ameaça. ** Eu travei. Nem levantei da cadeira. Só fiquei ali, fumando devagar, vendo o furacão vir andando. Rato, doido de nervoso, tentou aliviar: — “Bom dia, patroa…” Ela parou no meio do caminho. Olhou pra ele com desprezo escorrendo pelo canto da boca. — “Vai tomar no cu, Rato.” A voz veio seca, firme, e bateu no peito da boca como soco. Rato abriu a boca pra rebater: — “Qual foi, mina…” — “VAZA.” — minha voz cortou. Forte. Baixa. Mortal. Rato me olhou, entendeu na hora. Desceu a ladeira calado, cuspindo pro lado, o r**o entre a

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