Narrado por Kevão Desci pra boca com a raiva mastigando meu osso. Cheguei seco, a Glock pesando na cintura, a cabeça latejando. Rato e Canela já tavam lá, encostados, na deles. Os dois sabiam a responsa. Sempre atentos. Sentei no trono. Bati a mão forte na mesa. — “p***a…” O peito subia e descia rasgando. A imagem dela não saía da minha cabeça. Rebeca. Aquela desgraçada que me tirava do eixo sem nem precisar aparecer. Nescau e Pirulito vieram rindo no canto, como sempre fazendo graça. — “Patrão tá bolado ainda com a professora?” — Pirulito soltou, achando que tava abafando. — “Esquece isso, pô… agora tem a nova lá… bem mais certinha…” Nescau entrou: — “É… e bonitinha, né? Rebolado dela é mais leve…” Rato já virou de lado, encarando torto. Canela cruzou os braços, o olhar

