Nova Liderança

1934 Palavras
Evelline acorda com uma imensa dor de cabeça, amarrada pelos pés e pelas mãos, ela olha pros lados e vê Kamau, Sarah, Caleb e Austin amarrados também. - Gente! Onde estamos? Mas ninguém respondeu, pois estavam todos desacordados. Então uma luz forte acende sobre eles, e a sombra de uma mulher aparece, ela pega duas barras de metal e esfrega uma na outra, fazendo um som estridente de metal arranhando, e Evelline começa a gritar em agonia, e a mulher começa a b*******a barra de ferro na outra, Evelline começa a alternar entre ela e a Fragmentada loucamente, gritando e sentindo uma imensa dor de cabeça, até que o som para, e ela respira ofegante. - Não parece tão forte agora. - disse Alina, rindo, e abaixando um pouco a luz. Ela se abaixa e tira a máscara do rosto, e sorri para ela. - Não vai se safar dessa, Alina. - Pode pensar isso, mas nada pode parar a bomba agora, nem mesmo você. Um som muito estrondoso tomou o lugar, e alguma coisa vermelha foi vista correndo por ali. - Ah, você já deve conhecer o Max, não é? Maximilian se aproximou, e olhava Evelline com raiva. - O que você quer? Por que não nos matou ainda? - Oh, eu não posso convocar uma reunião de equipe para oficializar a minha liderança e tudo mais, por conta dessas questões burocráticas e blá blá blá, então por isso eu precisava de vocês aqui, pra testemunhar. O Mancha Vermelha correu pela sala, acendeu todas as luzes, e apagou a luz forte, e foi possível ver tudo agora. Gerald Kidd e uma mulher ao lado dele estavam ali em pé, mas com as mãos amarradas e um saco em suas cabeças. - O que? Não... NÃO! O QUE VOCÊ VAI FAZER, ALINA? - Evelline ficou tensa. - Tinha me esquecido desse detalhe, você não gosta de m***r, não é? Ela tira os sacos da cabeça deles, e Evelline vê o pavor na cara deles dois. - Permita-me apresentar meus pais. Gerald Kidd e Simone Dorn. - S-Seus... pais? - Vamos começar pela minha mãe. Max entregou uma das espadas para Alina, que pôs no pescoço de Simone, e começou a falar: - O lado astuto e meticuloso que eu tenho, definitivamente eu puxei de alguém, e não teria ninguém melhor do que essa mulher, ah como ela me ensinou isso, como minha "mãe" foi uma mulher mentirosa a sua vida inteira, e como ela ensinou isso tão bem pra sua filha, que cresceu tendo ela para castigá-la por qualquer erro mínimo que seja. Minha mãe é uma mulher sem escrúpulos, que faz tudo que dá na telha, esse inseto não vale nem o ar que respira. Ela tirou a espada do pescoço dela, e a pôs no pescoço de Gerald. - Ah, meu paizinho querido. Sabe Evelline, uma coisa nós podemos concordar, por causa desse homem, nossas vidas estão um inferno agora, mas isso vai ser resolvido já, já, não é paizinho? - Argh... - Não é preciso saber muito pra entender que esse cara aqui não presta. Transformou sua própria filha numa a**a humana, ensinou a não se importar com quem fere, me privou de receber qualquer presente, de ter qualquer amizade, me treinou pra ser uma assassina. E eu ainda nem mencionei o quanto ele é obcecado por mitologias, e como é fascinado pelo deus Osíris, de toda aquela história de julgar a humanidade. Você está sendo julgado agora, não é mesmo, pai? Como se sente? Estou fazendo tudo o contrário do que o senhor me ensinou, estou sendo uma h*****a, livrando o mundo de ter um verme a menos como você andando sobre ele. Gerald olhava com ódio para ela. - Meu pai manipulou, mentiu, matou e roubou muito dessa corporação, tudo pra criar o Osíris, tudo isso pra desenvolver um gene sobre humano, pra fazer a humanidade evoluir. Uma ova! Ele não pensa