Dante Valentina virou com a calma de quem atira primeiro com a língua. — Tá cedo pra crise, rei. Toma um café que passa. Cheguei, segurei o braço dela acima do pulso. Não apertei pra machucar, mas firmei pra dizer onde era o norte. — Eu não quero olhar — falei, seco. — Eu não aceito voz, sombra, nem respiração de macho encostando em ti. Nem risadinha. Entendeu? Ela ergueu o queixo, os olhos crespos de desafio. — Tu quer controlar até o ar que eu respiro? — O ar, não. — Inclinei. — Mas quem respira perto, sim. — E esse teu ciúme doente? Vai me trancar numa caixa? — Eu já te botei num castelo. — Gaiola de ouro ainda é gaiola. — Fica viva. — A mão no pulso dela sentiu o coração bater mais rápido. — É o meu jeito de te manter assim. — Teu jeito mata todo mundo ao redor. — Ela puxou

