Kamau, Johnny e Austin chegam a um jardim, Kamau coloca Austin sentado em uma cadeira, Johnny vê umas caixas com computadores em cima, no meio do gramado, e ele se aproxima pra ver, e um homem branco de cabelos ruivos se levanta, era Caleb Mcconnell, conhecido como Overwatch, uma das mentes mais brilhantes do planeta quando o assunto é tecnologia e desenvolvimento. Ele também é m****o do time Bravo.
Eles se abraçam, muito felizes.
- É bom te ver, Caleb.
- Você também, Geladinho.
Kamau chega logo em seguida, e se junta a eles:
- Fazia tempo que o Time Bravo não se unia em uma missão. - disse ele.
- Os tempos de paz estão nos deixando molengas. - brincou Johnny.
- Bom, falando em molengas... - começou Caleb.
Ele pegou um tablet e mostrou para Kamau e Johnny, o tablet mostrava o globo, e nele havia várias estatísticas em vermelho.
- O que é isso? - perguntou Johnny.
- Desde que chegamos eu estou procurando entender o que os Osíris estão armando, o porquê eles estão fazendo tudo isso, e então eu hackeei alguns sistemas do Pentágono.
- Você o que?!
- Com a permissão do Presidente, é lógico. - respondeu Caleb.
E Austin levantou o dedão positivamente.
- O que você descobriu? - perguntou Kamau.
- Não muito, já que a maioria dos arquivos foram apagados. Mas o que eu sei é que eles estão tomando os Estados Unidos aos poucos. Estão por algumas partes do mundo também, mas a maior parte está aqui. Parecem estar procurando por alguma coisa em outros países.
Então no tablet apareceu uma planta de bomba.
- Eu já vi essa bomba, na Barca. - disse Johnny.
- Correto. Disseram que esses caras queriam explodir o continente, mas essa bomba não tinha potência para destruir nem uma rua. - disse Caleb.
Kamau estava pensativo.
- O comandante deles falava sobre fazer a humanidade evoluir, lá na Barca. Ele próprio entrou na bomba um pouco antes de explodir.
- Esses caras tem uma noção esquisita de evolução, mas eles não parecem dar ponto sem nó. Então por que estão fazendo isso aqui? A Ásia tem muito mais gente do que aqui nas Américas.
- O objetivo deles nunca foi m***r ninguém... - disse Kamau.
Johnny e Caleb voltaram a atenção para ele.
- Eles estão querendo voltar nossa atenção para outra coisa, pra que a gente não veja o verdadeiro plano. Estão fazendo isso o tempo todo. Talvez tudo o que aconteceu na Barca não passou de um ensaio para o que realmente está por vir.
- Outra bomba? - pensou Johnny.
- As pessoas! - exclamou Caleb.
- Que pessoas?
- Não é coincidência que eles estão aprontando isso justamente na época do evento de artes, é?
- Então devíamos cancelar esse evento logo!
- Impossível, o evento já tá rolando, nesse momento.
- Mas temos que fazer alguma coisa!
- Pra começar, seria bom achar a Capitã Armstrong, não é? - sugeriu Kamau.
- Ah... receio que isso não vai acontecer. - disse uma voz atrás deles.
Quando eles se viraram, a Baronesa Vermelha estava rindo, e com uma espada no pescoço de Austin.
- É um prazer conhecer o famoso Time Bravo. Lamento muito que estejamos em lados opostos nessa situação. Vocês melhores do que ninguém sabem o que é ser ultrapassado por pessoas com super poderes. Não concordam que isso é injusto?
Ela ainda estava falando, quando de repente alguém a apunhalou na cabeça, e ela caiu no chão desmaiada.
Eles olham quem é, e era a Agulha n***a, com o braço de titânio levantado.
- Olha só, quem finalmente resolveu sair da toca... o grande Time Bravo.
- Eu conheço você, Vahan, não é? - perguntou Kamau.
Ela respira fundo e responde:
- Faz muito tempo que não uso esse nome, pode me chamar de Sarah, ou Agulha n***a se preferir.
- Então você mudou de nome? - questionou Kamau.
- Mudei bem mais que isso. Sei que pelo o que ouviram falar de mim, vocês não tem muitos motivos pra confiar, mas acreditem, eu sei muito bem o quanto uma organização secreta dessas pode ser perigosa, então me deixem ajudar! - falou ela, se aproximando deles.
De repente eles ouvem um som atrás, e quando se viram, a Baronesa estava com uma mão levantada, e ela dispara uma bomba na direção deles, e ela estava prestes a explodir, mas a bomba foi isolada em um campo de força azul, e lançada para o céu, fazendo uma grande explosão.
Então todos vêem uma esfera de energia azul atingindo Alina, fazendo ela desmaiar de vez.
Em seguida, Evelline pousa ali, e prende Alina com umas algemas de energia azul, que mais pareciam luvas.
- Estão todos bem?
Todos eles acenam com a cabeça positivamente, exceto Johnny.
- Kamau? Caleb? O que estão fazendo aqui?
- Soubemos que vocês e o nosso irmão Geladinho aqui estavam tendo problemas, então deixamos um pouco de lado as nossas tarefas pra dar uma mão, e não deixar que ele acabe se matando. - brincou Kamau.
Evelline riu e cumprimentou os dois com um abraço, ela reparou que Johnny parecia muito sério, e m*l olhava pra ela. Então ela se aproximou dele, sorrindo, e pôs as mãos sobre as bochechas de Johnny, acariciando ele.
