Capítulo sessenta e três: Quando a verdade não destrói.

1816 Palavras

Havia um confronto entre as duas vozes na minha cabeça, uma dizia que nunca devia ter me aproximado dela, e a outra pedindo para ter calma. Mas quem teria calma com aquele tanto de informações? Como poderia ter calma? Apercebi-me que dirigia a caminho do abrigo, era algo que fazia sempre como uma rotina inquebrável, e eu gostava dessa repetição diária. Talvez por aquele contacto com os meninos trazer-me a calmaria que precisava, estar próximo delas tornava tudo mais suportável, elas tinham a capacidade de fazer-me esquecer qualquer situação. Pude acompanhar de longe eles animados a caminho do colégio. A Matilde, apesar de ser uma adolescente agia com muita responsabilidade para com os irmãos, tinha um sentido de humor perverso, uma gargalhada sonora e contagiante, o que atraía todas as o

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