em ninguém, ele não está nem aí se a humanidade vai evoluir ou não, ele está preocupado com seu próprio poder e dinheiro. Ela virou o olhar para Evelline, e falou: - O RNA dentro daquela bomba está repleto de microorganismos que vão alterar completamente a estrutura do DNA humano, fazendo com que elas desenvolvam poderes sim, porém sofrerão de uma degeneração celular gravíssima, e que somente meu pai tem a cura, mas é claro que ele só venderia isso a um preço altíssimo, só um pouco maior do que o ego dele. Meu pai não merece viver, ele só está cheio de ganância e ódio. Para alcançar os objetivos dele, usaria até mesmo sua filha pra completar sua trama sórdida, mas não se preocupe papai, eu conduzirei as coisas daqui pra frente. Então ela foi para trás de Gerald e de sua mãe, e pôs as mãos nas costas deles. - Alina... por favor, não faça isso! Nós podemos fazer justiça, você não precisa m***r ninguém! Pense um pouco, você estaria ficando igual a ele! - Hmph, talvez eu não seja tão diferente assim. - Alina deixa uma lágrima escorrer, mas continua com o rosto indiferente. Ela aperta com força as mãos nas costas deles, e eles fazem uma cara de dor profunda. - Mãe, Pai, vocês foram julgados. Evelline vira pro outro lado, mas o Mancha Vermelha segura a cabeça dela, forçando ela a assistir isso. E por uma mão ela solta uma onda de micro bombas que estouram por dentro do corpo de Simone, e ela é explodida de dentro pra fora, e na outra mão, ela solta uma rajada de fogo tão quente como um incinerador, e queima Gerald até não restar nada, a não ser uma marca preta no chão. Alina olha pras suas mãos, e vê que a ponta dos seus dedos estavam sujas de sangue. - Esses dois sangues... são minhas duas metades... juntos, eles me formam, e eu vou conviver com isso pelo resto da minha vida. Ela passa o indicador e o dedo do meio em cada uma de suas bochechas, fazendo duas linhas de sangue em cada lado. Evelline estava perplexa, olhando tudo aquilo. Alina se aproxima e fica em pé na frente dela, Mancha Vermelha se afasta, com um semblante indiferente. - Tem uma coisa que o Johnny nunca te contou, Evelline. - O-Oque? O Johnny? - Isso mesmo. Então ela acenou a cabeça para Max, e ele rapidamente trouxe um reprodutor de imagem, que mostrava Alina e Johnny se beijando. - M-Mas... o que?! - Eu e Johnny já fomos amantes. Sei como ele pode ser meio cabeça dura às vezes, mas você jamais pensou que ele fosse um assassino também, não é? Evelline ficou em choque. - Nós dormimos juntos muitas vezes, eu e ele. Foi uma época boa, até que ele se cansou de mim e foi atrás de você, foi a primeira vez que vocês namoraram lembra? Todos achavam que era só um namoro bobo, mas devo admitir, eu senti amor de verdade entre vocês, e isso me enfureceu. E então o reprodutor mudou para cena que Alina e Johnny estavam se beijando no fórum. - Só espero que ele tenha no mínimo a coragem de assumir o filho dele. - Alina disse isso com a mão sobre a barriga. Evelline chorava de raiva enquanto olhava para Alina. - Não enlouqueça ainda, tenho mais um segredo picante pra te contar. O reprodutor mostrava vários documentos oficiais da Blizzard, onde mostravam assinaturas de Johnny e alguns relatórios. - O que é isso? - perguntou Evelline, enfurecida. - Isso é a não tão famosa "Operação Abaixo de Zero". A Blizzard encobre tudo isso. Alina riu ao ver o quão apreensiva Evelline estava. Então ela começou a contar calmamente: - Você deve achar que eu sou uma assassina impiedosa e de sangue frio, mas você não sabe nada sobre o seu noivo, ele tem tanto sangue inocente nas mãos quanto