Valentina A mansão parecia respirar junto comigo, pesada, densa, cheia de olhos invisíveis. Desde a noite passada, eu sentia o peso dobrado do ciúme de Dante. Ele já era um lobo antes, mas agora… parecia um lobo faminto que tinha descoberto que alguém olhou pra presa dele. E eu era essa presa. Passei a manhã evitando a sala principal. Fiquei no jardim, depois no quarto, depois inventei que ia ajudar Jurema na cozinha só pra me ocupar. Mas não adiantava. O nome dele atravessava cada parede. O cheiro dele ainda grudava na minha pele. E, pior, a sensação de estar sendo observada me deixava tensa o tempo inteiro. Quando finalmente decidi encarar, desci até a sala. Ele tava lá, sentado como rei sem coroa, os homens espalhados pelos cantos, cada um fingindo fazer alguma coisa. Mas os olhos… t

