Reagrupamento

1742 Palavras
Kamau, Johnny e Austin chegam a um jardim, Kamau coloca Austin sentado em uma cadeira, Johnny vê umas caixas com computadores em cima, no meio do gramado, e ele se aproxima pra ver, e um homem branco de cabelos ruivos se levanta, era Caleb Mcconnell, conhecido como Overwatch, uma das mentes mais brilhantes do planeta quando o assunto é tecnologia e desenvolvimento. Ele também é m****o do time Bravo. Eles se abraçam, muito felizes. - É bom te ver, Caleb. - Você também, Geladinho. Kamau chega logo em seguida, e se junta a eles: - Fazia tempo que o Time Bravo não se unia em uma missão. - disse ele. - Os tempos de paz estão nos deixando molengas. - brincou Johnny. - Bom, falando em molengas... - começou Caleb. Ele pegou um tablet e mostrou para Kamau e Johnny, o tablet mostrava o globo, e nele havia várias estatísticas em vermelho. - O que é isso? - perguntou Johnny. - Desde que chegamos eu estou procurando entender o que os Osíris estão armando, o porquê eles estão fazendo tudo isso, e então eu hackeei alguns sistemas do Pentágono. - Você o que?! - Com a permissão do Presidente, é lógico. - respondeu Caleb. E Austin levantou o dedão positivamente. - O que você descobriu? - perguntou Kamau. - Não muito, já que a maioria dos arquivos foram apagados. Mas o que eu sei é que eles estão tomando os Estados Unidos aos poucos. Estão por algumas partes do mundo também, mas a maior parte está aqui. Parecem estar procurando por alguma coisa em outros países. Então no tablet apareceu uma planta de bomba. - Eu já vi essa bomba, na Barca. - disse Johnny. - Correto. Disseram que esses caras queriam explodir o continente, mas essa bomba não tinha potência para destruir nem uma rua. - disse Caleb. Kamau estava pensativo. - O comandante deles falava sobre fazer a humanidade evoluir, lá na Barca. Ele próprio entrou na bomba um pouco antes de explodir. - Esses caras tem uma noção esquisita de evolução, mas eles não parecem dar ponto sem nó. Então por que estão fazendo isso aqui? A Ásia tem muito mais gente do que aqui nas Américas. - O objetivo deles nunca foi m***r ninguém... - disse Kamau. Johnny e Caleb voltaram a atenção para ele. - Eles estão querendo voltar nossa atenção para outra coisa, pra que a gente não veja o verdadeiro plano. Estão fazendo isso o tempo todo. Talvez tudo o que aconteceu na Barca não passou de um ensaio para o que realmente está por vir. - Outra bomba? - pensou Johnny. - As pessoas! - exclamou Caleb. - Que pessoas? - Não é coincidência que eles estão aprontando isso justamente na época do evento de artes, é? - Então devíamos cancelar esse evento logo! - Impossível, o evento já tá rolando, nesse momento. - Mas temos que fazer alguma coisa! - Pra começar, seria bom achar a Capitã Armstrong, não é? - sugeriu Kamau. - Ah... receio que isso não vai acontecer. - disse uma voz atrás deles. Quando eles se viraram, a Baronesa Vermelha estava rindo, e com uma espada no pescoço de Austin. - É um prazer conhecer o famoso Time Bravo. Lamento muito que estejamos em lados opostos nessa situação. Vocês melhores do que ninguém sabem o que é ser ultrapassado por pessoas com super poderes. Não concordam que isso é injusto? Ela ainda estava falando, quando de repente alguém a apunhalou na cabeça, e ela caiu no chão desmaiada. Eles olham quem é, e era a Agulha n***a, com o braço de titânio levantado. - Olha só, quem finalmente resolveu sair da toca... o grande Time Bravo. - Eu conheço você, Vahan, não é? - perguntou Kamau. Ela respira fundo e responde: - Faz muito tempo que não uso esse nome, pode me chamar de Sarah, ou Agulha n***a se preferir. - Então você mudou de nome? - questionou Kamau. - Mudei bem mais que isso. Sei que pelo o que ouviram falar de mim, vocês não tem muitos motivos pra confiar, mas acreditem, eu sei muito bem o quanto uma organização secreta dessas pode ser perigosa, então me deixem ajudar! - falou ela, se aproximando deles. De repente eles ouvem um som atrás, e quando se viram, a Baronesa estava com uma mão levantada, e ela dispara uma bomba na direção deles, e ela estava prestes a explodir, mas a bomba foi isolada em um campo de força azul, e lançada para o céu, fazendo uma grande explosão. Então todos vêem uma esfera de energia azul atingindo Alina, fazendo ela desmaiar de vez. Em seguida, Evelline pousa ali, e prende Alina com umas algemas de energia azul, que mais pareciam luvas. - Estão todos bem? Todos eles acenam com a cabeça positivamente, exceto Johnny. - Kamau? Caleb? O que estão fazendo aqui? - Soubemos que vocês e o nosso irmão Geladinho aqui estavam tendo problemas, então deixamos um pouco de lado as nossas tarefas pra dar uma mão, e não deixar que ele acabe se matando. - brincou Kamau. Evelline riu e cumprimentou os dois com um abraço, ela reparou que Johnny parecia muito sério, e m*l olhava pra ela. Então ela se