eu. - D-Do que você está falando? - É lógico que você não sabe. - Alina riu. Ela foi andando até o reprodutor, dizendo: - Johnny nunca te contaria sobre as milhares de vidas que ele arruinou nessa operação. - DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO?! - Evelline gritou. Alina não parava de rir, então resumiu: - Basicamente essa missão consistia em eliminar as pessoas que viviam em algumas costas do Polo Sul. Essas pessoas não se submeteram ao domínio da Blizzard, e isso começou um conflito entre eles, no qual a Blizzard saiu perdendo, os moradores das costas descobriram os segredos sujos que ela mantinha escondido, várias provas de assassinatos e chacinas inocentes. Evelline começou a chorar, temendo o pior. - Eles ameaçaram revelar isso pro mundo todo e acabar com a reputação dos Invernais de uma vez por todas se eles não fossem deixados em paz. No fim das contas eram só pessoas inocentes querendo um lar. Então como resposta, eles enviaram Johnathan Winter e um g***o de guerra para exterminá-los, e assim ele fez. Milhares de pessoas que só queriam um lar foram assassinadas a sangue frio por ele, crianças inocentes, Evelline... crianças inocentes. Devo admitir que isso é c***l demais até pra mim. Evelline chorava muito, arrasada. - Ele não parou por aí, ele exterminou todas as vilas no Polo Sul, até quem não tinha nada haver, sofreu torturas terríveis nas mãos do Johnny. Ao fim de tudo, ele foi promovido a Holder, se tornando líder da Blizzard e comandante do Polo Sul. Vários arquivos, fotos e vídeos apareciam no telão, provando o que Alina estava falando. A última coisa que apareceu foi um vídeo do Johnny pegando uma criança dos braços de uma mãe e matando a mãe com um disparo de gelo na cara, com a criança assistindo tudo. - Sem misericórdia. - Alina finalizou. Evelline não conseguia nem respirar, ela chorava demais. Até que os olhos dela começaram a brilhar em azul furiosamente. - Oh-oh, é só uma questão de tempo até a Fragmentada aparecer. Está sentindo isso? É a sensação de ser quebrada por dentro, por mais que você vença hoje, você nunca mais será a mesma. Os olhos de Evelline começaram a brilhar em azul, e a Fragmentada veio à tona, mas o Mancha Vermelha pegou Alina e o reprodutor de imagens, e eles saíram dali. A Fragmentada se solta quebrando as algemas, e depois ela grita e surta, até que todos acordam assustados, eles vêem Evelline totalmente abalada. Depois de um tempo que Evelline soltou todos, e contou tudo o que aconteceu, Austin questionou: - Você ficou todo esse tempo aqui e não usou seus poderes? Não tinha nada aqui pra te impedir, aquelas correntes, elas iam se quebrar que nem porcelana. - A Baronesa chacoalhou minha cabeça antes disso, a Alina tava... ela tá brincando com a minha mente! - disse Evelline quase se descabelando. - Se controle, Capitã. Vamos focar no agora, precisamos dar um jeito de detê-los. - disse Kamau. - Oh-oh, o Geladinho saiu do esconderijo. Mais uma dor de cabeça. - disse Caleb verificando as câmeras do local pelo celular. - Teimoso como sempre. - disse Kamau. Evelline tremia de raiva só de escutar o nome dele, Sarah percebeu isso. - Eu conheço a raiva que está sentindo Eve... mas precisamos detê-los, e pra isso temos que achar o Johnny. - disse Sarah, tentando consolar Evelline. - Eu sei, eu sei, eu só... só preciso assimilar algumas coisas. Evelline enxugou as lágrimas, fechou os olhos e respirou fundo, quando ela abriu, seus olhos estavam azuis, e então eles voltam ao normal, e ela diz: - Eu sei onde ele está.
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