Dante A música seguiu baixa, o vinho ficou esquecido, e o Luar lá fora continuou piscando sem saber que aqui dentro tudo queimava. Encostei Valentina na parede com calma feroz. Não havia pressa boba, havia fome específica. A minha mão subiu pela nuca dela, leu o arrepio inteiro, e a outra firmou a cintura com desejo. A boca dela tinha o gosto do vinho e do desafio. Eu quis os dois. — Olha pra mim, minha rainha. — pedi, sem elevar a voz. Ela olhou. É nesses segundos que eu sei quem manda e quem escolhe, eu mando no movimento, ela escolhe ficar. A faísca no olho dela disse “sim” antes da boca. O beijo aprofundou, pesado, faminto, e a sala desbotou. Entre uma mordida e outra, eu prendi os pulsos dela acima da cabeça, encaixando os dedos nos dela, deixando claro que a fuga não tinha vez,