aproximou dele, sorrindo, e pôs as mãos sobre as bochechas de Johnny, acariciando ele. - Meu amor, que bom que você está bem! Ela tenta abraçá-lo, mas ele afasta. - E que bom saber que você está viva. - Amor... eu não podia contar nada, eu precisava... - Podia ao menos ter ligado. - Eu sei, mas... - Sabe? Parece que você sempre sabe de tudo não é mesmo Evelline?! Evelline fica sem saber o que dizer. Caleb faz um som com a garganta, interrompendo os dois. - Olha, longe de mim querer me meter em r*****o de marido e mulher, mas vocês não poderiam lavar a roupa suja depois não? É que a gente tem um bando de malucos pra enfrentar. - disse ele. - Não há nada pra discutir. - terminou Johnny. Ele sai dali, deixando eles sozinhos. Evelline fica m*l com isso. Um tempo depois, eles estavam reunidos ao redor da mesa de computadores de Caleb, Austin também estava ali, e começaram a discutir os planos: - Precisamos descobrir exatamente o que eles estão tramando pra podermos impedir. - disse Caleb. Evelline começou a explicar: - Eles tem uma segunda bomba, enorme dessa vez. Pretendem estourar ela no Empire States, exatamente onde está rolando o evento. Essa bomba está carregada de RNA sintético, que eles planejam estourar em cima de todo mundo naquele lugar, e isso vai penetrar nos corpos das pessoas, até alterar a estrutura molecular de cada um. A ideia é fazer as pessoas desenvolverem super poderes, mas vai acarretar vários outros problemas, e a maioria vai morrer de doenças degenerativas. Quando essas pessoas voltarem aos seus respectivos países, elas vão começar a contaminar outras, até o mundo inteiro sofrer com isso. - Então por que não explodiram isso ainda? O que falta pra eles lançarem? - perguntou Caleb. - O Johnny. - respondeu Austin. Todos olharam pra ele. - É, eu estava meio desacordado, mas ainda ouvi muita coisa. Gerald Kidd já tem o reator de fusão nuclear especial que construímos, ele é capaz de conter substâncias químicas o suficiente pra afetar um país inteiro. Ainda é só um protótipo. - Por que vocês estão desenvolvendo uma a**a assim? - questionou Caleb. - Se te serve de consolo, dessa vez não foi uma ideia dos Estados Unidos. O Conselho de Corporações queria ter isso pra usar quando nós entrássemos no modo de defesa global de novo, e por isso nós ficamos responsáveis por construir. Ainda estávamos desenvolvendo esse reator, então as consequências dessa explosão podem ser ainda mais imprevisíveis. - Então os Osíris têm na mão uma a**a capaz de varrer um país inteiro se usada de forma errada? - refletiu Sarah, preocupada. - Além disso, por que eles precisam do Johnny? - perguntou Evelline. - Gerald precisa que a bomba fique congelada o suficiente para aguentar o atrito quando passar pela atmosfera e atingir com tudo o solo. - Então ela vai vir de cima. - disse Kamau. - Bom, por sorte, o nosso amigo Geladinho está de cabeça quente hoje, eu duvido que ele vá se juntar a nossa missão. - disse Caleb, bem infeliz. - Ainda precisamos manter ele em algum local seguro. - disse Sarah. De repente eles ouvem uma risada vindo de trás deles. - Vocês podem fazer o que quiserem, não vão impedir o Gerald de pôr as mãos no Holder. - disse a Baronesa. - Podíamos ver se ela sabe de alguma coisa. - sugeriu Caleb. Evelline se aproximou dela com as pupilas brilhando, se abaixou, e encostou na têmpora dela com o dedo indicador e o dedo do meio, e então Alina entrou em transe. - A bomba... está... no... prédio... - Prédio? - perguntou Sarah. Evelline forçou mais um pouco o controle mental, e perguntou: - De que prédio está falando? - Empire... States. Depois disso Evelline a liberou do controle mental, e ela desmaiou mais uma vez. - Outra cortina de fumaça? - Kamau cogitou. - Gerald Kidd está lá. Nos arquivos secretos do Pentágono, diz que o F.E.C.T.O construiu uma base de monitoramento naquela área, no mínimo deve ter um painel de controle por lá. - disse Caleb. - Você tem certeza? - Ou Gerald desistiu de caçar o Johnny e vai estourar a bomba no local mesmo, ou vai ser lá que eles vão coordenar o ataque. - Já sabemos onde eles estão, o que vão fazer e como impedir. Caleb, você consegue hackear os sistemas deles e impedir o lançamento da bomba, né? - perguntou Evelline. - Mole, mole. - respondeu ele. - Então lá é nossa próxima parada. - Antes disso... - Sarah interrompeu. Ela pegou uma caixa de sua mochila e foi até Evelline. - Você vai precisar usar isso. Ela abre a caixa, e dentro ela vê a roupa que usou para entrar no espelho. Ela sorri, e olha pra Sarah. - Tá na hora de começar nosso contra-ataque. - determinou a Capitã. - Vou manter o Johnny em um lugar seguro enquanto isso. - disse Caleb. - E quanto a ela? - Kamau apontou para Alina. - Tranquem ela em algum lugar e certifiquem-se de que ela não vai escapar. - ordenou Evelline.
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