
Liana Veiga era mais do que uma arquiteta de grande porte; era uma força que atravessava salas com a calma de quem sabe o próprio valor. Dona de características marcantes, dominava o mundo dos negócios com precisão cirúrgica.
Talento nunca lhe faltou — e inovação era sua assinatura. Projetos urbanos, estruturas arrojadas, conceitos que desafiavam o óbvio: tudo nela apontava para um futuro que não se constrói com medo.
Sua beleza era evidente, quase agressiva na forma como se impunha. Não vinha apenas do rosto simétrico, nem do corpo bem definido, mas da postura impecável e da forma como ocupava o espaço.
Ela não precisava falar para ser percebida — bastava existir.
Ainda assim, Liana jamais fez disso um trunfo. Beleza, para ela, era apenas um dado, um detalhe no meio de tantos outros; algo que o mundo notava antes de enxergava, mas que não dizia absolutamente nada sobre o que realmente importava.
E o que importava era outra coisa — algo mais profundo, mais antigo, mais doloroso.
Liana estava obstinada. Havia um objetivo que a movia desde a juventude, silencioso, urgente, persistente: descobrir a verdade sobre a morte e o passado de seu pai, Hélio Veiga.
Nada preenchia esse vazio.
Não os prêmios.
Não as propostas milionárias.
Não o reconhecimento internacional.
O sucesso só serviu para lhe dar ferramentas — nunca respostas.
Agora, adulta, preparada e estrategicamente posicionada no coração do mercado, Liana estava pronta para enfrentar o que grande parte da família já havia enterrado.
Se existia uma história por trás da queda de Hélio Veiga, ela descobriria — custasse o que custasse.