- Meu amor, que bom que você está bem!
Ela tenta abraçá-lo, mas ele afasta.
- E que bom saber que você está viva.
- Amor... eu não podia contar nada, eu precisava...
- Podia ao menos ter ligado.
- Eu sei, mas...
- Sabe? Parece que você sempre sabe de tudo não é mesmo Evelline?!
Evelline fica sem saber o que dizer.
Caleb faz um som com a garganta, interrompendo os dois.
- Olha, longe de mim querer me meter em r*****o de marido e mulher, mas vocês não poderiam lavar a roupa suja depois não? É que a gente tem um bando de malucos pra enfrentar. - disse ele.
- Não há nada pra discutir. - terminou Johnny.
Ele sai dali, deixando eles sozinhos.
Evelline fica m*l com isso.
Um tempo depois, eles estavam reunidos ao redor da mesa de computadores de Caleb, Austin também estava ali, e começaram a discutir os planos:
- Precisamos descobrir exatamente o que eles estão tramando pra podermos impedir. - disse Caleb.
Evelline começou a explicar:
- Eles tem uma segunda bomba, enorme dessa vez. Pretendem estourar ela no Empire States, exatamente onde está rolando o evento. Essa bomba está carregada de RNA sintético, que eles planejam estourar em cima de todo mundo naquele lugar, e isso vai penetrar nos corpos das pessoas, até alterar a estrutura molecular de cada um. A ideia é fazer as pessoas desenvolverem super poderes, mas vai acarretar vários outros problemas, e a maioria vai morrer de doenças degenerativas. Quando essas pessoas voltarem aos seus respectivos países, elas vão começar a contaminar outras, até o mundo inteiro sofrer com isso.
- Então por que não explodiram isso ainda? O que falta pra eles lançarem? - perguntou Caleb.
- O Johnny. - respondeu Austin.
Todos olharam pra ele.
- É, eu estava meio desacordado, mas ainda ouvi muita coisa. Gerald Kidd já tem o reator de fusão nuclear especial que construímos, ele é capaz de conter substâncias químicas o suficiente pra afetar um país inteiro. Ainda é só um protótipo.
- Por que vocês estão desenvolvendo uma a**a assim? - questionou Caleb.
- Se te serve de consolo, dessa vez não foi uma ideia dos Estados Unidos. O Conselho de Corporações queria ter isso pra usar quando nós entrássemos no modo de defesa global de novo, e por isso nós ficamos responsáveis por construir. Ainda estávamos desenvolvendo esse reator, então as consequências dessa explosão podem ser ainda mais imprevisíveis.
- Então os Osíris têm na mão uma a**a capaz de varrer um país inteiro se usada de forma errada? - refletiu Sarah, preocupada.
- Além disso, por que eles precisam do Johnny? - perguntou Evelline.
- Gerald precisa que a bomba fique congelada o suficiente para aguentar o atrito quando passar pela atmosfera e atingir com tudo o solo.
- Então ela vai vir de cima. - disse Kamau.
- Bom, por sorte, o nosso amigo Geladinho está de cabeça quente hoje, eu duvido que ele vá se juntar a nossa missão. - disse Caleb, bem infeliz.
- Ainda precisamos manter ele em algum local seguro. - disse Sarah.
De repente eles ouvem uma risada vindo de trás deles.
- Vocês podem fazer o que quiserem, não vão impedir o Gerald de pôr as mãos no Holder. - disse a Baronesa.
- Podíamos ver se ela sabe de alguma coisa. - sugeriu Caleb.
Evelline se aproximou dela com as pupilas brilhando, se abaixou, e encostou na têmpora dela com o dedo indicador e o dedo do meio, e então Alina entrou em transe.
- A bomba... está... no... prédio...
- Prédio? - perguntou Sarah.
Evelline forçou mais um pouco o controle mental, e perguntou:
- De que prédio está falando?
- Empire... States.
Depois disso Evelline a liberou do controle mental, e ela desmaiou mais uma vez.
- Outra cortina de fumaça? - Kamau cogitou.
- Gerald Kidd está lá. Nos arquivos secretos do Pentágono, diz que o F.E.C.T.O construiu uma base de monitoramento naquela área, no mínimo deve ter um painel de controle por lá. - disse Caleb.
- Você tem certeza?
- Ou Gerald desistiu de caçar o Johnny e vai estourar a bomba no local mesmo, ou vai ser lá que eles vão coordenar o ataque.
- Já sabemos onde eles estão, o que vão fazer e como impedir. Caleb, você consegue hackear os sistemas deles e impedir o lançamento da bomba, né? - perguntou Evelline.
- Mole, mole. - respondeu ele.
- Então lá é nossa próxima parada.
- Antes disso... - Sarah interrompeu.
Ela pegou uma caixa de sua mochila e foi até Evelline.
- Você vai precisar usar isso.
Ela abre a caixa, e dentro ela vê a roupa que usou para entrar no espelho.
Ela sorri, e olha pra Sarah.
- Tá na hora de começar nosso contra-ataque. - determinou a Capitã.
- Vou manter o Johnny em um lugar seguro enquanto isso. - disse Caleb.
- E quanto a ela? - Kamau apontou para Alina.
- Tranquem ela em algum lugar e certifiquem-se de que ela não vai escapar. - ordenou Evelline.